Nokia Bell Labs abre 4ª edição de prêmio de inovação

O Nokia Bell Labs, setor de pesquisas industriais da empresa, lançou a quarta edição da competição anual Prêmio Nokia Bell Labs, que reconhece profissionais com ideias inovadoras nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Pesquisadores, cientistas e quem mais tiver conceitos iconoclastas podem enviar suas propostas até o dia 1º de maio. Serão distribuídos US$ 175 mil para os três primeiros lugares.

Para participar, é preciso se inscrever no primeiro estágio, com o envio de um texto de no máximo 250 palavras a respeito de tecnologias de informação e comunicações. As categorias relacionadas são: Aplicações Web, Serviços na Nuvem, Teoria da Informação, Teoria de Codificação, Ciências da Computação, Criptografia, Distribuição de Sistemas, Privacidade de Dados, Matemática de Redes, Esquemas Modulares, Sistemas ou Componentes Ópticos, Sistemas de Comunicação, Protocolo de Rede, Segurança, Arquitetura de Rede, Design de Radiofrequência, Sustentabilidade, Wireless, Tecnologias para Reparos na Rede, Software-Define Networking, Tecnologias de Virtualização, Análise em Tempo Real, Algoritmos de Busca, Redes Auto-Otimizáveis, Sistemas de Inferência.

Quem quiser pode atribuir um outro conjunto. Para saber mais sobre as fases e regras, basta acessar o site.

Histórico de inovações

Desde a criação do prêmio, em 2014, já participaram aproximadamente 1000 candidatos. Os finalistas das edições anteriores vieram de países como Bélgica, Canadá, Alemanha, Coreia do Sul, Espanha, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. Entre os vencedores foram apresentadas soluções para a Internet das Coisas e simplificação de Big Data.

Ano passado os vencedores criaram nova tecnologia arquitetural para dispositivos nano

No ano de estreia, Emmanuel Abe, professor assistente em Princeton, propôs novos algoritmos e métodos de extração de informações aplicáveis de Big Data. Ele aplicou a teoria da informação para realizar computações práticas e rápidas, em escala massiva, em redes sociais e complexas, baseadas em gráficos.

Em 2015, Brandon Lucia, docente na Universidade Carnegie Mellon, apresentou aos desenvolvedores uma nova maneira de levar as comunicações e as aplicações sensoriais a ambientes com escassez energética. Diferente das máquinas ligadas à baterias, tais sistemas são tolerantes a interrupções e podem fazer computação intermitentemente e até mesmo vasculhar as imediações na busca por fontes.

O vencedor de 2015, Brando Lucia, professor no Carnegie Mellon University

Na temporada passada uma equipe de doutorandos da Universidade Southern Califórnia formada por Sungwon Chung, Hooman Abediasl e Hossein Hashemi criou uma tecnologia ótica plasmônica de antenas em fase e em larga escala — uma novidade arquitetural para dispositivos nano. Isso viabilizou várias aplicações para transmissões de mensagens no espaço livre, diagnósticos biomédicos e detecção das condições geológicas e climáticas de baixo custo para carros autônomos.

via Novidades do TecMundo

Apple VR em breve; Nokia 7 e 8; WhatsApp e Telegram hackeados e + [CTNews]

Capa CTNews 15 mar?o

Dispositivo de realidade virtual da Apple para iPhones

Nokia prepara lançamento de mais dois smartphones intermediários

Twitter é invadido e passa a exibir mensagens nazistas

WhatsApp e Telegram podem ser hackeados por meio de uma única imagem

Facebook Stories começa a ser liberado para usuários de diversos países

Gmail para Android agora permite enviar dinheiro para outros usuários

Xiaomi Mi 6 tem lançamento adiado para maio deste ano, sugere rumor

via Canaltech

Nokia e TIM ampliam parceria para expansão do 4G no Brasil

4g

A operadora de telecom TIM e a finlandesa Nokia anunciaram a expansão de sua parceria para agregar a frequência de 700Mhz à rede 4G no Brasil. A novidade vai ajudar a melhorar a cobertura de áreas internas e rurais para dispositivos habilitados para a quarta geração de telefonia móvel.

Para isso, a TIM irá contar com a plataforma de acesso de rádio Nokia AirScale, que roda várias tecnologias de rádio simultaneamente em uma estação rádio base e permite uma escalabilidade praticamente ilimitada que suportará a demanda maciça de dados para IoT e a velocidade em 5G.

De acordo com as empresas, com a atualização de rede para 4.5G Pro, a TIM será capaz de utilizar diferentes frequências e tecnologias de forma eficaz, com um investimento em bens de capital mais eficiente.

"Estamos olhando para o mais alto padrão de qualidade de tecnologia hoje no mercado, com a combinação de três frequências de espectro para aumentar a nossa capacidade e melhorar a experiência do usuário final. Com o apoio da plataforma de acesso de rádio Nokia AirScale, poderemos alcançar mais áreas e aumentar a cobertura LTE no país, reforçando nossas capacidades de inovação e compromisso com o mercado brasileiro”, afirma Leonardo Capdeville, CTO da TIM Brasil, referindo-se às frequências de 2600Mhz e 1800Mhz, já utilizadas pela TIM, e pelo novo espectro de 700Mhz.

