Elon Musk diz que Zuckerberg não entende bem de IA

Elon Musk e Mark Zuckerberg estão no meio de uma discussão à distância por conta de inteligência artificial (IA).

Tudo começou em um vídeo ao vivo realizado por Zuckerberg em sua página do Facebook. Nele, o CEO e cofundador da rede social falou sobre as visões negativas em relação à inteligência artificial. “Estou otimista”, disse ele enquanto comentava o assunto.

Ele ainda falou que não entende por que algumas pessoas desenham cenários apocalípticos envolvendo IA: “É bastante negativo e eu acho que é irresponsável de algumas maneiras”.

O problema é que Elon Musk faz parte do time dos “apocalípticos”. O CEO da Tesla, SpaceX e Neuralink já falou sobre o assunto antes. Ele acha que é crucial que governos regulem o uso de inteligência artificial e prevê cenários perigosos para a humanidade com o desenvolvimento da IA.

Ao falar que esse discurso é irresponsável, Mark Zuckerberg atingiu Elon Musk, que parece não ter gostado nem um pouco. No Twitter, Musk não foi gentil ao rebater. “Falei com Mark sobre isso. A compreensão dele sobre esse assunto é limitada.”

Este conteúdo foi originalmente publicado em Exame.com

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Sim, tudo indica que mais um personagem importante vai entrar na lista de Arya

Atenção: este texto contém muitos spoilers.

No Jogo dos Tronos, ou você ganha ou você morre. E infelizmente para o (SPOILER) Mindinho, parece que ele não vai ganhar. É o que aponta uma teoria que cada vez mais ganha força nos principais fóruns de discussão sobre a série. A de que uma das próximas vítimas de Arya Stark é Petyr Baelish, o Mindinho.

A teoria não é nova, mas a cada episódio fica mais provável, principalmente porque a série, e todo seu material de divulgação, está constantemente flertando com a ideia. Desde o fim da temporada passada, fóruns no Reddit e canais no Youtube especulam sobre isso, mas os principais indícios surgiram em maio, quando a revista americana Entertainment Weekly liberou algumas imagens dos bastidores da série. Nelas, Maisie Williams, interprete de Arya, aparece com uma adaga na cintura.

(Entertainment Weekly/Reprodução)

A faca, no entanto, é bem específica. Pertencente à Baelish, e foi com ela que tentaram assassinar Bran, na primeira temporada.

(HBO/Reprodução)

E mais tarde, é também com ela que Mindinho rende Ned Stark –  posteriormente lhe levando à decapitação.

(HBO/Reprodução)

A faca ainda apareceu no primeiro episódio da sétima temporada, no Livro da Cidadela, enquanto Sam procurava por livros que falavam sobre vidro de dragão.

(HBO/Reprodução)

Não demorou, portanto, para os fãs identificarem a arma, e começarem a especular.  Afinal, o objeto continua na posse de Baelish, e a única forma de ela parar nas mãos de Arya é com um possível encontro entre os personagens. Agora, no segundo episódio da sétima temporada, pelo menos essa questão já teve um possível desfecho anunciado: Arya acaba reencontrando seu antigo amigo Torta Quente, que lhe informa sobre a retomada dos Stark em Winterfell. Com isso, a menina, que estava indo para Porto Real, muda seu destino e resolve voltar para o Norte – onde Mindinho está vivendo. Em Winterfell, aliás, Baelish tenta convencer Sansa a se casar com ele, enquanto enfrenta o descaso da Stark e a ira de Jon Snow (que o enforcou, exatamente igual o pai o fez na primeira temporada, aliás).

