Bebês que convivem com gatos crescem mais resistentes à asma

Cientistas acabaram de trazer novos argumentos para se defender a convivência entre bichos e crianças. Em um grande estudo feito pelos Institutos Nacionais de Saúde, nos Estados Unidos, foi avaliada a influência de certos alérgenos na saúde respiratória de 560 crianças. A conclusão principal? Estar exposto, desde bebê, a certas substâncias que os gatinhos soltam deixaria as crianças mais resistentes à asma por volta dos 7 anos de idade. Os estudiosos notaram uma associação similar em relação aos cachorros, mas os resultados não foram considerados estatisticamente significativos.

A descoberta vai contra crenças antigas de que, ao reduzir o contato com alérgenos dentro do ambiente doméstico, acabamos afastando a doença. E olha que todos os participantes do estudo possuíam grande tendência a desenvolver a condição, já que pelo menos um dois pais tinha alergia ou asma. Além disso, as crianças cresceram em áreas extremamente urbanizadas (e, portanto, poluídas) dos Estados Unidos, como Baltimore, Boston e Nova York.

O relatório ainda confirmou dados que já apareciam em outros trabalhos. Por exemplo: a influência de alguns hábitos e problemas de saúde da mãe no bem-estar respiratório de seus filhos. É o caso do tabagismo durante a gestação e de depressão e estresse durante os três primeiros anos de vida dos pequenos – tudo isso aumentou o risco de as crianças apresentarem asma.

Conteúdo publicado originalmente em Saúde.

via Superinteressante

500 anos de protestantismo em 95 “tuítes”

(Leonardo Soares/Superinteressante)

Martinho Lutero é o nome mais comentado da Alemanha em 2017. Cartazes anunciam debates e seminários sobre ele. Estátuas, pinturas e painéis à sua imagem e semelhança são restaurados. Museus abrem mostras dedicadas ao monge. No fim de maio, a primeira-ministra Angela Merkel, ela mesma filha de um pastor luterano, participou de um congresso protestante, com homenagem a Lutero, ao lado do ex-presidente americano Barack Obama. O Lutherol, uma caixa de remédio recheada com frases de Lutero no lugar das pílulas, sai por 6 euros. Por pouco menos, 4,5 euros, você leva um boneco Playmobil do monge. Versões de 1,5 m de altura do mesmo brinquedo são expostas em igrejas. As livrarias estão cheias de edições especiais dedicadas a Lutero, cujo rosto também estampa canecas, vinhos e caixinhas de música. Ele, que combateu a venda de perdão divino pela Igreja Católica, acabou virando marca lucrativa 500 anos depois de iniciar a Reforma Protestante – um movimento que pretendia revigorar o catolicismo, mas que acabou rompendo com ele.

Foi no final de 1517: Lutero tinha 33 anos, era professor universitário. Anexou à porta da Igreja de Todos os Santos, da cidade alemã de Wittenberg, um panfleto em latim. Não havia nada de novo nesse procedimento: professores espalhavam papéis em portas de igrejas para publicar ideias ou resumir conceitos sobre um tema específico. Dessa vez, porém, o conteúdo foi bombástico. As 95 teses de Martinho Lutero foram o estopim de uma guerra dentro do cristianismo, que provocou perseguições e assassinatos. A Reforma Protestante mudou o desenho geopolítico da Europa, moldou a colonização de outros países, especialmente dos EUA, e forçou o catolicismo a se modernizar.

A Reforma Protestante queria revigorar o catolicismo – só rompeu com ele quando não havia outra alternativa.





 

Os protestantes consideram que a Reforma começou em 31 de outubro de 1517. Usando um martelo gigantesco, Lutero teria pregado suas teses diante de uma multidão boquiaberta. Não foi bem assim: no dia 31, ele enviou o texto para seu superior, o arcebispo de Mainz, Alberto de Bradenburg. Foi só alguns dias depois, em meados de novembro, que o padre usou um martelo discreto para afixar o papel, não se sabe se só na Igreja de Todos os Santos ou em todos os templos católicos da cidade. Possivelmente poucos presenciaram a cena.

Ao receber o texto, o arcebispo Alberto viu sinais de heresia. Encaminhou o documento para Roma e deu início a um processo que culminou com a excomunhão de Lutero em 1521.

Vigário responsável por 11 paróquias da região de Wittenberg, Lutero era um padre de pouca expressão política. Ele foi seguido por outros padres modestos, sem pretensões hierárquicas, que só queriam melhorar a Igreja Católica. Quando isso se mostrou impossível, e só então, romperam com Roma para resetar o cristianismo.

Críticas coerentes

Em apenas dois meses, as teses de Lutero já tinham se disseminado por toda a Europa, da Inglaterra à Rússia. Se conquistaram adeptos rapidamente, é porque, naquele momento do século 16, os fiéis já estavam se acostumando a ouvir, de quando em quando, vozes questionando os dogmas católicos. O inglês John Wycliffe foi um dos primeiros: 135 anos antes do padre alemão, em 1382, ele já desafiava a Igreja ao publicar uma Bíblia em inglês – Roma não aceitava traduções e exigia que os ritos fossem conduzidos sempre em latim.

