Mais um youtuber vacila e acende debate sobre preconceito no meio gamer

Ser um influenciador nessa era digital é saber que suas opiniões atingem e afetam diretamente um público gigantesco, carregam seu próprio peso enquanto se espalham pela web e, claro, trazem de volta todo tipo de consequências. Recentemente, alguns youtubers vêm aprendendo isso na marra, geralmente após deixarem seu lado mais sombrio aparecer em vídeos que, em grande parte, costumam sem leves e bem-humorados.

Depois de Felix Kjellberg, o mundicalmente conhecido PewDiePie, ter perdido seu contrato com a Disney e seu projeto junto ao YouTube Red por conta de piadas e comentários antissemitas, outro astro do mesmo ramo resolveu mostrar que a comunidade gamer pode estar se espelhando em celebridades preconceituosas ou visões bem preocupantes do mundo. Isso porque Jon Jafari, conhecido na internet como JonTron, acabou engatando nesta semana uma série de discussões polêmicas a respeito de suas inclinações políticas e posição em respeito aos imigrantes nos Estados Unidos.

JonTron

Fica fácil entender o descontentamento do público com Jafari

Desde que a história começou, no último domingo (12), o youtubers perdeu dezenas de milhares de inscritos em seus canais. Não parece muito para alguém que soma cerca de 8,7 milhões de assiantes e seus projetos na plataforma – includindo o perfil “Did You Know Gaming” –, mas é uma amostra do descontentamento dos seus fãs mais engajados, que não esperaram uma postura tão conservadora do rapaz. Como a dicussão política tem se tornado um assunto recorrente entre os jovens nos EUA, ainda mais depois da chegada de Trump, fica fácil entender o descontentamento do público com Jafari.

Faça o que eu digo, não o que eu faço

Para começar, JonTron foi ao Twitter para defender o congressista republicano Steve King, que utilizou a mesma rede social para apoiar um político ultradireitista holandês que afirmou recentemente que “não podemos restaurar a nossa civilização com os bebês dos outros”. O tom escolhido pelo rapaz para comentar o caso e a frase foi bem jocoso e teve como objetivo claro atacar as alas mais liberais. “Uau, que escândalo! Seteve King não quer seu país invadido por pessoas que odeiam a sua cultura e seu povo! NAZISTA!!!”, publicou o youtuber.

Os norte-americanos não deveriam tolerar imigrantes que vinham de locais não compatíveis

Na segunda-feira (13), ele resolveu que seria uma boa ideia se alongar sobre o assunto em um debate de cerca de duas horas com o streamer Destiny em uma live na Twitch. Claro que a coisa só desceu ladeira abaixo a partir daí, com Jafari levantando conceitos como o da reconquista mexicana – na qual o México supostamente tentaria reaver suas terras nos EUA por meio da imigração em massa – e citando que mesmo os negros ricos cometem mais crimes que os brancos pobres. Para completar, ele chegou a dizer que os norte-americanos não deveriam tolerar imigrantes que vinham de “locais não compatíveis”.

O mais interessante dessa conversa é o fato de que o jovem de 26 anos é descendente direto de famílias húngaras e iranianas. Qual é a ironia disso? Basicamente, que o Irã faz parte do grupo de sete países com imigração restrita ou proibida nos EUA desde que uma ordem executiva assinada por Donald Trump foi colocada em vigor. Ou seja, é fácil para Jafari apoiar esse tipo de decisão ou atitude uma vez que ele já foi absorvido pela sociedade norte-americana e não corre risco de ver seu pais e parentes sendo deportados, não é?

Sentindo na pele

Para muita gente, toda essa discussão pode parecer boba, exagerada ou mesmo parte natural de uma sociedade. A mesma coisa pode ser dita sobre os xingamentos, preconceitos e comportamento tóxico adotados por jogadores ou adeptos da comunidade gamer, certo? O pequeno problema é que, a todo momento, inclusive durante jogatinas online ou transmissões ao vivo pela internet, estamos lidando com pessoas reais, que têm sentimentos e que, de um jeito ou de outro, são afetadas pro palavras que procuram ferir ou fazer pouco caso de sua condição, realidade ou situação.

