Vai para os EUA? DHS agora vai recolher suas redes sociais

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) anuncia uma mudança na maneira que vai tratar imigrantes. A partir do dia 18 de outubro, o DHS vai recolher informações de cidadãos em redes sociais e em buscas na internet. Segundo o departamento, a nova regra também afeta imigrantes que possuem um “green card” e até naturalizados.

Isso significa que o DHS vai recolher informações pessoais presentes no Twitter, Facebook, Instagram, LinkedIn e qualquer outra rede social aberta e não criptografada. Além disso, ainda não está claro se o DHS vai buscar o nome do cidadão no Google para checar resultados, ou se ele vai checar o histórico de buscas no Google.

No texto, está escrito o seguinte

  • Expandir as categorias de registros para incluir o seguinte: país de nacionalidade; país de residência; o número de conta online do USCIS; identificadores de mídia social, pseudônimos, informações identificáveis associadas e resultados de pesquisa (…) Atualizar as categorias de fontes de registro para incluir informações publicamente disponíveis obtidas da internet, registros públicos, instituições públicas, entrevistados, provedores de dados comerciais e informações obtidas e divulgadas de acordo com acordos de compartilhamento de informações“.

Algo que não parece óbvio, mas vai acontecer: cidadãos norte-americanos que possuem contatos com imigrantes também serão vigiados. Isso porque, como as conversas de imigrantes estarão sob vigilância, outras pessoas também serão afetadas.

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Novo sistema de GPS para smartphones vai ter precisão de 30 cm

Houve um tempo em que dispositivos com GPS – o sistema de posicionamento global – eram caros e específicos para essa função. Com o tempo, a tecnologia foi ficando mais barata e, hoje em dia, praticamente qualquer smartphone é capaz de indicar sua localização em mapas de aplicativos como o Google Maps e o Waze, além de ser usado em outras funções para posicionar o usuário, como no Tinder ou no Pokémon GO.

Será que o LG G7 ou o Samsung Galaxy S9 já vão estar contando com essa nova tecnologia?

A precisão dos chips de GPS encontrados hoje em dia nos smartphones é de cerca de 5 metros, ou seja, existe uma “margem de erro” de 5 metros quando visualizamos o posicionamento do dispositivo em um mapa. Porém, a Broadcom Limited anunciou um novo chip de sistema de posicionamento global que promete dar uma precisão de 30 centímetros a seus usuários.

A novidade foi revelada na convenção ION GNSS+ em Portland, nos Estados Unidos. O novo chip, chamado BCM 47755, já está sendo instalado em alguns dos próximos smartphones que serão lançados no mercado em 2018, mas a empresa ainda não revelou quais deles vão portar o sistema novo. Será que o LG G7 ou o Samsung Galaxy S9 já vão estar contando com essa nova tecnologia?

Mais econômico

Outra boa notícia é que, além da maior precisão, o novo chip consome metade da energia média dos dispositivos atuais, ajudando a economizar a bateria do smartphone, que geralmente é esgotada pelo GPS, e seu alcance também vai ser muito maior, sendo possível usar o recurso sem interferência mesmo em locais cheios de estruturas que podem atrapalhar o sinal, como bairros com muitos prédios em uma cidade.

Um dos segredos para essa melhoria de precisão é o uso de um novo sinal chamado L5, em acréscimo ao sinal L1 que já usado hoje em dia. É a primeira vez que um dispositivo comercializado para o público geral utiliza os dois tipos de sinal para indicar localização.

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Governo BR quer regulamentar inteligência artificial de atendimento (bots)

As tecnologias de inteligência artificial utilizadas no atendimento ao clientes estão na mira do governo brasileiro. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, anunciou mudanças nas regras que tocam “reclamações dos consumidores feitas nos serviços de atendimento a clientes das empresas (SAC)”, nota o TeleTime.