Wycliffe também criticava o culto aos santos, a venda de indulgências – perdão dos pecados – e a existência do purgatório. Pensamentos parecidos foram levantados por Johannes von Goch, monge agostiniano alemão, que faleceu em 1475 e deixou escritos críticos ao Vaticano, influenciando a geração seguinte. O holandês Wessel Gansfort, que viveu até 1489, criticava a “paganização” dos papas – quando se pensa em Sixto 4º, que autorizou a venda de perdão para mortos, ou em Alexandre 6º, que teve sete filhos liderando uma igreja celibatária, é fácil entender as críticas. Mas o caso mais dramático foi o do padre Jan Hus.

O tcheco escreveu que o papa não podia mandar ninguém usar armas em nome de Deus e queimou documentos católicos que condenavam seus escritos. Por ironia, teve o mesmo fim dos papéis: queimado em praça pública, a mando do papa, em 1415.

Hus deixou seguidores. Seus ensinamentos fundaram a igreja dos hussitas, que chegou a congregar 90% dos tchecos. Rebelados contra as lideranças católicas, entre 1419 e 1431 os hussitas venceram cinco cruzadas enviadas pelo papa antes de serem derrotados e prepararam o terreno para Martin Luther (o sujeito que estamos acostumados a chamar pelo nome aportuguesado: Martinho Lutero).

Linguagem moderna

Monge nascido em Eisleben, no centro da atual Alemanha, Lutero estudou para ser advogado. Quando um raio caiu perto dele, em 1505, tomou um susto tão grande que pediu proteção a Santa Ana, prometendo virar monge se não fosse atingido. Inconformado, seu pai viu o jovem de 21 anos entrar para a ordem de Santo Agostinho. Em 1508, estabeleceu-se em Wittenberg, a 100 km de Eisleben, como padre e professor de teologia. Quando escreveu suas 95 teses, estava inconformado com a visita de Johann Tetzel à região. O frei dominicano estava vendendo as indulgências, papéis que garantiam perdão total dos pecados.

O dinheiro seria usado para construir a Basílica de São Pedro, no Vaticano – inaugurada só em 1667. Os fiéis de Wittenberg faziam fila para comprar o perdão papal, que valia para todo tipo de pecado, mas expirava em oito anos. Foi sobre isso que o monge Martinho xingou muito no Twitter da época. “Lutero queria debater o que era necessário para o perdão dos pecados. Na visão dele, o que valia era o arrependimento sincero e uma vida de atitudes corretas”, diz o historiador James Payton Jr., da Universidade Redeemer, no Canadá.

A principal arma de Lutero para propagar sua indignação foi a mídia mais moderna daqueles tempos: a imprensa, que permitia a divulgação rápida de muitas cópias em papel. Além disso, ele estava quase 500 anos à frente do seu tempo. Agrupadas sob o título Debate para o esclarecimento da virtude das indulgências, as teses de Lutero eram como 95 tuítes, sintéticos e altamente viralizáveis. Tanto que são “retuitados” até hoje – reproduzimos alguns deles a seguir.

Os tuítes reproduzidos aqui são traduções de algumas das 95 teses que Martinho publicou em 1517.





Seus textos eram publicados com centenas de cópias e um didatismo que ajudava a impulsionar suas ideias. Sua Bíblia traduzida para o alemão, de 1534, era tão influente que ajudou a moldar a literatura do país e a própria maneira de as pessoas falarem. Lutero a escreveu enquanto vivia escondido da perseguição católica num castelo em Wittenberg. “Muitos príncipes queriam fortalecer suas posições e se incomodavam com a interferência da Igreja. Eles adotaram com maior facilidade as ideias de Lutero”, afirma Roger Olson, teólogo da Universidade Baylor, no Texas. “O príncipe da região de Wittenberg, Frederico, o Sábio, garantiu que Lutero não tivesse o mesmo destino de Jan Hus.”

Lutero também abriu um precedente importante ao romper com o celibato e casar, aos 41 anos, com Katharina von Bora, uma freira de 26 anos, membro de um grupo de 12 religiosas que ele havia ajudado a fugir do convento de Nimbschen em 1523. “Todas as fugitivas haviam casado, exceto Katharina, que era considerada feia e de gênio difícil”, conta o historiador Horst Immel, que vive em Bretten, onde nasceu um dos mais importantes parceiros de Martinho, Felipe Melâncton.

Cada cabeça, uma sentença

Muitos outros católicos seguiram o padre. Melâncton ajudou nas discussões teológicas mais acirradas e ganhou poder em Wittenberg ao casar com a filha do prefeito, Katharina Krapp.