Um exemplo disso é o belo texto escrito por Aran Suddi no site The Six Axis – e que pode ser conferido na íntegra, em inglês, neste link. No artigo, o internauta relata como tem percebido uma agressividade cada vez maior dos gamers nos últimos dois anos, com demonizações claras de determinadas parcelas da população por conta de suas crenças, cultura ou cor de pele. Para ele, a aceitação desse tipo de preconceito como algo normal acaba alienando e dessensibilizando as pessoas. “Não é desse jeito que a cultura gamer deveria ser”, acredita.

Esse tipo de comportamento não precisa ser normal

Suddi também explica como já sofreu todo tipo de chacota online por conta de sua cor de pele mais escura, inclusive durante uma transmissão de sua página na Twitch, que foi tomada de comentários racistas. “Enquanto estávamos ao vivo, eu os ignorei para continuar o programa, mas quando eu estava tentando dormir naquela noite, todos os comentários estavam na minha cabeça”, relembrou o rapaz, que teve que aguentar provocações de todo o tipo, incluindo a de que ele fazia parte de um grupo terrorista ou que se explodiria durante o streaming.

Os jogos têm o poder de quebrar barreiras, construir pontes e unir pessoas

O que mais incomoda o autor do texto é que, supostamente, os jogos têm o poder de quebrar barreiras, construir pontes e unir pessoas de toda a parte do mundo. Afinal, a plataforma possui meios de interação que não poem ser alcançados por mídias mais passivas e tradicionais como livros e filmes. “Não deixem que as visões que dividem as pessoas se tornem o padrão de uma indústria que afeta tanta gente ao redor do mundo. […] Ouçam uns aos outros, porque essa é a única maneira de podermos fazer do mundo um lugar melhor”, finaliza Suddi. E você, acredita em que futuro para a comunidade gamer?

via Novidades do TecMundo

O que os reviews dizem sobre a Nvidia GeForce GTX 1080 Ti

A GeForce GTX 1080 Ti foi anunciada no início do mês pela Nvidia com um argumento deveras chamativo: entregar mais poder de fogo do que a toda poderosa Titan X, mas por um preço mais atraente. Será que entrega? Veículos especializados que tiveram acesso à placa já divulgaram os seus testes. E, olha, os resultados foram mesmo interessantes.

GeForce GTX 1080 Ti

O conjunto de especificações, por si só, já é bastante impressionante. A GeForce GTX 1080 Ti é baseada no chip GP102 de arquitetura Pascal e processo de fabricação FinFET de 16 nanômetros (assim como a Titan X). Ela possui clock de 1.481 MHz (1.582 MHz em boost), 3.584 núcleos CUDA, 224 TMUs (unidades para texturas), 88 unidades ROP (para renderização), além de 11 GB de GDDR5X e interface de memória de 352 bits.

Mas esses números grandes precisam ser avaliados na prática. Para tanto, os sites mencionados a seguir testaram a GeForce GTX 1080 Ti Founder’s Edition, uma placa de vídeo inteiramente projetada pela Nvidia e que, portanto, serve de referência para o mercado.

O que diz o Tom’s Hardware

O Tom’s Hardware testou a GeForce GTX 1080 Ti em um PC com processador Core i7-7700K e 16 GB de memória DDR4. O veículo chamou bastante atenção para o ótimo trabalho da GPU com jogos. Em Battlefield 1, por exemplo, a placa teve desempenho quase 24% superior do que a GeForce GTX 1080 — ambas trabalhando em resolução de 2560×1440 pixels —, entregando mais de 100 frames por segundo na maior parte do tempo.

A performance aqui fica ainda mais sedutora com o preço oficial de US$ 699. O Tom’s Hardware revelou que esperava que o lançamento tivesse preço na casa dos US$ 900. Logo, o custo-benefício é excelente.

Teste com Battlefield 1 em 1440p

Teste com Battlefield 1 em 1440p

Para contextualizar, a Titan X chegou custando cerca de US$ 1.200, mas é quase igual à GeForce GTX 1080 Ti, tendo como principal diferença 1 GB a mais de memória. Só que a memória da Titan X funciona à taxa de 10 Gb/s (gigabits por segundo), enquanto a GPU mais nova trabalha com 11 Gb/s. Como consequência, a GTX 1080 Ti levou a melhor nos testes, ainda que a diferença tenha sido pequena em relação à Titan X.