Segundo o secretário Arthur Rollo, é necessário “limitar o tempo máximo de atendimento e incentivar os fornecedores que solucionam as reclamações no primeiro contato”. No caso, Rollo comentou sobre o primeiro objetivo: que é priorizar a solução de demandas no primeiro atendimento — na primeira chamada ou ligação, algo conhecido como “first call resolution”.

A Senacon quer exigir a geração obrigatória de comprovantes de atendimento nos meios eletrônicos

O decreto anterior (6.523/2008), que está em vigor, trata de maneira exclusiva o atendimento telefônico. Contudo, a mudança deve incluir as tecnologias de inteligência artificial, os bots, utilizadas em redes sociais, chats e apps.

Especificamente, a Senacon quer exigir a geração obrigatória de comprovantes de atendimento nos meios eletrônicos, além de auditorias internas e externas no SAC das empresas — e, por isso, os bots podem ser afetados.

O TeleTime ainda trouxe algumas alterações que estão em debate. Acompanhe:

  • Auditorias internas e externas nos SAC das empresas com expedição de relatórios periódicos à Senacon, assinados pelos responsáveis legais com poder de mando 
  • Obrigatoriedade de criação de ouvidorias, para atenderem às reclamações quando o SAC não der a primeira solução 
  • Obrigatoriedade do call back pelo atendente do SAC nas ligações interrompidas involuntariamente 
  • Fixação de tempo máximo para solução da demanda e encerramento da ligação 
  • Obrigatoriedade da emissão de algum tipo de comprovante de atendimento para o consumidor (gravação da conversa telefônica e prints das telas dos atendimentos eletrônicos) 
  • Garantia de efetivo acesso às gravações das conversas mantidas entre os consumidores e os SACs 

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Vazam imagens de suposto “Xbox Watch” abandonado pela Microsoft

Microsoft lançou o seu primeiro dispositivo vestível em 2014, a Microsoft Band, mas parece que a empresa já tinha outro produto em desenvolvimento paralelo antes disso. Segundo publicou o site finlandês SuomiMobiili, as imagens que você confere abaixo são do suposto “Xbox Watch”, um relógio inteligente provavelmente produzido pela divisão de consoles da empresa.

Não se sabe exatamente quais seriam suas funções, mas a marca Xbox na parte de trás deixa bem claro que o aparelho teria alguma conexão com a linha de aparelhos para videogame da Microsoft. É possível que eles tenham sido pensados para ser algum tipo de sensor extra para os games de esportes do Xbox ou mesmo uma simples materialização física do app Xbox Fitness.

Seja como for, o aparelho vazado tem um display quadrado de 1,5’’ na parte da frente e um sensor de batimentos cardíacos atrás. Segundo o SuomiMobiili, esse dispositivo seria capaz de se conectar a tablets Surface através de um carregador magnético, mas não fica claro quais seriam as possibilidades para esse relógio conectado aos demais produtos da Microsoft. As pulseiras seriam intercambiáveis, portanto, poderiam ser personalizadas.

Atualmente, a empresa de Bill Gates não produz mais dispositivos vestíveis, sendo que, depois de duas gerações da Microsoft Band, a marca desistiu do produto. Caso a companhia resolva voltar de fato para o segmento de hardware mobile no futuro, talvez um novo relógio ou pulseira inteligente apareça. Mas, por enquanto, as chances de isso acontecer são remotas.

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Coreia do Norte pode estar minerando bitcoin para vencer a ciberguerra

Enquanto as tensões para uma guerra aumentam entre Estados Unidos e Coreia do Norte, a ciberguerra já está rolando faz algum tempo. Segundo uma pesquisa da empresa de segurança Recorded Future, o regime de Kim Jong-un está até minerando bitcoins para aumentar o próprio poderio.

A empresa nota que a Coreia do Norte iniciou a mineração no dia 17 de maio e o último registro aconteceu no dia 6 de julho. A Recorded ainda notou que a mineração exige muita eletricidade e poder computacional dos mineradores — e que a rede libera 12,5 bitcoins (cerca de US$ 50 mil) a cada 10 minutos como incentivo por acompanhamento de transações e adições à blockchain.