Os ex-monges Johann Esch e Heinrich Voes foram os primeiros mártires da causa, queimados em Bruxelas em 1523. John Smyth e John Murton fundaram a Igreja Batista na Inglaterra. Na Dinamarca, Hans Tausen forçou monges franciscanos a dividir a igreja do mosteiro: à tarde os protestantes se reuniam; à noite, os católicos.

Essas atitudes demonstram uma importante lição contida na atitude de Lutero: agora era possível questionar a religião e debater detalhes complexos da teologia cristã. Como resultado, surgiram líderes que não concordavam nem com o papa, nem com os luteranos.

Um deles foi Jean Calvin , mais conhecido por aqui como João Calvino. Ele realizou na Suíça o mesmo que Lutero na Alemanha. Nascido na França, esse advogado e teólogo migrou quando a Reforma provocou revoltas em sua terra natal. Amparado em Basel pelo reformador Johannes Oecolampadius, Calvino foi decisivo para a instalação do protestantismo e a perseguição a católicos e hereges protestantes. “A reforma proposta por Lutero não foi tão bem-sucedida fora da Alemanha. No norte da Europa, ela avançou graças a Calvino”, afirma Andrew Pettegree, fundador do Instituto de Estudos da Reforma Protestante da Universidade de St. Andrews, na Escócia.

Calvino criticava o estilo mais diplomático de Lutero e adotou rituais mais austeros, sem músicas e imagens relacionados aos cultos. A herança de Lutero na Alemanha foi bem diferente: ainda hoje, ao entrar em uma igreja luterana no país, a impressão é de estar em um templo católico. A igreja protestante de São João em Tüningen, por exemplo, é cheia de imagens de santos, incluindo vitrais da Virgem Maria. “Os luteranos consideram Maria e os santos como exemplos de vida, e não como pessoas a serem adoradas. Por isso, não recusam imagens em suas igrejas, como fazem os calvinistas”, diz a historiadora local Elisabeth Tielsch.

Teologia bélica

Além dos embates teológicos entre os protestantes, havia a pressão de lideranças católicas interessadas em manter suas terras sob controle papal. Num contexto de fim do feudalismo e começo da formação de nações, algumas reunidas sob o chamado Sacro Império Romano, as guerras e revoluções políticas eram inevitáveis. A primeira aconteceu logo em 1524.

A Revolta dos Camponeses se espalhou por todas as regiões de língua alemã. Cidades menores, que não eram residências de arcebispos nem centros de peregrinação, eram mais inclinadas a aceitar a Reforma. Questionar as condições sociais foi o próximo passo.

Os camponeses acabaram massacrados: foram mais de 100 mil mortos, contra poucas centenas de vítimas entre os soldados mercenários contratados pelos aristocratas católicos. A revolução protestante também causou uma onda de invasão de igrejas e destruição de imagens. Entre os anos 1520 e 1550, quebra-quebras aconteceram em Zurique, Copenhagen, Genebra e outras cidades nas atuais Holanda, Bélgica, França e Escócia.

Mas o maior conflito, que deixou marcas definitivas no continente, foi a Guerra dos Trinta Anos, travada na Europa Central entre 1618 e 1648. Uma combinação de motivações sociais e políticas, mas principalmente religiosas, enterrou de vez o feudalismo e resultou na morte de 8 milhões de pessoas.

América puritana

A reforma representou também um endurecimento das normas comportamentais. “Se eles condenaram o celibato entre os padres e abriram as portas dos conventos”, escreveu o filósofo François-Marie Voltaire no século 18, “foi apenas para transformar toda a sociedade num convento. Shows de entretenimento foram proibidos pela religião; por mais de 200 anos nenhum instrumento musical foi permitido em Genebra”, completa.

Hoje os protestantes estão espalhados pelo mundo e por diferentes denominações. Não suplantaram o catolicismo em número de fiéis, mas forçaram o Vaticano a realizar mudanças drásticas. “De certa forma, a Igreja Católica foi salva pela Reforma. Sua estrutura se modernizou e os papas passaram a ser homens mais comprometidos com o aspecto religioso da instituição”, diz Andrew Pettegree. Novos grupos religiosos, especialmente os jesuítas, ajudariam a conter a expansão das igrejas reformadas na Europa e levariam o catolicismo a terras novas, do Brasil ao Japão. Por outro lado, foram protestantes que colonizaram os EUA e a Austrália. Hoje eles são mais de 800 milhões no mundo, contra 1,2 bilhão de católicos.

Em Wittenberg, desde 1858, as portas da Igreja de Todos os Santos são comemorativas. Contêm as 95 teses que deram início à revolução. Lutero faleceu em 1546. Tinha 62 anos e foi enterrado com pompa ao lado do púlpito da igreja onde mudou a história. Em 31 de outubro de 2017, boa parte da Alemanha vai parar para celebrar seu feito – com a possível exceção das cidades católicas, como Worms, onde Lutero foi declarado herege em 1521, por ordem de Carlos 5º. “Até hoje, um protestante tem dificuldades para se casar numa cidade católica, e vice-versa”, diz o historiador Henry Gerlach antes de arrematar: “Quinhentos anos depois, a tensão não se dissipou.”