Arya tem motivos de sobra para matar Mindinho: além de ela ter presenciado encontros dele com Tywin Lannister, na segunda temporada, Mindinho também entregou Sansa para os Bolton. Como se faltassem motivos, os fãs especulam que tudo se fechará com a chegada de mais um Stark à Winterfell: Bran (as fotos da Entertainment Weekly também indicam que o caçula deve se reunir com o restante da família).  O Stark, que tem o poder de viajar no tempo e no espaço, pode descobrir a traição de Baelish sobre Ned. Se isso acontecer, o nome de Mindinho pode aparecer na lista de Arya, que – dizem as teorias – deve assassinar seu novo inimigo da mesma forma que seu pai morreu.

A ideia de que a irmã mais nova vai proteger Sansa ganhou ainda mais força essa semana, quando usuários do Reddit relembraram frases do final da sexta temporada. Ao final do oitavo episódio, Arya termina seu treinamento e é considerada uma “Ninguém”, frente ao Deus de Mil Faces. No episódio seguinte, em meio à uma discussão com Jon Snow, Sansa afirma que “Ninguém pode protegê-la”. Quem seria “ninguém” nesse caso? Isso, a irmã caçula.

“Ninguém pode me proteger.
Ninguém pode proteger qualquer um”
e
“Finalmente a garota se tornou Ninguém” (Reddit/Reprodução)

Tudo isso, claro, podem ser só coincidências ou pistas falsas dos produtores. Mas fato é: a série anda rendendo teorias sem parar. Valar Morghulis.

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Descoberta menor estrela da história – que cabe em Júpiter

A crise chegou ao espaço, e os indicadores da indústria já foram afetados: pesquisadores da Universidade de Cambridge acabam de encontrar a menor estrela da história. Ela é um tantinho maior que Saturno, poderia se esconder atrás do gigante gasoso Júpiter e tem apenas o mínimo de matéria necessário para desencadear o processo de fusão nuclear que caracteriza uma estrela.

EBLM J0555-57Ab, como é conhecida, está a 600 anos-luz da Terra e faz parte de um sistema binário – ou seja, um sistema com dois sóis, que giram um em torno do outro. A pequena foi descoberta justamente porque passava, de tempos em tempos, na frente de sua irmã maior, alterando de forma periódica e previsível o padrão de luminosidade registrado pelos telescópios terráqueos. Em sua superfície, a gravidade é 300 vezes mais intensa que a do nosso planeta. Sua massa é só 8,1% da do Sol. 

“Nossa descoberta revela o quão pequena uma estrela pode ser”, afirmou à assessoria de Cambridge Alexander von Boetticher, o astrônomo responsável pelo estudo. “Se ela tivesse se formado com uma massa só um pouquinho menor, a reação de fusão do hidrogênio em seu núcleo não se sustentaria, e ela teria se transformado em uma anã-marrom.”

Pausa para o glossário: uma anã-marrom é uma estrela que não deu certo. Qualquer bola de gás pode entrar na fila do concurso público para se tornar uma estrela, mas ela só chegará lá se seu núcleo atingir densidade suficiente para dar início à fusão do hidrogênio (de massa atômica 1) em hélio (de massa atômica 4). Tabela periódica, alguém?

A fusão demanda muita, muita energia para ocorrer. Mas depois que ocorre, libera muito mais. É por isso que estrelas ficam acesas e tão quentes por milhões de anos. Quando uma candidata a virar estrela não consegue dar esse pontapé inicial, ela vira uma anã-marrom – que lembra muito um gigante gasoso gordo e apagado.

Filhotes que fugiram desse destino triste provavelmente são mais comuns do que parece. Só não são conhecidos porque raramente são detectados. Para o equipamento disponível atualmente, 20% da massa do Sol é o limite de sensibilidade – estrelas menores que isso precisam ser encontradas pelo mesmo método de busca de exoplanetas, por meio de evidências indiretas. É uma pena: astros desse tipo têm potencial para abrigar planetas parecidos com o nosso em sua órbita. 

“Muitas vezes é mais difícil medir o tamanho de uma estrela de massa pequena do que o de planetas maiores”, explicou von Boetticher. “Ainda bem que, quando elas estão em um sistema binário acompanhadas de uma estrela maior, nós podemos encontrá-las usando equipamento de caça de planetas.” O artigo científico está disponível para acesso público aqui.