Alguns especialistas acreditam que os bitcoins podem ser uma nova forma de lucro para a Coreia do Norte após sanções da China, que parou de comprar carvão de Kim Jong-um — e a Coreia é uma das maiores exportadoras de carvão do mundo.

Essa nova investida pode ser algo voltado a melhorar as capacidades de ciberguerra da Coreia do Norte

Segundo a Recorded, a pesquisa também encontrou traços da navegação realizadas pelas elites norte-coreanas. Utilizando VPNs (redes virtuais privadas), cidadãos da Coreia do Norte realizam transferências de bitcoins, compram peças de vestuário, acessam contas de email do Gmail, usam o Twitter e assistem filmes pornográficos. A Recorded nota que foi possível observar esse padrão de navegação porque os cidadãos com este tipo de acesso não sabem mascarar o tráfego de maneira correta.

Não se sabe quanto a Coreia do Norte levantou com bitcoins — nem se realmente é uma alternativa ao carvão. Porém, como a FireEye notou, hackers do país já tiveram como alvo as transações de criptomoedas realizadas na Coreia do Sul. Por isso, essa nova investida pode ser algo voltado a melhorar as capacidades de ciberguerra da Coreia do Norte.

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Vazam mais infos sobre Pixel 2: novo launcher, bordas apertáveis e mais

O Pixel 2 será anunciado na próxima semana, mais precisamente no dia 4 de outubro, e os rumores a seu respeito começam a ficar cada vez mais quentes. O mais recente deles envolve uma série de informações ainda não confirmadas com origem em uma fonte de Artem Russalovskii, fundador do site APK Mirror.

No Twitter, ele publicou algumas novidades antecipadas por alguém que usou o Pixel 2 da Verizon. Segundo Russalovskii, a câmera do Pixel 2 conta com um modo retrato com borragem de foto induzida por software (o dispositivo não traz duas câmeras).  Outra novidade inclui informações sobre artistas e título de músicas sendo reproduzidas exibidas diretamente na tela de bloqueio do dispositivo.

O Pixel Launcher foi recriado e a barra de busca do Google agora aparece abaixo do dock de atalhos da tela inicial

Aparentemente, o Pixel Launcher foi recriado e agora exibe a barra de busca abaixo do dock de atalhos do Android, e a página inicial do Google também foi totalmente refeita, informou Russalovskii no Twitter. Ele citou ainda a presença de bordas apertáveis (um brinde da HTC) para acionar o Google Assistente e também um par de alto falantes, como no Nexus 6P.

Por fim, Russalovskii afirmou que o novo smartphone da Google contará com tela plana, ou seja, nada de bordas arredondadas nem tela 2.5D. Apesar de reafirmar que não pode garantir a autenticidade de todas essas informações, o criador do APK Mirror ressalta o quanto elas são plausíveis — e não dá para discordar dele.

De qualquer forma, será preciso aguardar até o próximo dia 4 para saber se tudo isso é verdade ou não.

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Microsoft anuncia oficialmente quando o Office 2019 chega ao mercado

Microsoft anunciou hoje (26) oficialmente a chegada do Office 2019 para o fim do ano que vem. A empresa explicou que começará a liberar as primeiras versões de teste na metade de 2018 para que, seis meses depois, o software esteja completo e pronto para liberação no mercado.

Apesar desse anúncio oficial, ainda não temos detalhes mais específicos sobre como deve ser a nova versão do Office. É provável que tenhamos algumas mudanças no visual, como sempre é o caso em uma atualização como essa, mas a Microsoft deu apenas umas dicas genéricas do que está por vir.

Por exemplo, a suíte “trará novas possibilidades para usuários e gerentes de TI que ainda não estão prontos para migrar para a nuvem, além de novas e melhoradas ferramentas para desenho — como sensibilidade à pressão, efeitos de inclinação e replay de desenhos (para canetas stylus)…”, diz o comunicado oficial.