AnandTech: o upgrade vale a pena

O review do AnandTech foi feito com um computador com CPU Core i7-4960X e 16 GB de RAM DDR3. O site lembrou a afirmação da Nvidia de que a GeForce GTX 1080 Ti é até 35% mais rápida do que a GeForce GTX 1080. Eles trataram de descobrir se isso é verdade.

Pois bem, em testes com 4K, o desempenho da GeForce GTX 1080 Ti foi 32% superior; em 1440p, 28%. Ou seja, os números estão bem próximos daquilo que a Nvidia prometeu. Apesar disso, a GeForce GTX 1080 continua sendo uma senhora placa, portanto, quem possui esse modelo não precisa se preocupar prontamente com um upgrade, a não ser em casos muito específicos.

Teste com Crysis 3 em 1440p

Teste com Crysis 3 em 1440p

Agora, os jogadores que têm uma GTX 980 Ti, uma GTX 780 Ti ou anterior vão notar uma grande diferença. Na comparação com a primeira, a GeForce GTX 1080 Ti obteve desempenho 74% superior em 4K e 68% em 1440p.

Ars Technica: quem quer jogar em 4K pode abrir a carteira

Outra promessa feita pela Nvidia é desempenho de sobra em aplicações gráficas em 4K. Promessa cumprida: para o Ars Technica, a GeForce GTX 1080 Ti é um monstro dos pixels.

O site fez testes com um PC equipado com chip Intel Core i7-5930K e 32 GB (uia!) de memória DDR4. Nos jogos usados para o review — como Hitman e Battlefield 1 —, a placa foi a única depois da Titan X a manter consistentemente uma taxa acima de 60 frames por segundo em 4K.

Os resultados também foram bons nos benchmarks

Os resultados também foram bons nos benchmarks

Mas essa resolução ainda não é plenamente viável, razão pela qual os testes também foram feitos em 1440p e 1080p. Os resultados foram igualmente convincentes: com a primeira resolução, a média ficou facilmente acima de 100 frames por segundo.

Na opinião do time da Ars Technica, a Nvidia fez, de novo, a placa de vídeo mais rápida do mercado. Todavia, o veículo frisa que a novidade não é para todo mundo. E nem precisa ser. Ela é mais barata do que a Titan X, mas a GeForce GTX 1080 ainda é uma opção atual e, com a chegada da sucessora, ficou mais em conta: seu preço oficial caiu de US$ 699 para US$ 599.

* * *

GeForce GTX 1080 Ti

É lógico que as opiniões podem variar de site para site, mas, de modo geral, a GeForce GTX 1080 Ti convence: os jogadores mais exigentes (e que têm orçamento), em sua maioria, vão encontrar nela todo o desempenho de que necessitam atualmente.

Só que a AMD está vindo aí com a linha de GPUs Vega. Será que não vale a pena esperar por ela e pelos consequentes comparativos? Para quem não está com pressa de atualizar o seu PC gamer, não é má ideia. Mas aqui a gente percebe quão boa a Nvidia é de estratégia: praticamente todos os veículos ressaltaram que a AMD vai ter dificuldades para bater a GeForce GTX 1080 Ti. Os próximos meses serão interessantes.

O que os reviews dizem sobre a Nvidia GeForce GTX 1080 Ti

via Tecnoblog

Bill Gates responde acusação sobre suposto plágio de Steve Jobs

Embora publicamente Bill Gates e Steve Jobs tivessem uma relação amistosa, os dois eram grandes rivais e foram responsáveis por muitas brigas no passado. Em 1985, Jobs ficou furioso com a primeira iteração do Windows, que ele considerava ser um plágio do trabalho que ele estava desenvolvendo à frente da Apple.

