Documento vazado indica altas taxas de devolução dos Surface Book e Pro 4

Na última sexta-feira (11), a revista especializada em consumo de eletrônicos Consumer Reports retirou alguns aparelhos Surface de sua lista de recomendações após pesquisas junto a usuários indicarem que 25% deles tiveram problemas significativos menos de dois anos após a aquisição.

Apesar de ter negado publicamente que a situação fosse tão alarmante quanto a divulgada pela publicação, a MS parece saber exatamente o tamanho do problema — ao menos internamente. Isso é o que indica um memorando da companhia vazado nesta segunda-feira (14) no qual ela reconhece uma alta taxa de devolução de alguns de seus dispositivos.

O Surface Book, por exemplo, um dos aparelhos que deixaram de ganhar a recomendação da Consumer Reports, teria sido um dos campeões de retorno. Segundo o gráfico exibido no memorando, 17% das unidades vendidas foram devolvidas durante o período de lançamento, com a taxa caindo para 10% após os seis primeiros meses do gadget no mercado.

Surface Pro 4 teve uma taxa de devolução de 16% na época do lançamento, e caiu para menos de 10% após os seis primeiros meses. A título de comparação, o Surface Pro 3 tinha 11% no período de estreia e, após meio ano, estabilizou entre 5% e 6%. Os números apenas indicam que os relatos de problemas tanto do Book quanto do Pro 4 tiveram impacto significativo na avaliação dos dispositivos pelo público.

Gadgets da Microsoft vêm enfrentando a desconfiança do mercado.

O autor do memorando, o líder da divisão do Surface dentro da empresa Panos Panay, garante que a empresa “trabalhou de forma incansável” para resolver as questões dos dois modelos mais problemáticos. Isso, porém, não foi o suficiente para ter um impacto positivo na avaliação da Consumer Reports.

O posicionamento interno da Microsoft agora é de que os problemas foram solucionados em maior parte. Se isso for verdade, a próxima avaliação anual da publicação especializada deve indicar um reflexo positivo junto aos próprios consumidores. Para isso, será necessário esperar ao menos mais um ano.

via Novidades do TecMundo

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