Excel terá novas fórmulas para análise de dados, tornando essa possibilidade mais simples e poderosa

A única coisa mais direta que a Microsoft disse foi que o Excel terá novas fórmulas para análise de dados, tornando essa possibilidade mais simples e poderosa. O PowerPoint também deve ganhar uma seleção de novidades interessantes para entrar no novo mundo das apresentações, trazendo recursos como Morph e Zoom. Como isso vai funcionar, entretanto, não foi revelado.

O anúncio do Office 2019 foi feito pela Microsoft em seu evento Ignite, que acontece nos EUA nesta semana, mas ainda não foi mostrada nenhuma imagem ou prévia de como a suíte está ficando. Podemos imaginar que ainda não foi definido um design ou que o desenvolvimento está ainda muito cru.

Nós reconhecemos que migrar para a nuvem é uma jornada com muitas considerações a serem feitas

Seja como for, a Microsoft deve adicionar mais funções conectadas à web para Word, Excel, PowerPoint e outras aplicações, mas parece que o foco é mesmo oferecer uma experiência melhorada para quem não precisa disso. “Inovações promovidas pela nuvem é o tema mais importante da Ignite nesta semana, mas nós reconhecemos que migrar para a nuvem é uma jornada com muitas considerações a serem feitas ao longo do caminho. O Office 2019 será uma atualização valiosa para clientes que preferem manter parte ou todos os seus apps e servidores por perto”, disse Jared Spataro no curto texto.

Fique ligado ao TecMundo para saber mais novidades sobre o novo Office assim que a Microsoft liberar qualquer informação relevante.

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A história do teclado: da máquina de escrever aos gamers [vídeo]

Você consegue viver sem um teclado no seu computador ou no smartphone? É difícil, já que esses eletrônicos são muito baseados em digitar hoje em dia e faz muitas décadas.

Nesse capítulo da história da tecnologia, a gente sai um pouco das empresas e vai falar dos teclados, que são tão essenciais pra gente e evoluíram muito com o tempo. Você conhece os primeiros e mais icônicos modelos? E para que servem os diferentes estilos de digitação? Essas e outras respostas você encontra abaixo.

No princípio, era a máquina de escrever

Não é nenhuma surpresa que o precursor do teclado é a máquina de escrever, né? O primeiro registro de algo assim relacionado com a tipografia é uma patente em 1714 para Henry Mill, e o objetivo era padronizar e deixar documentos legais ou acordos mais legíveis.

Várias evoluções foram feitas com o tempo, incluindo alguns modelos bem bizarros como o de William Austin Burt, que tinha um dial parecido com o de um telefone, e a “bola de escrever de Hansen”, que fez sucesso na Europa no século 19.

Uma máquina de escrever velhaA “bola de escrever” era mesmo peculiar.

A primeira máquina de escrever lançada comercialmente foi a Model 1 lançada em 1867 pela tradicional Remington. O funcionamento já era tipo o que a gente conhece hoje, com você tocando numa tecla e “desenhando” a letra no papel a partir de um sistema mecânico.

Esse primeiro parecia uma máquina de costura e tinha até um pedal pra fazer aquele reposicionamento do papel pra próxima linha. A IBM se estabeleceu como uma das grandes marcas no ramo das máquinas de escrever elétricas.

Uma máquina de escrever velha.

A segunda grande tecnologia que deu origem ao teclado é o teletipo, a sucessora do telégrafo que se estabeleceu em 1930. Ela era uma espécie de máquina de escrever com que foi muito usada pra transmissão de dados e informações, e o que era digitado em um dos pontos aparecia impresso em outro.

Uma máquina de escreverUma impressora de teletipo.

Outro avanço importante foram os cartões perfurados inventados por Herman Hollerith, em uma das empresas que deu origem à IBM. Eles recebiam e guardavam informações antes do uso dos monitores.

Agora que a gente já sabe quais tecnologias originaram os teclados como a gente conhece hoje, dá pra começar a falar da origem deles nos computadores.