Durante uma edição recente de um “Ask Me Anything” (AMA) no Reddit, Gates reviveu essa questão e mostrou seu ponto de vista sobre essa suposta “cópia”. Segundo ele, não houve qualquer espécie de roubo, mas somente uma situação no qual duas empresas foram inspiradas pelas mesmas influências.

ambos nos beneficiamos do trabalho da Xerox Parc em criar uma interface gráfica

“A principal ‘cópia’ que aconteceu relacionada a Steve e eu é ambos nos beneficiamos do trabalho da Xerox Parc em criar uma interface gráfica — não foram só eles, mas eles fizeram o melhor trabalho. Steve contratou Bob Belville, eu contratei Charles Simonyi. Não violamos nenhuma propriedade intelectual da Xerox, mas o trabalho deles mostrou o caminho para o Mac e para o Windows”, afirmou Gates.

Essa não é a primeira vez que o fundador da Microsoft se posiciona dessa maneira. Na biografia de Steve Jobs escrita por Walter Isaacson, o escritor relata uma suposta reunião ocorrida na década de 80 na qual Gates teria afirmado que “é como se ambos tivéssemos o mesmo vizinho rico chamado Xerox e eu entrei na casa dele para roubar sua TV e descobri que você já tinha feito isso”.

via Novidades do TecMundo

As preocupações de Tim Berners-Lee sobre o futuro da web

Há alguns dias, a web – uma das partes mais importantes da rede mundial de computadores – fez 28 anos. Parabéns! O físico britânico Tim Berners-Lee foi quem idealizou a World Wide Web (WWW) e, no domingo (12), ele publicou um artigo no Guardian elencando algumas preocupações que ele tem sobre sua criação.

Berners-Lee começa o artigo no jornal britânico falando que idealizou a web como uma “plataforma aberta que permitiria a todo mundo e em todos os lugares compartilhar informações, ter oportunidades de acesso e colaborar através de barreiras geográficas e culturais”. Ele acredita que a web alcançou esse propósito, mas se diz “cada vez mais preocupado” no último ano com algumas tendências que são um obstáculo para o propósito idealizado por ele.

Eis as três principais preocupações do “pai da web”, e o que ele sugere para resolvê-las:

1. A falta de controle sobre nossos dados pessoais

Sabe os termos de serviço que a gente aceita sem ler? Ou o tanto de scripts que colocam para coletar nossos dados de navegação? Ou serviços aparentemente grátis, mas que custam nossos dados pessoais e, consequentemente, nossa privacidade? Pois é. Esse modelo de trocar nossas informações por um serviço gratuito acaba fazendo com que usuários percam o controle direto do que estão e do que não estão compartilhando, segundo Berners-Lee.

A culpa, claro, não é unicamente nossa: ele diz que muitas vezes não temos opção, já que os termos de uso oferecem “tudo ou nada”. Uma vez com os nossos dados, empresas podem compartilhar com o governo ou usar como moeda de troca para favorecer certos interesses políticos ou econômicos.

“Em regimes opressores, é fácil ver o dano causado: jornalistas podem ser presos ou assassinados e oponentes políticos podem ser monitorados”, exemplifica Berners-Lee. Ele completa que, mesmo em países em que o governo tem boas intenções, “observar a todos e a qualquer momento é ir longe demais”, já que essa vigilância pode ser uma ameaça à liberdade de expressão.

O que fazer? Berners-Lee está trabalhando junto ao MIT em um projeto chamado Solid, que modulariza seus dados pessoais e impede que as empresas tenham acesso a muitas coisas de uma vez só sem a permissão clara do usuário.

Ele também sugere que assinaturas e micropagamentos (transações de baixíssimo valor) continuem sendo usados como forma de receita para jornais e outros negócios que dependem de anúncios. Assim, os dados pessoais para alimentar o marketing direcionado teriam menos valor. Se necessário, Berners-Lee ainda encoraja os cidadãos a processar o governo para brigar por um controle menos abusivo sobre informações pessoais.

2. Fake news e a desinformação na web

Nós já falamos sobre isso no Tecnocast 059: notícias falsas se disseminam rapidamente com facilidade na web, tanto por conta de quem compartilha o que reforça suas próprias opiniões sem checar a veracidade, quanto por conta dos algoritmos do Google e Facebook que priorizam só o que você quer ver.