 

Raízes protestantes
A Reforma originou centenas de denominações. Veja a trajetória de algumas:
*O jornalista viajou à convite do Centro de Turismo Alemão (DZT).

via Superinteressante

Estrela que engole seus ‘filhos’ é batizada de Cronos

HD 240430 podia ser só mais uma das muitas estrelas a que os astrônomos terráqueos se referem pelo código – e que nunca tiveram o privilégio de ganhar um nome de verdade, como HD 148478 (Antares) ou HD 48915 (Sirius).

Ela, porém, cultiva um hábito curioso: engolir seus próprios planetas. O que lembra o comportamento do titã Cronos, personagem da mitologia grega. Segundo a Teogonia, do poeta Hesíodo, o rei dos titãs temia ser destronado por seus filhos. Como é melhor prevenir do que remediar, engoliu todos.

Engolir, aqui, é no sentido de comer, mesmo. Eles ficaram “detidos” no estômago do pai (à maneira do Jonas bíblico, que passou três dias e três noites no interior de um grande peixe), e só depois foram regurgitados – ou extraídos, esse detalhe varia conforme a versão do mito.  

Frente à semelhança, não deu outra: HD 240430 agora é Cronos. Em seus 4 bilhões de anos de existência, a estrela, localizada a 320 anos-luz de distância de nós, engoliu material planetário equivalente a 15 vezes (!) a massa da Terra. A descoberta (e o nome de batismo) foram registrados neste artigo científico.

Os astrônomos responsáveis, da Universidade de Princeton, sabem disso graças a comparações entre a composição química de HD 240430 e a de outra estrela, de código HD 240429 – que ganhou o nome de um irmão menos célebre de Cronos, o titã Crio.

As duas formam um sistema binário, ou seja: giram uma em torno da outra, e os demais planetas giram em torno de ambas. Mais ou menos o que acontece no sistema Tatooine, onde fica o lar desértico de Luke Skywalker em Star Wars.

Elas têm mais ou menos o mesmo tamanho, e tudo indica que elas foram formadas na mesma nuvem de gás, como gêmeas. Por algum motivo, porém, Cronos é repleta de lítio, magnésio e ferro – entre outros nomes da tabela periódica que são escassos ou inexistentes em Crio. Segundo os cálculos, o jeito mais fácil de uma estrela acumular concentrações incomuns desses elementos seria engolindo coisas enormes que os contém – no caso, planetas similares à Terra.

Dito isso, tudo leva a crer que Cronos não tinha a intenção de comer seus “filhotes” planetários. Na opinião do pesquisadores, é mais provável que outra estrela, ao passar perto demais do sistema em algum momento dos últimos bilhões de anos, tenha desestabilizado as órbitas dos planetas e os colocado em rota de colisão com a mãe. Ela não pode evitar o choque.

Isso aproxima o Cronos astro do destino de Tereu, filho de Marte – que, sem saber, comeu um banquete preparado com a carne do próprio filho por Progne, sua esposa vingativa. Almoçar os filhos, pelo jeito, era ato dos mais temidos pelos gregos da antiguidade.

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Crianças se interessam mais por armas quando as veem em filmes

Filmes com cenas violentas e armas de fogo aumentaram o interesse de crianças por armas de verdade. Além de brincarem por mais tempo, eles também tentaram disparar o gatilho um número maior de vezes, em comparação àquelas que não tiveram contato com os filmes.

Esses foram os resultados de um experimento da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA, que envolveu 104 crianças. Elas tinham entre 8 e 12 anos de idade e estavam divididas em 54 duplas. Cada dupla mantinha certa relação entre si, fossem irmãos, primos, meio-irmãos, ou amigos. De dois em dois, eles foram aleatoriamente colocados para assistir a trechos de 20 minutos de dois filmes: As Aventuras de Rocketeer e A Lenda do Tesouro Perdido. As cenas de cada filme foram alteradas para mostrar ou não armas de fogo, sem comprometer o andamento da narrativa.

Depois da sessão pipoca, eles foram levados a uma sala a parte, onde poderiam brincar por 20 minutos com uma série de brinquedos e jogos. Durante esse tempo, a porta ficaria fechada para que eles não fossem incomodados por ninguém. No armário em que os brinquedos estavam guardados, estava também, em uma das gavetas, uma pistola calibre .38 verdadeira. Para evitar qualquer estrago, a arma não disparava – mas seu gatilho e martelo funcionavam perfeitamente.

Quase 83% das crianças encontraram o objeto escondido na gaveta do móvel. As reações, então, foram principalmente duas: alertar um dos pesquisadores e devolver a arma, postura de cerca de 27% dos pequenos, ou manusear a arma – como fizeram mais de 42%.