Um casamento perfeito

O ENIAC, pai dos computadores modernos, ainda usava cartões perfurados pra entrada e saída de dados. Mas o BINAC, de 1949, usou uma máquina de escrever eletromecânica conectada pra fazer esse serviço e até imprimir resultados. E não é que era uma boa ideia?

Um computador antigo.O gigantesco BINAC.

A próxima grande revolução só acontece em 1964, em uma super colaboração entre MIT, Bell Labs e General Electric. Eles criaram uma tecnologia de compartilhamento de dados em mais de um equipamento. Isso deu origem ao video display terminal, ou VDT, que permitia que um conteúdo digitado aparecesse em um equipamento conectado, como um… monitor.

Aí era fácil criar uma interface pra ver o conteúdo sendo adicionado e fazer correções. Foi assim que nasceram produtos como o terminal Datapoint 3300, de 67, que já tinha um visual característico.

O teclado como o conhecemos

Aí sim a gente chega em eletrônicos que podem ser chamados de teclados. Você pressiona uma tecla, ela emite um pulso elétrico pra um chi e depois para o computador em si. Aí sim ele reproduz o comando de forma visual na tela. No fim da década de 70, essa tecnologia vira o padrão na indústria.
Os teclados viram então os principais meios de inserção de dados e uso do computador até a popularização do mouse, uma história que a gente já contou por aqui.

Um pouco antes, quem quisesse um teclado precisava ou conectar uma máquina de escrever eletrônica ou montar o próprio sistema, o que era demorado e só pra profissionais.

Em 87, a IBM lança os teclados Model M, que viram padrão na indústria. Eles trazem um layout clássico com 101 teclas, faltando só algumas especiais pro Windows que claro que na época de rivalidade com a Microsoft era não iria lançar.

Um teclado de computadorO clássico Model M.

As únicas críticas? Os botões Shift e Enter, tão importantes desde aquela época, eram muito pequenos. O padrão hoje é que os teclados completos tenham aproximadamente 104 teclas.

Alipas, até o fim da década de 80, quando teclados na cor preta foram apresentados, você só podia escolher entre modelos em branco ou bege.

As tecnologias de conexão das teclas com o resto do sistema também evoluíram. Elas começaram com ímãs ligando filamentos de metal e foram se diversificando pra teclados feitos em várias camadas.

Um teclado por dentro.Um teclado de membrana.

Tivemos desde aqueles switches capacitivos dos teclados de membrana, que eram baratos e suaves, mas não muito precisos; até as peças mecânicas, individuais e barulhentas que saíram de moda e agora voltaram com tudo.

O chamado “Teclado chiclete” foi uma evolução natural e mais silenciosa, com teclas retangulares e achatadas. A moda hoje em dia é o teclado ergonômico, mais confortável pra digitação com um design personalizado.

Teclado projetado a laser

Eles só ficaram menores graças ao sistema chord, ou acorde. Que nem em instrumentos musicais em que você faz uma combinação de movimentos pra produzir um som, foram criados atalhos nos teclados pra diminuir a quantidade de teclas pra fazer dois símbolos caberem na mesma tecla e serem alternados usando o Shift, por exemplo.

E os teclados não param de evoluir. Eles ficaram menores pra serem usados em notebooks, mais silenciosos, virarem dobráveis ou até serem projetados a laser em superfícies lisas.

E não precisa ser físico

Tem ainda os teclados virtuais dos smartphones e tablets ou como um software nos PCs por motivos de segurança, como no internet banking. A patente da técnica de transformar toques dos dedos em caracteres numa superfície que não é um teclado é da IBM e existe desde 92.

Um iPhone na horizontal.

A Apple tem alguns diferenciais no seu teclado pra navegação no Mac. O principal sem dúvidas é a tecla Command, pra atalhos. O primeiro modelo dela foi lançado embutido no Apple II, em 77. Já os atuais seguem o padrão estético da marca e são mais finos e econômicos em quantidade de teclas que os concorrentes.