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Há mais água na Lua do que os cientistas imaginavam

Calma, a imagem que você tem da Lua – um grande descampado empoeirado e cheio de crateras – permanece valendo. A Lua é essencialmente seca – mas contém muito mais água do que se esperava. Um estudo publicado na Nature Geosciences revelou reservatórios de água espalhados pela superfície – mais especificamente, na camada geológica logo abaixo dela, o manto lunar.

Lá em cima, duas moléculas de hidrogênio associadas a uma de oxigênio apareceram pela primeira vez em fragmentos de vidro vulcânico. Esses vitrais lunares foram trazidos para a Terra no começo da década de 1970 (pelas missões Apollo 15 e 17), mas notou-se que havia água neles apenas em 2008. Três anos depois, descobriu-se que os fragmentos de vidro continham tanta água quanto alguns basaltos, tipo de rocha encontrada no manto da Terra. O objetivo dos cientistas passou a ser, então, comprovar se o manto lunar era mesmo tão molhado quanto o terrestre.

A princípio, isso pode parecer uma tarefa simples. Identificando os comprimentos de onda absorvidos e refletidos pela superfície lunar, dá para ter uma ideia de quais minerais estão em sua composição – e assim, saber da possibilidade de água. Mas havia um problema pela frente: o Sol também aquece a Lua. O calor refletido em forma de radiação atrapalha o diagnóstico, mascarando os sinais de água armazenada em rochas da superfície.

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Mas um programa de computador criado por Ralph E. Milliken e Shuai Li, pesquisadores da Universidade Brown, encontrou uma forma de driblar esses efeitos. Isso os permitiu comparar as amostras das missões Apollo com as temperaturas de superfície cada área da Lua. Depois disso, recorreram aos reservatórios mapeados pela Chandrayaan-1, expedição indiana que orbita a Lua desde 2008.

A análise desses reservatórios, que nunca tinham sido examinados por nenhuma expedição, mostrou há muito mais vidros úmidos como aqueles detectados. Além dos pólos,  onde a Lua conta com água em forma de gelo, a água também pode ser acessada em reservatórios da superfície. Ou seja: as amostras das Apollo não foram casos isolados.

Antes de nos empolgarmos demais, é bom saber que toda essa água não está exatamente na forma líquida. Não há evidências de rios subterrâneos ou lençóis freáticos lunares, da mesma maneira que temos por aqui. Apesar disso, os pesquisadores defendem que a água possa ser extraída – e que exista quantidade suficiente para garantir o abastecimento de tripulações espaciais. Depois de minada da rocha, a água precisaria ser aquecida (para deixar o interior do vidro) e condensada, para ganhar forma líquida e estar pronta para o uso.

“Outros estudos já sugeriam a presença de água congelada nos polos lunares, mas esses novos depósitos são locais de acesso mais fácil. Qualquer coisa que diminua a necessidade dos exploradores lunares de levar muita água de casa já seria um grande passo à frente – e nossos resultados sugerem essa nova alternativa”, defendeu Miliken.

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Déficit de Atenção também está no DNA

A explosão de vendas do principal remédio contra o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) no Brasil  houve aumento de 775% no seu consumo entre 2003 e 2012, segundo o trabalho confiável mais novo  levanta a hipótese de que muita gente espevitada está sendo rotulada apressadamente.

Mas não dá pra usar esse boom para propagar que o quadro é uma mera invenção da modernidade. “Pesquisas do último Congresso Mundial de TDAH mostram particularidades no cérebro e no DNA de pessoas com a condição”, revela Daniel Segenreich, psiquiatra da Associação Brasileira de Déficit de Atenção. “Acreditamos que o problema vem de fatores ambientais e genéticos”, diz.