Quem havia assistido a um filme que tinha cenas com armas passou mais tempo brincando com a arma – em média, 53 segundos – e acionou mais vezes o gatilho (2,8 vezes). O número de acionamentos de quem encontrou a arma mas não tinha sido estimulado com o filme, por outro lado, foi muito menor: 0,01. Eles também passaram menos tempo com a arma em mãos (pouco mais de 11 segundos). Segundo os pesquisadores, ver ou não o filme também determinou a forma como cada criança manuseava o armamento, com mais ou menos violência, apontando ou não para seu colega de dupla.

“As crianças pensam que os personagens dos filmes são legais, e querem imitá-los”, declarou Brad Bushman, um dos autores do estudo, ao site LiveScience. “Seria surpreendente se elas imitassem personagens que fumam, bebem e não fizessem o mesmo com outras coisas”.

A pesquisa foi publicada no jornal JAMA Pediatrics.

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O movimento de rotação da Terra influencia na duração dos voos?

Não, o fato da Terra girar a 1675 km/h no sentido oeste-leste não é capaz de, por si só, encurtar ou prolongar uma viagem. De fato, escolher a rota adequada pode sim ser um atalho para economizar combustível – algo que as companhias aéreas sabem como ninguém. Mas isso não acontece por conta desse movimento natural terrestre, e sim devido à dinâmica das massas de ar.

Enquanto um avião corta o céu, ele se desloca dentro de um fluido – no caso, o ar presente na atmosfera. Nesse movimento estão envolvidas duas velocidades diferentes: a velocidade da aeronave em relação ao ar (chamada na aviação de airspeed), e a velocidade do avião em relação a um ponto fixo no chão (que leva o nome de groundspeed).

A airspeed se relaciona com a rapidez que as partículas de ar passam ao redor do avião. “É com base nela que a aeronave voa”, explica Jorge Henrique Bidinotto, professor do departamento de engenharia aeronáutica da EESC-USP . “Essa velocidade não sofre nenhuma influência da rotação da Terra, porque quando a Terra gira, ela ‘carrega’ junto a atmosfera”, completa. O mesmo acontece com a outra componente, a groundspeed. Também não acontece interferência por parte da rotação terrestre, uma vez que tudo gira junto, na mesma velocidade de nosso planeta.

Considerando apenas esses fatores, seria sempre possível cumprir a mesma distância no mesmo tempo, independentemente da direção que um avião adotasse. Mas não é o que necessariamente acontece, graças a outro aspecto que pode pesar na conta: as correntes orientadas de vento. “Do ponto de vista aerodinâmico, é indiferente se o vento é de proa (sentido oposto em direção à rota) ou de cauda (mesmo sentido da rota). A aeronave fará seu deslocamento dentro da massa de ar”, conta Fernando Madeira, professor da UFABC. “Porém, se o vento for de cauda, a aeronave atingirá antes a seu destino, se comparado com o mesmo deslocamento na condição vento de proa ou mesmo sem vento”.

Diretamente ligadas ao movimento de rotação terrestre, as chamadas “correntes de jato” (jet streamsse distribuem no globo de forma bastante particular – como você pode ver neste mapa interativo. Desde que foram descobertas pela primeira vez durante a 2ª Guerra Mundial, caçá-las virou sinônimo de economizar tempo, combustível e dinheiro.

“Imagine que uma aeronave esteja voando a 200 nós (1 nó = 1,852 km/h) de airspeed. Se ela estiver a favor do vento, e esse vento for de 20 nós, sua groundspeed será de 220 nós (200+20)”, diz Bidinotto. Nesse cenário, com velocidade superior, o avião chegaria mais rápido até seu ponto final.

É por causa desses atalhos que, por exemplo, voar de Nova York para Los Angeles demora uma hora a mais do que cumprir o roteiro Nova York – Los Angeles. Ou então, ir de Tóquio para Los Angeles pode ser 30% mais rápido – graças à corrente de jato do Pacífico. Também com a ajuda do vento, o roteiro entre EUA e Reino Unido pode ser, em alguns trechos, cumprido com velocidade até 160 km/h superior

“Por outro lado, se essa mesma aeronave estivesse contra um vento de 20 nós, sua groundspeed seria 180 nós (200-20), fazendo com que ela tivesse que ficar mais tempo voando para chegar ao mesmo destino”. É por conta disso, destaca Bidinotto, que as máquinas aéreas costumam sempre viajar com mais combustível que o necessário para cumprir sua rota original. Como qualquer desvio pode demandar um caminho maior, prevenir é melhor que remediar.

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Implante “desperta” homem em estado vegetativo há 15 anos

Um homem que estava há 15 anos em estado vegetativo moveu a cabeça e arregalou os olhos após receber estímulos elétricos no nervo vago, um dos principais responsáveis por conectar o cérebro ao resto do corpo.