"Nosso compromisso com a TIM é oferecer a melhor experiência de serviço para seus clientes. Este projeto é um marco importante para nós, pois abre caminho para a rede do futuro e reforça nossa longa parceria com a operadora. O futuro parece muito promissor com a possibilidade de expandir ainda mais a nossa presença com o LTE e criar um impacto positivo na sociedade digital”, completa Luiz Tonisi, Vice-presidente de Vendas da Nokia para o Brasil.

Em 2015, a TIM escolheu a Nokia para modernizar e expandir a cobertura de suas redes 3G e 4G LTE para diversos estados brasileiros. Além de fornecer tecnologias para a operadora, a empresa também ajudou na implementação e otimização dos serviços de manutenção de rede.

via Canaltech

Nokia está preparando lançamento de mais dois smartphones intermediários

Nokia 6

Quem estava sentindo falta da Nokia agora não tem mais do que reclamar. Depois de anunciar quatro smartphones com a marca finlandesa, a HMD Global está preparando o lançamento de mais dois Nokia intermediários. A informação foi obtida pelo pessoal do Nokia Power User junto a fontes "confiáveis" nesta terça-feira (14).

De acordo com as tais fontes, esses aparelhos são o Nokia 7 e o Nokia 8, que chegarão às lojas equipados com um SoC Qualcomm Snapdragon 660 e corpo todo trabalhado em metal. Apesar das características semelhantes, os aparelhos teriam algumas diferenças entre si.

A principal delas seria o display. No Nokia 7, dizem as fontes, ele teria resolução 1080p Full HD, enquanto o Nokia 8 apresentaria resolução de até 2.560 x 1.440 pixels (QHD). Fora isso, não há muita certeza do que devemos esperar desses próximos lançamentos.

Especula-se, entretanto, que tanto o Nokia 7 quanto o Nokia 8 apresentarão suporte a carregamento rápido, leitor de impressões digitais e sensores de câmera melhores e maiores. No caso específico do Nokia 8, há chances de ele vir com as extremamente conceituadas objetivas Carl-Zeiss.

Caso as informações ventiladas pela fonte do Nokia Power User tenham algum fundo de verdade, então é possível que a HMD Global esteja deixando o segmento topo de linha nas mãos de um possível Nokia 9 — também conhecido como Nokia P1.

Obviamente tudo isso é boato e a única certeza que temos é que a HMD Global lançará seis ou sete smartphones Nokia em 2017. Quatro deles já foram anunciados, então temos pelo menos mais dois vindo aí. Façam suas apostas!

Fonte: Nokia Power User, Pocket-Lint

via Canaltech

Conceito de Nokia C9 criado por designer não-oficial é de cair o queixo

Não é raro vermos o conceito de design de um smartphone que ainda não foi revelado ser imaginado por fãs de uma marca ou interessados pelo assunto em geral. Algumas vezes, a ideia é tão boa que chega a nos fazer pensar: “Como esse cara não trabalha para essa empresa desenhando celulares?”.

É isso que vemos no vídeo feito com renderizações do que poderia ser o Nokia C9, primeiro dispositivo da empresa finlandesa após ter decidido voltar para o mercado de smartphones. Produzidas pelo usuário Concept Creator do Twitter e do YouTube, as imagens mostram um dispositivo de primeira linha com design simples e muito elegante, trazendo uma traseira de couro com costuras aparentes, uma moldura de metal e o logo da empresa na parte central.

Câmera traseira do (possível?) Nokia C9

Bonito por fora, poderoso por dentro

Ainda parte de trás do dispositivo, a imaginação do artista coloca uma câmera com lente Carl Zeiss e sensor de 22.3 megapixels. Outras especificações que o designer colocaria como ideia para o Nokia C9 incluem chipset Snapdragon 835 da Qualcomm e nada menos que 6 GB de memória RAM.

Agora é torcer para que a empresa siga esse caminho para oferecer um dispositivo que, além de ser poderoso em suas especificações, é realmente bonito. Além das imagens, você pode conferir com detalhes o conceito imaginado por Concept Creator para o Nokia C9 no vídeo a seguir:

via Novidades do TecMundo

E o smartphone top de linha da Nokia deve chegar em junho

A Nokia, durante a Mobile World Congress deste ano, trouxe de volta um dos featurephones mais icônicos da história — porém, de maneira repaginada: o 3310. Porém, esse é apenas o começo, e a companhia finlandesa ainda deve apresentar um smartphone bem parrudo em 2017.

De acordo com o Pocket Now, que citou fontes chinesas, a Nokia vai oferecer ao mercado um smartphone com processador Qualcomm Snapdragon 835 e duas opções diferentes de hardware, com telas de tamanhos variados e capacidades para 4 GB e 6 GB de memória RAM.