Os testes no dia a dia

Se certos exames flagram mudanças nos genes ou nos neurônios em gente com TDAH, por que não firmar um diagnóstico imparcial com eles? “Essas variações, por si sós, não determinam a doença”, nota Segenreich. Ou seja, o teste pode apontar uma anomalia em sujeitos sem qualquer sintoma.

Os dois lados dessa relação

Potenciais

Fim do preconceito: a prova de que a doença tem um componente biológico livra seus portadores do estigma de que são desvairados.

Melhor diagnóstico: no futuro, avaliações específicas talvez ajudem a distinguir o déficit de atenção em casos complexos.

Personalização da prescrição: o genoma e o interior da massa cinzenta certamente reservam indicações sobre quais drogas agem melhor em cada indivíduo.

Perigo

Desvalorização dos sintomas: não devemos deixar o apelo de exames inovadores colocarem o que o paciente sente em segundo plano.

 

Este texto foi originalmente publicado em Saúde.

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Beber para esquecer? Álcool pode ajudar a recuperar informações

“Eu bebo para esquecer, se fosse para lembrar eu anotava”, diz o refrão de um sertanejo universitário que você já deve ter ouvido em alguma rádio por aí. Como sabedoria popular, a frase faz até bastante sentido. Só quem já abusou do álcool sabe que não existe borracha mais eficiente para memória que beber além da conta. Mas um novo estudo publicado na revista Nature sugere que encher a cara pode também ter um efeito contrário: facilitar que você se lembre de algo que aprendeu antes da bebedeira.

A conclusão vem de um experimento conduzido na Universidade de Exeter, na Inglaterra. 88 pessoas entre 18-53 anos que declararam beber apenas socialmente foram convidadas a participar de uma atividade em que tinham que aprender novas palavras. Durante 45 minutos, eles tinham de ouvir 24 delas, que se repetiam alternando a ordem. As novas palavras não eram neologismos nem nada do tipo, apenas recombinações de palavras que já existiam em inglês.

Depois disso, eles foram divididos em dois grupos para a segunda parte do teste. Para metade deles, a orientação era beber o quanto fosse necessário – a quantidade consumida por cada um, em média, foi de quatro doses. O restante, por sua vez, deveria resistir à tentação e se manter sóbrio.

No dia seguinte, eles participaram novamente do teste com as palavras. Surpreendentemente, quem não tinha resquícios de ressaca foi pior no teste. Quem havia bebido conseguiu se lembrar de mais palavras, se comparado a quem permanecia sem nada de álcool no sangue. E, quanto mais bebum o participante, mais sua memória pareceu funcionar na hora H. “O efeito foi mais perceptível para aqueles que beberam mais”, diz Celia Morgan, uma das autoras do estudo.

Apesar do porquê ainda não ser entendido por completo, a hipótese dos cientistas é de que o álcool bloqueie a capacidade de aprendizado de novos conteúdos. Isso facilitaria ao cérebro a tarefa de transformar a informação recentemente absorvida em lembranças mais definitivas. “Acreditamos que o hipocampo – área do cérebro bastante importante para as memórias – passe a ‘consolidar’ as memórias, transformando aquelas que são de curto prazo em memórias de longo prazo”, completa Morgan.

Isso não significa que encher a cara regularmente lhe fará acompanhar aquela matéria complicada na faculdade ou fixar melhor o conteúdo da aulinha de inglês. Sua memória, aliás, não deixará que você se esqueça do conteúdo mais importante do dia: os efeitos da ressaca que você teve na manhã seguinte.

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Use o seu dinheiro para comprar tempo, não objetos

Se tempo é dinheiro e dinheiro traz felicidade, então tempo traz felicidade. Certo?