Em uma cirurgia de 20 minutos, um pequeno aparelho elétrico foi implantado no pescoço do paciente, que perdeu a consciência após sofrer ferimentos graves na cabeça em um acidente de carro em 2002. Após um mês recebendo pequenos choques na região, ele recobrou traços superficiais de consciência: se mantém alerta enquanto uma história é lida em voz alta, e arregala os olhos quando alguém se aproxima de seu rosto. Ele também é capaz de mover a cabeça a pedido dos médicos – embora demore cerca de um minuto para completar a tarefa. A melhora visível no quadro clínico foi acompanhada de um aumento equivalente na atividade do sistema nervoso, nas áreas responsáveis pela consciência.

“Potencializar o envio de informações pelo nervo vago ao cérebro ajuda a restaurar a consciência mesmo após muitos anos em estado vegetativo, desafiando, assim, a crença de que a perda de consciência é irreversível após 12 meses”, afirma o artigo científico, publicado na Current Biology. “A conexão direta entre o núcleo onde se origina o nervo vago e o tálamo [região do cérebro responsável por regular o sono, a consciência e o estado de vigília] pode estar na origem do aumento significativo da atividade no nível do córtex.”

O córtex é a camada mais externa do cérebro – onde ficam os sulcos que dão ao órgão sua aparência característica. Lá residem linguagem, emoção, memória e outras funções complexas. O tálamo, por sua vez, faz a conexão entre o córtex e regiões evolutivamente mais primitivas do cérebro. Uma de suas funções é colher os sinais brutos dos órgãos sensoriais (como olhos e ouvidos) e enviá-los às áreas em que eles serão processados e transformados nas cores e sons que conhecemos.

O sucesso do implante muda tudo nas discussões sobre eutanásia não-voluntária ativa – quando o médico, à pedido da família, põe fim à vida de um paciente que não pode ser consultado sobre a decisão.

Se o método anunciado no artigo de hoje for capaz de devolver níveis superficiais de consciência a pacientes que estão há muitos anos em estado vegetativo, talvez passe a ser possível consultá-los sobre a decisão de encerrar a própria vida – situação em que a eutanásia já é autorizada em pelo menos seis países, entre eles nossa vizinha Colômbia e o Canadá.

Críticos do implante anunciado hoje lembram que talvez seja cruel despertar pacientes e torná-los conscientes de sua situação penosa se não for possível levar a recuperação ao próximo nível e trazê-los de volta a um estado de consciência plena. “Eu não posso responder a essa pergunta”, afirmou ao The Guardian Angele Sirigu, pesquisadora do Instituto de Ciências Cognitivas Marc Jeannerod, em Lyon, na França, e participante do estudo. “Pessoalmente, eu acho que é melhor saber, mesmo se o estado é grave. Assim você pode decidir se quer viver ou ser submetido a uma eutanásia.”

Outros especialistas são mais otimistas, e afirmam que, após o uso de estímulos elétricos para superar o isolamento e estabelecer alguma forma de comunicação com o paciente, talvez seja possível, com a aplicação simultânea de outras terapias, fazê-lo voltar a falar. O consenso, porém, é que é preciso encarar o avanço com ceticismo saudável. Ao New York Times, o pesquisador James Bernat, da Faculdade Dartmouth, afirmou que a pesquisa é “provocativa, mas não definitiva”, e que ainda são precisos estudos para avaliar que tipo de paciente o método pode ajudar.

via Superinteressante

Geração atual espera melhor pelas recompensas que as anteriores

Você deve ter clicado neste texto cheio de dúvida (ou revolta) no coração. Como é que a geração fast food e smartphone, mal-acostumada e com o mundo todo na mão, ganhou o título de menos imediatista?

Calma, a gente explica. Walter Mischel, um pesquisador dos anos 1970, lançou um simples teste para medir o autocontrole de crianças com menos de 10 anos. Funcionava assim: a criança sentava em frente a uma mesa, sobre a qual estava um marshmallow (ou bolacha ou pretzel, o que a criança gostasse mais). Os pesquisadores explicavam as regras: o doce é seu. Você pode comê-lo agora. Mas, se esperar e segurar a vontade por 15 minutos, você ganha um segundo doce como recompensa. E aí eles saiam da sala.

Na primeira edição do teste, publicada em 1968, uma minoria das crianças comia o doce no momento que os cientistas saiam, sem saber que continuava sendo observada. A maioria das 600 crianças tentou esperar e 1/3 delas aguentou tempo suficiente para ganhar o doce duplo. Não sem sofrimento: algumas davam as costas para o doce ou tapavam os olhos para diminuir a vontade, outras mexiam no cabelo e nas mãos e algumas chegavam a fazer carinho no marshmallow como se fosse um bichinho (!).

O Teste do Marshmallow foi um baita sucesso – e estudos futuros mostraram que a paciência para aguardar recompensas maiores é associada com melhores notas, índice de massa corporal (IMC), e escolhas de vida no futuro.

Geração imediatista

Quase 50 anos depois, John Protzko, da Universidade da Califórnia, resolveu ver se a capacidade das crianças de aguardar varia conforme a geração.