Esse é um assunto problemático pela própria definição de verdade e pela incapacidade de algoritmos e até mesmo de humanos em combater a desinformação.

O que fazer? Berners-Lee diz que devemos pressionar o Facebook e o Google para continuar os esforços em combater notícias falsas, sem centralizar o que é ou não verdade. Ele também pede mais transparência em como os algoritmos estão sendo usados para influenciar nossa vida (e também nossa timeline).

3. Propaganda política como spam e sem transparência

Já falamos sobre spam eleitoral aqui: para conseguir votos, políticos fazem campanhas enormes na internet e contratam pessoas para sair espalhando propaganda política desenfreadamente e da forma que mais os favoreça. “Anúncios direcionados permitem que uma campanha propague discursos completamente diferentes ou conflitantes para grupos diferentes. Isso é democrático?”, questiona Berners-Lee.

O que fazer? Segundo ele, precisamos de mais regulações sobre propaganda política na internet, assim como ela é regulamentada na TV ou rádio.

Por fim, o pai da web admite que esses problemas não são simples e devem ser abordados com a ajuda das empresas e, principalmente, dos usuários. Ele estabeleceu uma estratégia de cinco anos na Web Foundation, organização em que ele trabalha atualmente, para se aprofundar nos problemas e em suas devidas soluções.

Será que ele se esqueceu de algo? E essas soluções, são plausíveis?

Com informações: Gizmodo, BBC Brasil.

As preocupações de Tim Berners-Lee sobre o futuro da web

via Tecnoblog

ZOTAC revela primeiras informações sobre GTX 1080 Ti AMP Extreme

A ZOTAC revelou o principal modelo custom do seu lineup de opções da GTX 1080 Ti, a AMP Extreme, que conta com a conhecida solução de resfriamento IceStorm baseado em um esquema de três fans, LEDs na parte superior e inferor da carenagem além do backplate ExoArmor.  O PCB conta com 16+2 fas…

via Hardware.com.br

Entrevista: Marcelo Tavares fala sobre BGC e cenário do eSport no Brasil

Recentemente, tivemos a oportunidade de conversar com Marcelo Tavares, CEO e idealizador da Brasil Game Show, a respeito de uma de suas crias mais recentes e promissoras: a Brasil Game Cup. A versão “spin-off” da feira foi anunciada oficialmente no final do ano passado, praticamente no encerramento da BGS 2016, e apresentou uma ideia bem clara: oferecer três dias de entretenimento e celebração do eSport. A grande mudança? Sai de cena São Paulo e entra o Rio de Janeiro como palco da festa.

Falando sobre como surgiu a ideia de criar um evento centrado especificamente no esporte eletrônico, o executivo explicou que, além de ele e muitos membros da organização serem próximos do tema, muito do impulso necessário para que isso saísse efetivamente do papel veio da demanda do público da BGS. “Muitos dos visitantes pediam por um lado mais competitivo, por uma grande competição dentro da feira. E aí esse mercado foi crescendo e resolvemos tomar uma atitude”, comentou.

Marcelo Tavares

Tavares e sua equipe plantaram uma semente desse projeto há cerca de seis anos

Claro que o desenvolvimento disso não ocorreu do dia para a noite. Para testar as águas, Tavares e sua equipe plantaram uma semente desse projeto há cerca de seis anos ao criar miniedições da BGC dentro da própria Brasil Game Show. Depois de um pequeno hiato nesse tipo de iniciativa, a BGS 2016 trouxe uma versão renovada dessa Brasil Game Cup em miniatura, oferecendo mais modalidades, partidas de exibição para novos jogos e uma agenda mais rica ao longo da programação do evento. O resultado disso? Sinal verde para o voo solo.

Nesse momento, entrou em cena outro fator que já era considerado há tempos: atender os gamers cariocas. “Decidimos criar um evento a parte e independente, até para poder atender uma outra demanda que a gente tinha, que é do público do Rio, onde a feira começou e onde está nossa sede e nosso estúdio”, recorda Tavares. Como dá para ver, houve um direcionamento natural para que uma vontade inicial tomasse forma e acabasse viabilizando a realização de um verdadeiro spin-off da maior feira de games da América Latina.