Certíssimo. Pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica, nos EUA, confirmaram que pagar para que outras pessoas façam tarefas para você é um bom jeito de abrir um sorriso – ainda que com uma pontinha de culpa. “Pessoas que contratam uma empregada doméstica ou pagam para o filho do vizinho cortar a grama podem até se sentir preguiçosas. Mas nossos estudos sugerem que comprar tempo é tão bom para a felicidade quanto ter mais dinheiro”, declarou à imprensa Ashley Whillans, líder do estudo.

Ela e sua equipe selecionaram 4,5 mil voluntários de quatro países: EUA, Holanda, Canadá e Dinamarca. Eles responderam questionários bem diretos: você é satisfeito com a própria vida? Em média, quanto você gasta por mês pagando pessoas que realizam suas tarefas para você? Além das perguntas óbvias, o formulário também incluia questões mais sutis sobre a frequência com que os entrevistados ficavam estressados pelo acúmulo de tarefas.

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Até aí, nada surpreendente: quem não gosta de ficar de pernas para o ar? Acontece que o resultado não mudou de acordo com a renda média. Mesmo os entrevistados mais pobres, que em princípio não recebem o suficiente para chamar uma diarista, ficam felizes de bolso vazio quando podem terceirizar os serviços domésticos.

Para confirmar os resultados, Whillans e seus colegas encenaram a situação na prática. 60 voluntários de diferentes situações socioeconômicas receberam a missão de gastar 40 dólares em dois finais de semana seguidos. No primeiro, o dinheiro deveria ser gasto com um bem material, como um tênis. No segundo, contratando um serviço para economizar tempo, como uma lavanderia. Não deu outra: segundo os questionários psicológicos que foram aplicados posteriormente, quase todo mundo ficou mais satisfeitos com a própria vida na segunda situação.

A conclusão mais surpreendente, porém, não foi que tempo é felicidade, mas sim que pouca gente parece optar pela folga. No placar geral, só 28,2% dos entrevistados afirmaram gastar alguma quantia mensal contratando serviços externos. E mesmo entre os 818 milionários que colaboraram com a pesquisa, só 60% têm o hábito de pagar para evitar a vida doméstica. Você pode ver as estatísticas no artigo científico, publicado aqui.

Moral da história? Não é para virar um Buda sentado e cheio de peso na consciência. É só que, às vezes, pagar para não fazer coisas chatas pode ser melhor que pagar para fazer coisas legais. E quanto àquela história de que dinheiro é felicidade, lá no primeiro parágrafo… Bem, não somos nós que estamos falando – é o pessoal da Mundo Estranho, mesmo.  Um abraço deste repórter, que hoje vai embora mais cedo para pôr a roupa na máquina. 

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Microsoft Paint vai sobreviver – mas não como gostaríamos

Ontem a internet parou para chorar a morte do Paint. Ou, pelo menos, lamentar a notícia de que a Microsoft iria remover o Paint nas próximas atualizações, depois de 32 anos de existência.

Para quem, assim como a maioria dos mortais, não tinha conhecimentos básicos em editores de imagem, o Paint sempre foi um alento: servia para cortar imagens, transformar arquivos e até criar verdadeiras obras de arte. Foi por causa dessa versatilidade e de sua acessibilidade que o mundo ficou inconsolável ao perceber que teria de viver sem o programa.

Foram tanto os pedidos, tão sinceros tão sentidos, que hoje a Microsoft resolveu voltar atrás. Disse que não ia mandar o Paint de vez para a cova. Em vez disso, vai manter o editor de imagens para qualquer um baixar gratuitamente no Windows Store.

Isso, claro, não é a solução ideal para os artistas frustrados de plantão. A decisão não vai mudar o fato de que o Paint não vai mais vir instalado automaticamente junto com qualquer Windows. Você vai poder baixar o Paint em casa, mas a sua empresa dificilmente vai deixar você instalar o editor de imagem para criar obra-primas como essa abaixo, desenhada para celebrar a imortalidade do programa.