E os teclados ainda são essenciais pra quem curte jogar no PC. Desde o cenário competitivo de Quake, lá por 98, foi criado um significado totalmente novo pras teclas W, S, A e D.

Um teclado de computadorO Logitech G15 é um dos modelos clássicos de teclados para games.

Marcas como Razer, Gigabyte, Logitech, SteelSeries e muitas outras começaram a lançar modelos destinados pros profissionais ou quem queria um periférico otimizado. Aí vieram modelos com iluminação especial, teclas de atalho, apoio pro pulso e muito mais.

Basicamente, essa é a história da origem e da evolução dos teclados. Mas tem muita coisa que a gente faz neles de forma natural e nem sabe a origem ou o motivo.

Escolha o seu estilo

Pra começar, por que o padrão das teclas não é ABCD? O modelo QWERTY, que tem esse nome por causa das 6 primeiras teclas da primeira linha de letras, é o padrão atual e vem lá das primeiras máquinas de escrever da Remington, em 1878. O inventor Christopher Sholes até usou ordem alfabética no começo, mas logo isso mudou.

Um teclado de computador

Uma história popular diz que o arranjo veio pra evitar travamentos das máquinas, mas o objetivo parece ser mesmo separar teclas muito usadas pra que os datilógrafos alternem os dedos na hora de digitar e façam a tarefa mais rápido. A ordem veio depois de muitos testes com profissionais da época.

Só que existem outros padrões pra quem quiser fazer algo diferente. Não tem como dizer se algum deles é melhor ou não, você precisa testar pra ver qual se adequa melhor aos seus dedos e ter muito tempo de sobra pra se adaptar a outro estilo. Bora conhecer alguns então!

Um desenho de um tecladoDVORAK

O Dvorak foi criado pelo norte-americano August Dvorak em 1932 e coloca vogais do lado esquerdo e consoantes no direito, sendo mais adequada pro inglês.

O Colemak ,de Shai Coleman, posiciona as letras mais usadas na posição pra ser digitado pelos dedos mais fortes da mão. O objetivo aqui é prevenir lesões como as de esforço repetitivo.

O desenho de um tecladoO Colemak.

O Xpert surgiu em 2003 e ordena letras pra facilitar a digitação de sílabas. Ele tem uma tecla “e” duplicada.

O desenho de um tecladoO Xpert.

Tem ainda o GKOS, sigla pra Global Keyboard Open Standard. Esse padrão usa poucas e enormes teclas com vários atalhos pra ser usado em tablets e smartphones, inclusive só com uma das mãos. Mas, hoje em dia, muita gente prefere o método Swype, em que você desliza a ponta do dedo pelo teclado até formar a palavra desejada.

Um smartphone na horizontal.O GKOS.

E você provavelmente nunca vai usar, mas existe um padrão chamado JCUKEN. Ele é feito pro alfabeto cirílico, usado em línguas como o russo.

Um perto de um tecladoO JKUCEN. Entendeu alguma coisa?

E o que são as teclas F1 ou F2? A letra significa “function” e elas são usadas pra fazer ações personalizadas de acordo com o programa aberto. Elas existem desde 1965 e antes eram 13, mas com o IBM Model M viraram 12 e ganharam a posição clássica acima da linha numérica horizontal. Alguns modelos podem ter até o F24.

Um teclado de computador.

A barra de espaço é grande desse jeito para ser facilmente acessada, inclusive pelos polegares. Em modelos mais jurássicos, ela ficava em uma linha horizontal só pra ela, mas foi reacomodada pra economizar.

E o idioma também influencia a posição das teclas. Especialmente acentos e caracteres especiais são trocados ou até adicionados pra terem acesso mais fácil. O espanhol, por exemplo, tem uma tecla para aquele “n com til” (o “ñ”), que é muito usado na língua.

Uma mesa de madeira.Esse é o “Caps Lock manual” com a caixas altas e a caixas baixas.