Indo (muito) além do básico

A ideia é que haja outras atrações além das competições

O chefão da BGS também entende que essa primeira edição independente da BGC tem grandes diferenciais quando comparada a outros eventos de eSport realizados no Brasil e até fora do país. “Ela traz muitos elementos que a gente já apresenta dentro da Brasil Game Show. Então a ideia é que haja outras atrações além das competições. O visitante não pode ficar refém apenas da programação de jogos e ficar sem nada para fazer quando não estiver sentado e assistindo às disputas”, analisa.

A estratégia adotada para contornar esse problema recorrente do meio, segundo Tavares, foi trazer um conjunto de atrações que vai ocupar três andares – um deles parcialmente – do Centro de Convenções SulAmérica, oferecendo outras atividades e momentos ao longo do final de semana. “Muitas vezes, até mesmo o público aficionado pelos campeonatos não quer passar um dia inteiro assistindo só às disputas. Ele não quer ser apenas espectador, quer também interagir. A própria essência dos games é essa possibilidade de interação”, dispara.

Cosplayers terão lugar na BGC

Para ele, a ideia é que a Brasil Game Cup seja ao mesmo tempo um grande evento com palcos, jogos, times e jogadores profissionais participando, e um ponto de encontro recheado de estandes, cosplayers, áreas indie e até estações de jogatina feitas sob medida para que o consumidor possa experimentar um pouco dos títulos em exibição nos telões. Espaços reservados para que os visitantes possam encontrar seus atletas e streamers favoritos também devem ajudar a tornar o clima ainda mais receptivo para quem resolver participar da festa.

Queremos criar um evento engajador

Adicionalmente, palestras, game jams, lojas repletas de produtos geeks e até a coleção de cerca de 350 consoles e mais de 3 mil jogos de Marcelo Tavares devem marcar presença por lá. “Queremos criar um evento engajador, bastante confortável e que ofereça o mesmo padrão da BGS – guardadas as devidas proporções, claro”, comenta o executivo. No final das contas, a BGC fica com a responsabilidade tanto de reproduzir parte do charme da BGS na Cidade Maravilhosa quanto de apresentar uma celebração singular do eSport no Brasil.

O Brasil na mira do eSport

Durante o nosso bate-papo com o “big boss” da BGS, Marcelo Tavares também falou um pouco de como ele enxerga o atual cenário do eSport, tanto do ponto de vista de negócios quanto a respeito do seu amadurecimento como um todo. Para ele, estamos em um ponto bem interessante da curva de crescimento do esporte eletrônico. Isso porque, enquanto lá fora o setor explodiu e ganhou espaço rapidamente, mas parece se estagnar um pouco no momento, no Brasil a história é completamente diferente.

“Eu diria que a gente ainda não atingiu o patamar do mercado internacional, principalmente o asiático, europeu e norte-americano, o que mostra que ainda temos muito espaço para crescer”, explica. Felizmente, para Tavares, o ambiente não poderia ser mais favorável para essa expansão. O surgimento de cada vez mais títulos com modo competitivo – até no mobile –, a presença mais ativa das publishers por aqui e uma ampliação das comunidades adeptas do eSport como um todo, por exemplo, são sinais positivos para novas empreitadas.

O eSport tem conquistado até empresas de fora do mercado gamer

Além disso, o executivo lembra que o segmento tem conquistado tamanha atratividade que começa até a chamar atenção de empresas que estão fora do ecossistema de jogos, hardware e video games. “Marcas como a TNT e o Cinermark, que não dialogam diretamente com esse universo do eSport, resolveram investir no mercado de games e viram a Brasil Game Cup como uma oportunidade de se aproximar de um público-alvo que também é do seu interesse: jovem, consumidor e em busca de um conteúdo de qualidade”, lembra Tavares.

Aos olhos dele, a adesão inicial de companhias como essas e a credibilidade obtida ao longo de quase uma década de BGS acabam criando o terreno ideal para que outros nomes da indústria e expositores queiram participar do evento e abraçar o esporte eletrônico – sabendo que podem esperar um bom retorno com isso. Se esse efeito dominó de investimentos e resultados render bons números, a ideia é que nos próximos anos a BGC possa crescer e oferecer um conteúdo ainda maior e melhor para o público.