 

(Redação/Superinteressante)

 

 

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Quer emagrecer? Pode beber suco de laranja

O suco de laranja nem sempre é visto com bons olhos em dietas que têm como foco principal a perda de peso. Mas uma pesquisa brasileira publicada recentemente na Nutrition, uma das principais revistas científicas de nutrição da Europa, provou o contrário: além de não ser vilã no emagrecimento, a bebida pode ser forte aliada por oferecer ganhos nutricionais importantes.

Publicado em junho, o estudo foi coordenado pela pesquisadora Thais Cesar, da Escola de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (UNESP), e realizado entre os meses de agosto e outubro de 2015.

Thais tem estudos publicados sobre o assunto desde a década de 1990, e realizou essa pesquisa para mostrar que não é preciso “demonizar” os sucos de frutas nas dietas.

“Nem todo mundo come frutas no dia a dia, então, o suco é uma forma delas absorvem os nutrientes”, afirmou Thais aos nossos parceiros de EXAME.com.

Durante 12 semanas, cerca de 80 pessoas obesas (com IMC acima de 30) foram divididas em dois grupos e submetidas a seguir uma dieta de 2.000 calorias, 500 a menos do que estavam habituados. Em um dos grupos, no entanto, foram adicionadas duas porções diárias de 250 ml de suco de laranja, com cerca de 110 kcal cada.

De acordo com o levantamento, as pessoas que consumiram o suco de laranja diariamente perderam peso de maneira mais significativa (6 kg, em média), além de apresentarem melhorias metabólicas mais acentuadas, como a redução do colesterol.

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“As pessoas que tiveram o suco introduzido como parte do cardápio da dieta também melhoraram o que chamamos de sensibilidade de insulina, ou seja, ficaram menos propensos a desenvolver diabetes, doença muito comum em obesos”, afirmou Thais.

Outros resultados significativos da pesquisa comprovaram a redução dos níveis de glicose, insulina, triglicerídeos, colesterol total, LDL e até mesmo das enzimas hepáticas, reduzindo assim a gordura no fígado.

Fonte de vitamina C, a ingestão do suco de laranja também aumentou os níveis de folato e de flavonoides cítricos no organismo das pessoas. Esses suplementos possuem ação anti-inflamatória e antioxidante no sangue.

No longo prazo, o suco de laranja também se mostrou um fator chave para a preservação da massa magra, ao mesmo tempo em que não prejudicou o emagrecimento.

Para obter os efeitos positivos vistos no estudo na sua dieta, Thais destaca que o suco de laranja deve ser integral – mesmo que seja industrializado –, não feito a partir do néctar. “Isso (com néctar) é uma bebida, não é um suco”, disse Thais.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Exame.com

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Físico cria modelo para prever quem vai morrer em Game of Thrones

Até os físicos e PhDs em Ciência das Redes param durante os domingos à noite para assistir Game of Thrones. Fã da série, o pesquisador húngaro Milán Janosov notou que, no mundo criado por George R. R. Martin, status social e aliados fiéis são fatores muito importantes. Ou seja: é um mundo de redes (sociais) complexas – tema no qual Janosov é especialista.

Foi assim que ele começou a se dedicar a um modelo que mede as relações entre os personagens da série para prever quem tem as maiores chances de morrer nas duas últimas temporadas do programa.

O Grande Mapa of Thrones

Se é difícil conseguir lembrar de todos os personagens, imagine mapear as relações entre eles. A grande rede de Game of Thrones criada por Janosov tem mais de 400 personagens e leva em conta mais de 3 mil interações entre eles. A rede, resumida, ficou assim (clique para ampliar):

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Os personagens aparecem como nós coloridos de acordo com suas casas, e são conectados uns aos outros cada vez que interagem em cena. Uma conexão mais forte e colorida representa mais interações e um relacionamento mais forte. Foram 600 cenas analisadas, com base nas legendas disponíveis no site Genius (faltaram só algumas cenas da segunda e terceira temporadas).