Mas e o Caps Lock? Bom, caixa alta e caixa baixa são termos lá das prensas manuais. O tipógrafo, que organizava as letras na hora de imprimir em papel, colocava os moldes com as letras maiúsculas em uma caixa no alto, enquanto as minúsculas ficavam na de baixo. Em alguns modelos de PC, só existia a “Shift Key”, mas ela alterava todas as teclas e não só as letras. A trava como conhecemos hoje veio em 1970.

E tem alguns teclados com uma tecla “Turbo”. Não, ela não deixa o seu periférico super poderoso, mas sim acelera a repetição na tela de uma tecla pressionada. E aí, qual você acha que vai ser a próxima inovação tecnológica dos teclados? Qual o seu favorito?

Se você quiser ver a história de outras empresas contadas aqui no TecMundo, é só deixar a sugestão nos comentários. Confira abaixo as que já apareceram neste quadro:

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Smartphone de US$ 1 mil é o mais seguro para guardar criptomoedas

A Sirin Labs está desenvolvendo um smartphone de código aberto que roda em uma blockchain sem taxas. Segundo a empresa, chamado de Finney, o celular será o mais seguro do mundo ao proteger completamente as criptomoedas de seus usuários — e deve chegar ao mercado em outubro via financiamento coletivo.

Além do smartphone, a Sirin pretende lançar um computador all-in-one na mesma época — e ele contará com uma forma independente de blockchain desenvolvida pela tecnologia Tangle, da IOTA. O PC será vendido por US$ 800 para quem comprar o smartphone.

O sistema do Finney também oferece algumas coisas como compartilhamento P2P

No celular, o sistema operacional Shield (Android) é totalmente desenvolvido para suportar as diversas aplicações de blockchain, como carteiras virtuais e diferentes casas de câmbio. Sobre o hardware, são 256 GB de memória interna, uma câmera de 16 megapixels, tela de 5,2″ e 8 GB de memória RAM.

O sistema do Finney também oferece algumas coisas como compartilhamento P2P, mensagens criptografas, um sistema que preveni intrusos ao se basear em comportamentos de usuário e um botão físico dedicado para segurança.

O smartphone Finney custará US$ 1 mil e, quando o financiamento começar, você saberá mais detalhes aqui.

Celular

finney blockchainFinney (smartphone)

PC

PC computadorFinney (PC)

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Robô que compreende seu próprio corpo é capaz de andar naturalmente [vídeo]

Que a verdade seja dita: por mais que sejamos capazes de criar robôs que andam sobre duas pernas de maneira consideravelmente eficiente, ainda estamos longe de fazer isso de forma natural como um humano o faz. Pesquisadores suíços, porém, estão trabalhando em uma nova tecnologia de robôs que consegue se mover como nós.

Qual o segredo por trás disso? A resposta é mais simples do que parece. O COMAN (“Compliant Humanoid”), como é chamado, utiliza uma combinação de juntas elásticas com um algoritmo que o dá uma compreensão sobre seu próprio corpo, ajudando-o a compensar cada movimento.

Basta conferir o vídeo logo abaixo para ver o resultado. Embora sua movimentação ainda esteja bem longe de ser uma representação real de um humano, ela já é muito mais natural do que a de um autômato comum. Além disso, ele consegue carregar objetos, andar por superfícies irregulares e até compensar imprevistos, como se equilibrar ao receber um empurrão.

VIDEO

Pode não parecer um grande avanço, é claro, apenas observando tudo isso. Mas basta notar que, para algo assim, o robô precisa saber o posicionamento exato de cada membro para não acabar tropeçando em si mesmo ao tentar recobrar o equilíbrio. Pois é, o avanço já é bem mais complicado do que parece.

É claro que ainda há um longo caminho até que isso tudo chegue à tão almejada movimentação natural para os robôs. Mesmo assim, a equipe ainda tem planos para utilizar esses autômatos em tarefas como resgatar sobreviventes em áreas urbanas (cujo ambiente foi projetado para seres bípedes) e até ajudar em carregar objetos. Resta torcer que isso não demore para dar frutos.

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