Serviço

BGC

A Brasil Game Cup está agendada para ocorrer entre os dias 7 e 8 de abril, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro. Para conferir detalhes sobre as atrações, programação e ingressos, basta visitar o site oficial da feira neste link. Você também pode ficar por dentro de todas as notícias e novidades a respeito do evento também por aqui, nas páginas do TecMundo e do TecMundo Games.

E aí, pretende respirar o eSport durante três dias na capital carioca? Qual é o seu game favorito nesse cenário competitivo? Concorda com Marcelo Tavares a respeito de que um encontro do segmento precisa ter mais do que rodadas e mais rodadas de partidas? Deixe a sua opinião sobre o tema mais abaixo, na seção de comentários.

via Novidades do TecMundo

Assange: CIA perdeu controle dos seus documentos sobre ciberarmas

Segundo diretor do WikiLeaks, os arquivos da agência dos EUA já estavam circulando entre a comunidade de inteligência do país antes de chegar até ele.

via IDG Now!

Udacity lança curso em português sobre fundamentos do deep learning

Nanodegree é feito totalmente online e tem duração de seis meses. Curso aborda arquiteturas de redes neurais, reconhecimento de objetos, entre outros

via IDG Now!

Android 8.0 chegando! Vazam detalhes sobre o ‘novo’ sistema operacional

O Android é atualizado todo ano e não é novidade para ninguém. Contudo, quando a numeração principal é alterada, significa que teremos uma atualização robusta — e que provavelmente muda até a aparência da interface de usuário. Agora, a bola da vez é o Android 7.0 Nougat, mas o Android 8.0 já está na esquina — e alguns detalhes sobre ele acabaram vazando.

Segundo o VentureBeat, o próximo Android terá um ferramenta chamada “Copy Less”: ela deve entregar a capacidade para smartphone detectar automaticamente informações relevantes que você gostaria de copiar enquanto está enviando algum texto ou email. Estranho, não? Acompanhe o exemplo:

Copy Less, Google Maps automático e gestos na tela

“Se você está conversando com o seu amigo no WhatsApp sobre onde comer e, então, vai até o app do iFood para encontrar um restaurante, quando você voltar a digitar no ‘Whats’, o teclado vai oferecer automaticamente sugerir o endereço de restaurante para você enviar”.

A ideia dos desenvolvedores Android, nesse ponto, é evitar que você fique copiando um zilhão de informações inúteis para depois esquecê-las.

Conceito de Android 8.0

Gestos novos

Os outros dois rumores de ferramentas podem ser mais interessantes para você: o primeiro deles entrega ao Android a capacidade de abrir o Google Maps automaticamente, no momento em que você toca em algum endereço enviado via mensagem — vale notar que, essa função em específico, já funcionava no iOS.

Gestos na tela devem chegar neste ano

Agora, a ferramenta mais bacana: gestos na tela. Já existem apps que realizam esse serviço, mas a capacidade de desenhar letras com os dedos na tela e abrir aplicações especificas vai se tornar algo próprio no Android 8.0. Por exemplo, ao “desenhar” a letra C na tela, você abrirá os Contatos da agenda. A letra F poderá abrir o Facebook, enquanto o W abrirá o WhatsApp. Bacana, não?

  • Vale notar que a Huawei já introduziu algo similar na própria skin do Android utilizada no Mate 9, novo top de linha. Essa função é chamada de Knuckle 2.0

Ainda não há uma data certa para o lançamento do Android 8.0. Além disso, o trem dos rumores está apenas começando a apitar. Talvez, o mais forte deles seja o nome: Oreo. Será que o doce da vez formará como nome Android 8.0 Oreo? Deixe sua opinião nos comentários.

via Novidades do TecMundo

Tudo sobre o Xbox Game Pass, a ‘Netflix de jogos’ da Microsoft

Xbox Game Pass

O Xbox Game Pass é uma das principais apostas da Microsoft para atrair e fidelizar jogadores para o Xbox One neste ano. Mediante o pagamento de uma mensalidade, o serviço coloca à disposição do usuário mais de 100 jogos, que podem ser baixados e jogados por quanto tempo eles quiserem.