Só esse “mapa de relações” já relata alguns fatores interessantes. Lannisters e Starks estão bem no centro da rede social Game of Throniana. Daenerys estaria totalmente desconectada do centro social dos Sete Reinos não fosse por Tyrion, sua principal conexão. Jon Snow também tem sua própria comunidadezinha isolada. Seria um sinal?

O segundo passo da pesquisa foi escrever, matematicamente, como são essas relações. Um personagem pode ter muitas conexões, mas todas fracas, ou menos conexões, mas muito fortes (olá, Arya). Seu núcleo também pode ser muito próximo (com os amigos também conectados entre si) ou espalhado. Por fim, Janosov mediu o quanto um personagem serve como ponte entre outros dois que não têm contato direto.

Top 5 de personagens que vão morrer

Mas e aí, como tudo isso afeta a chance do seu personagem favorito falecer? Jasonov precisou perguntar a algoritmos de inteligência artificial.

Ele apresentou todos os dados sobre os 94 principais personagens da série (sim, tem tudo isso!). 61 deles já estão mortos. O cientista pediu, então, que o computador tentasse adivinhar quem tinha sobrevivido, com base na sua posição no mapa social. A ideia era descobrir o que é que as pessoas mortas tinham em comum – e que pessoas vivas compartilham dessas características.

Os resultados chegaram a um ranking surpreendente:

1) Tyene Sand
Chance de morrer: 95%
Margem de erro: 4%
Curiosamente, os cálculos foram feitos antes do último episódio, em que a filha de Oberyn e Ellaria foi sequestrada junto à mãe, conferindo uma certa credibilidade ao modelo do cientista.

2) Daenerys Targaryen
Chance de morrer: 91%
Margem de erro: 5%
Pode ser difícil de engolir que Dany, uma favorita dos fãs desde o início, tenha chegado tão longe para morrer na praia. Mas não são poucas as teorias que dizem ser assim que ela vai terminar.

3) Verme Cinzento
Chance de morrer: 90%
Margem de erro: 5%
Depois de finalmente ter um momento de felicidade, os números dizem que a vida útil do personagem está acabando – e a narrativa pode confirmar isso na futura batalha pelo Rochedo Casterly.

4) Robin Arryn
Chance de morrer: 90%
Margem de erro: 6%
O primo de Sansa Stark pode estar com os dias contados. Quem sabe sua paixão pela Porta da Lua renda resultados pouco proveitosos…

5) Podrick
Chance de morrer: 88%
Margem de erro: 6%
O pobre e inocente escudeiro da Brienne não aparece tanto há algumas temporadas, mas a inteligência artificial foi bastante cruel com ele.

O que todos esses personagens têm em comum? Eles têm poucas conexões, seus grupos são muito fechados entre si e eles não são pontes entre personagens, pelo menos até a sexta temporada. E a única pessoa com potencial de mudar isso é Dany.

Outros favoritos do público parecem estar relativamente a salvo: Tyrion Lannister (protegido por ser ponte, aparentemente) fica com 52% de chance de partir. Bran e Sansa Stark, 64% e 59%, respectivamente. Jon Snow tem apenas 45% de probabilidade de morrer novamente. O campeão de sobrevivência seria Theon Greyjoy, o grande covarde, com 5% de chance de ser morto.

Quando o modelo errou

Mesmo um mapa tão meticuloso não é infalível – exatamente porque Martin gosta de quebrar expectativas, e os produtores do show seguem esse princípio. Margaery Tyrell, por exemplo, foi uma morte que o computador sempre errava na fase de treinamento. Ela era tão socialmente equipada que não fazia sentido apostar na sua morte. Outra que parecia fora de risco era Obaria Sand, com só 25% de chance de morte, que não resistiu à fúria de Euron Greyjoy no último domingo.

Mesmo assim, não dá para ignorar o mérito (e a dedicação!) do modelo de Janosov, que você pode conferir em sua totalidade no site do Centro de Ciências das Redes.

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