O pesquisador reuniu 29 experimentos científicos que usaram o Teste do Marshmallow entre 1968 e 2017, espalhados por diferentes décadas. E aí eles se pôs a analisar os resultados, criança a criança.

Um detalhe: antes de divulgar os resultados, ele foi atrás de 260 especialistas para saber o que eles achavam que ele iria encontrar. 50% achou que as crianças atuais seriam piores que as anteriores. Outros 20% acharam que não ia mudar nada. Só 16% apostou em favor das crianças nascidas pós-2010.

O que ele descobriu é que, ao contrário das expectativas, a resistência das crianças à tentação imediata só aumentou. A cada década (ou cerca de meia geração) as crianças ficaram um minuto mais pacientes pelo duplo marshmallow. Protzko ainda fez outros testes estatísticos para ter certeza que crianças prodígio não distorceram a média e “esconderam” crianças imediatistas. Mas não: mesmo as crianças menos pacientes ainda são melhores em esperar do que seus pais e irmãos mais velhos foram na infância.

E por que nossa percepção sobre o autocontrole dos mais novos é tão negativa? Problema intrínseco da memória humana, diz o pesquisador. Não somos capazes de realmente recriar o que foi a nossa infância, muito menos compará-la objetivamente ao mundo tão diferente do presente. Ou seja, na prática, no momento em que deixamos de ser crianças já viramos paladinos do chavão “no meu tempo era melhor”.

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Irmão de Pablo Escobar quer US$ 1 bi de indenização da Netflix

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o irmão de Pablo Escobar, Roberto De Jesus Escobar Gaviria, de 71 anos, diz que exigirá que Netflix pague a segurança pessoal para todo o elenco e equipe que trabalha para realizar a série.

A declaração é dada uma semana depois de um gerente de locação da série ter sido morto a tiros no México, enquanto buscava uma lugar para as filmagens na Colômbia. As circunstâncias em torno da morte ainda não estão claras, como confirmado pela Netflix ao jornal americano NY Daily News.

Além de irmão de um dos maiores traficantes do mundo, Gaviria, de 71 anos, foi um dos principais contadores do império de Escobar na década de 80. Ele foi preso em 1993 e colocado na prisão, onde uma carta-bomba o tornou parcialmente cego e surdo, e foi libertado 10 anos depois.

Em 2014, ele fundou a Escobar Inc. e registrou “direitos de sucessor em juros” de seu irmão na Califórnia. Em 1 de julho de 2016, ele enviou uma carta à Netflix exigindo 1 bilhão de dólares pelo uso não autorizado de conteúdo.

“Neste momento, estamos conversando com eles ( a companhia) através dos nossos advogados para obter o pagamento”, disse ele ao site especializado. “Se não o recebermos, fecharemos seu pequeno show”.

Em outro trecho da conversa, Gaviria afirma que não quer que nem a Netflix ou outra empresa de produção filme nada relacionado a ele ou seu irmão na Colômbia sem autorização da Escobar Inc.

“É muito perigoso. Especialmente sem a nossa benção. Este é o meu país”, afirmou.

Este conteúdo foi publicado originalmente em Exame.com

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Águas-vivas também dormem – mesmo sem ter um cérebro

É durante o descanso noturno que nossa central de comando se prepara para um novo dia. Além de fixar as memórias e eliminar toxinas dos neurônios, o período de sono permite ao corpo se desconectar e relaxar por completo – pelo menos até que o despertador toque na manhã seguinte.

Assim como os humanos, sabe-se que os mamíferos e as aves também costumam dormir dessa mesma forma, fechando os olhos e se “desligando” do mundo exterior. Há exceções, tipo a coruja, que mantém seu cérebro em um estado de consciência capaz de perceber quando um predador está a espreita. Para outros, o sono é um tanto mais ingrato. As girafas, por exemplo, dormem em pé apenas duas horas por noite – divididas em cochilos de vinte minutos.

Até aqui, tudo mais ou menos igual. As coisas se tornam mais interessantes quando tomamos o exemplo de bichos como as baleias, tubarões e formigas. Mesmo com o super-poder de se manterem continuamente despertos, é normal que eles precisem dar umas breves cochiladas. Quando o sono aperta, eles entram em um estado de dormência conhecido como “letargia”: seu metabolismo se torna mais lento, tudo vai ficando mais devagar e, então, eles passam a se comportar como se estivessem dormindo acordados.

Ainda que a modalidade de sono varie conforme as demandas de cada espécie, todos os dorminhocos, até então, tinham algo comum: a presença de um sistema nervoso central. Concentrado em um crânio, ele apareceu pela primeira vez nos peixes primitivos (como as lampreias), e permitiu o desenvolvimento de seres vivos muito mais complexos e inteligentes – com novas funções metabólicas e avanços em relação à memória e aprendizado.