Apesar de aparentemente o funcionamento dessa "Netflix dos jogos" ser simples, ainda há muita gente com dúvidas e algumas dúvidas não respondidas. Por isso, vamos elencar as questões mais comuns e que já têm alguma resposta logo a seguir.

O que é o Xbox Game Pass?

O Game Pass é um serviço de assinatura mensal que dá aos donos de Xbox One acesso a uma biblioteca de jogos que podem ser baixados e jogados sem qualquer custo adicional, até que eles sejam retirados de catálogo. É algo bastante parecido com o que a EA faz com o EA Access e com o Origin Access, com o diferencial que os jogos não estão limitados a uma produtora.

Quanto custa a assinatura do Game Pass?

Quando for lançado, o serviço custará US$ 9,99 mensais nos Estados Unidos.

Quando o Xbox Game Pass chegará ao Brasil?

Por enquanto a Microsoft Brasil não falou nada sobre a chegada do Game Pass ao nosso país, e o serviço segue sendo uma exclusividade dos Estados Unidos. Também não há qualquer previsão de quanto ele custará por aqui. Infelizmente.

O Game Pass vai substituir o Games With Gold do Xbox Live?

Não. O Game Pass será um serviço à parte da assinatura Gold do Xbox Live e não vai interferir nos jogos oferecidos aos assinantes desse serviço.

Como ter acesso ao Xbox Game Pass?

Por enquanto, o Xbox Game Pass está sendo avaliado por um número restrito de usuários do programa Xbox Insider. Depois, o serviço será disponibilizado a alguns assinantes do Xbox Live Gold e só depois desse outro período de testes é que chegará ao público geral.

Quantos jogos serão oferecidos pelo Game Pass?

De acordo com a Microsoft, um total de 100 jogos estarão disponíveis na biblioteca do serviço quando ele for lançado oficialmente. Por enquanto, o catálogo oferecido aos participantes do Xbox Insider é bastante restrito, mas isso deve mudar e jogos como Halo 5: Guardians, Payday 2 e NBA 2k16 devem ser adicionados em breve.

É necessário ser assinante Gold do Xbox Live para assinar o Game Pass?

Não. Como dito anteriormente, os serviços funcionarão de forma independente e um não vai interferir no outro. O que ainda não sabemos é como funcionarão as partidas multiplayer online para os assinantes do Game Pass.

Jogos do Xbox Play Anywhere estarão no Game Pass?

Por enquanto não há nenhum jogo do Xbox Play Anywhere confirmado para o catálogo do Game Pass. Entretanto, é possível que a Microsoft os inclua, sim. Caso isso se confirme, teremos de saber se eles estarão liberados para também rodar no Windows 10 ou não. Aguardemos.

O Xbox Game Pass terá jogos de Xbox 360 retrocompatíveis?

Sim. Tanto é que já há alguns jogos de Xbox 360 disponíveis no catálogo ofertado aos participantes do Xbox Insider que estão testando o novo serviço.

Como assinante do Game Pass, terei descontos na hora de comprar um jogo?

Sim. Os assinantes do Game Pass terão um desconto de 20% na compra de jogos listados na biblioteca do serviço e de 10% em seus DLCs.

O Game Pass estará disponível no Windows 10?

Até o momento, não. A Microsoft havia mencionado a possibilidade de o serviço chegar ao sistema operacional, mas depois removeu a citação do anúncio oficial. Portanto, seguimos sem saber se ele estará no Windows 10 ou não.

Poderei jogar os títulos que baixei mesmo depois de cancelar a assinatura?

Não. Os jogos baixados enquanto o usuário é assinante do Game Pass só poderão ser jogados enquanto ele mantiver sua assinatura ativa e em dia. Se você cancelar a assinatura, os games não poderão ser mais jogados.

Como você deve ter percebido, algumas questões ainda estão sem resposta ou a resposta oficial parece bastante nebulosa. A expectativa é que durante as próximas semanas a Microsoft libere mais detalhes sobre o Xbox Game Pass, e nós manteremos esta publicação atualizada com todas as novidades que saírem até o serviço ser lançado.

via Canaltech