Mas um novo estudo, publicado no jornal Current Biology, mostrou pela primeira vez que animais muito mais simples também podem ter um regime de sono “letárgico”. Desafiadoras do senso comum, as águas-vivas não possuem sistema nervoso da forma como estamos acostumados. Na verdade, ele até existe, mas é muito rudimentar: fica espalhado por meio de terminações nervosas ao longo do corpo, sem centralizar tudo em um órgão principal. Mesmo assim, descobriu-se que elas dormem e sentem falta do sono – da mesma forma com acontece com organismos mais recentes, evolutivamente falando.

Para flagrar o primeiro ronco de água-viva da história, os pesquisadores monitoraram 23 indivíduos dia e noite, durante uma semana. Todos as cobaias eram do gênero Cassiopea, muito comum nas águas tropicais mais tranquilas e conhecida popularmente como água-viva de cabeça para baixo. As medições mostraram que, durante a noite, as águas-vivas reduziam sua pulsação para 39 batimentos por minuto. A efeito de comparação, a média registrada durante o dia costuma ficar na casa dos 60 batimentos – 30% a mais.

Aproveitando o ensejo, os pesquisadores testaram também o quão pesado era o sono desses animais. Uma vez que seu local preferido de repouso são as águas mais fundas, a ideia era testar sua reação quando colocadas na superfície do tanque de testes. Mantendo-as na parte de cima com a ajuda de um tubo, eles mediram a velocidade com que os bichos nadavam rumo ao fundo depois de provocados.

Quando estimuladas durante a noite, as águas-vivas que estavam no fundo do tanque gastavam mais tempo para nadar até a superfície, em comparação a enquanto acordadas. Seria como se você, logo após uma noite de sono, tivesse que subir um lance de escadas. A disposição para a tarefa, claro, não seria a mesma.

“Percebemos que as águas-vivas precisam dormir para se comportar normalmente, o que indica que o hábito é uma parte importante de seu metabolismo”, contou Ravi Nath, um dos autores do estudo, ao site Seeker.

Para comprovar esses resultados, os cientistas fizeram ainda testes individuais, em que jogavam jatos d’água nas cobaias a cada 10 segundos – durante 20 minutos. Assim, garantiam que essas águas-vivas não entrariam em seu merecido sono noturno. Esse incômodo todo fez diferença durante o dia: aqueles que foram mais provocados mostraram mais chance de entrar no “modo repouso” à luz do dia, quando deviam estar acordadas. A coisa ficou ainda mais feia quando as águas-vivas foram pentelhadas durante a noite toda. Bastou uma noite de sono mal-dormida para que elas passassem o dia 17% menos ativas do que o normal. Haja mau-humor.

via Superinteressante

5 trocas saudáveis para o café da manhã de diabéticos

Controlar as taxas de açúcar no sangue pode parecer um bicho de sete cabeças às vezes. Mas não dá para bobear. Manter os níveis sem grandes oscilações poupa as artérias, os olhos, os rins…

E algumas substituições no cardápio permitem aos diabéticos fazer uma boa manutenção da glicemia. Só que o cardápio não precisa ficar sem graça. “A refeição deve satisfazer a expectativa do indivíduo, e não ser vista como remédio”, diz Flora Spolidoro, da Day by Diet, em São Paulo.

Com isso em mente, veja sugestões de trocas para o café da manhã.

Pão com manteiga e café com leite por mingau

Veja bem, o clássico combo matinal não precisa ser abolido. Mas substituí-lo, vez ou outra, por um mingau bem completo pode agregar ingredientes protetores. A sugestão da nutricionista Maria Cecília Corsi é preparar uma receita com quinua, aveia, leite desnatado, castanha-do-pará e canela. Essa combinação entrega fibras, proteína e gorduras benéficas, num mix que favorece a manutenção do açúcar no sangue.

Pão francês por pão integral com sementes

Chia, linhaça e nozes são exemplos de alimentos que turbinam o pão com fibras e gorduras bem-vindas. Mas a receita também pode acabar calórica, daí vale maneirar na fatia. Olho vivo no rótulo para garantir também que a maior parte da farinha usada seja mesmo integral.

Iogurte integral com polpa por iogurte desnatado batido com suco

Livre de gordura, a versão desnatada é rica em proteína e contribui com doses de cálcio, mineral que, além de fortalecer os ossos, ajuda no controle da pressão. Não custa reforçar que o diabético deve zelar pelas suas artérias.

Flocos de milho por cereais sem adição de açúcar

Aposte em uma mistura variada de grãos, sem esquecer a festejada aveia. Coloque leite desnatado e, para arrematar, adicione frutas, que são redutos de vitaminas e minerais. Não bastasse economizar no açúcar, essa receita beneficia o intestino.

Suco de laranja por suco verde

Que tal bater couve, abacaxi e hortelã? A combinação hidrata e oferta poucas calorias – ao contrário do suco de laranja. Só não precisa cair na mesmice. A dica de Flora Spolidoro é variar, recorrendo também a hortaliças, como cenoura, pepino e agrião.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Saúde

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