Um Nokia com Snapdragon 835 e 6 GB de RAM seria sonho?

Os rumores também indicam um aparelho com chassi de metal, uma câmera traseira de 23 megapixels (“no mínimo”) e um preço inicial de US$ 580, cerca de R$ 1,8 mil, sem impostos ou taxas.

Vale lembrar que a Nokia Mobile comentou no Twitter: “nós estamos apenas começando”. O que você acha? Será que a companhia finlandesa, finalmente, está trilhando o caminho da vitória?

via Novidades do TecMundo

A história da Nokia, a empresa que mudou o mundo dos celulares

Você provavelmente conhece — e adora — a Nokia por causa dos celulares indestrutíveis com o “jogo da cobrinha” ou por ser a marca por trás de quase toda a família Windows Phone. Mas a empresa finlandesa tem uma histórica bem mais rica e antiga do que muita gente imagina.

A marca começou praticamente sem relação com o que a consagrou, teve o auge no início da era dos celulares, fez parte de planos da Microsoft que não deram tão certo assim e agora aposta em um retorno triunfal mais voltado para as raízes. No meio de tudo isso, quase foi à falência em mais de um momento, mas conseguiu superar as adversidades e sobreviver.

É uma história cheia de sucessos, quedas, reviravoltas e curiosidades que todo fã de tecnologia precisa conhecer.

Uma fábrica de… Papel?

Você está acostumado a ouvir falar da Nokia como uma empresa de eletrônicos, mas ela começou fazendo uma atividade completamente diferente. A história da Nokia começa oficialmente em 1865 — sim, “mil oitocentos”! — quando o engenheiro Fredrik Idestam resolveu iniciar uma fábrica de papel no sudoeste da Finlândia. A companhia era responsável por procedimentos como transformar lascas de madeira em tábuas e, posteriormente, em folhas.

Um tempo depois, Idestam resolveu inaugurar uma segunda unidade no mesmo país, perto do rio Nokianvirta e da cidade de Nokia. A região serviu de inspiração para batizar a companhia, que não parou de crescer. O engenheiro logo se juntou ao colega empresário Leo Mechelin para transformar o pequeno empreendimento em uma grande companhia da área, inclusive recebendo a participação de acionistas.

Com a aposentadoria de Idestam, em 1896, Mechelin colocou em prática ideias que o fundador não aprovava. A Nokia começa aos poucos a adentrar no mercado de fornecimento de energia elétrica e pega gosto pelo mercado. Porém, uma reviravolta quase enterra esse sonho: a companhia fica próxima da falência por conta da Primeira Guerra Mundial. A salvação veio por meio uma aquisição da fábrica de produtos de borracha Finnish Rubber Works, que utilizava os serviços de geradores da Nokia.

Ildestan e Mechelin, respectivamente. Os primeiros “pais” da Nokia.

Em 1922, a Finnish Rubber Works compra outra empresa local, a Finnish Cable Works. Essa é uma fabricante especializada em cabos e produtos eletrônicos que será a grande base dos futuros empreendimentos da Nokia. É neste momento que entra em cena o terceiro grande homem por trás dos primórdios da marca: Eduard Polón. Ele foi o fundador da Finnish Rubber Works e assumiu como “gestor” conjunto dela, da Cable Works e das fábricas originais. A Nokia só virou uma gigante mesmo em 1967, com a fusão dessas três áreas.

Essa tal tecnologia pode dar certo

Curioso para saber como a Nokia chegou nos celulares? Já estamos chegando lá, mas o primeiro dispositivo eletrônico lançado pela Nokia ainda não foi de telefonia. Em 1962, ela passou a fabricar um analisador de pulso para ser usado em usinas nucleares. Depois, vieram capacitores, uma central telefônica e equipamentos militares de comunicação e transmissão — veja alguns desses produtos jurássicos na galeria abaixo.

Foi só na segunda metade da década de 1990 que a Nokia deixou a Finlândia e a Europa para ganhar o mundo com um aparelho cheio de potencial. Mas nem por isso o setor é menos importante: a área de produção de itens não exatamente destinados ao consumidor e a preocupação também com soluções de infraestrutura permanecem na Nokia até hoje.

A era de ouro dos celulares

Em 1984, a Nokia comprou uma fabricante finlandesa chamada Salora Oy e transformou a parceria na “Nokia-Mobira Oy”. E foi sob essa marca que nasceram alguns dos pioneiros em telefones que podiam ser transportados por aí, como o Mobira Talkman, o Mobira Cityman 900 e o Mobira Senator — este último um telefone para ser usado dentro de carros, tornando-se um símbolo de status entre executivos ricaços e empresários. O líder soviético Mikhail Gorbachev aumentou ainda mais a popularidade do Cityman quando foi fotografado utilizando um desses modelos.

O Mobira Cityman que ficou famoso por causa de Mikhail Gorbachev.

Vendo o potencial do eletrônico, a Nokia continuou ligada não só à produção de hardware, mas também das tecnologias de transmissão. Ela foi uma das marcas mais atuantes no desenvolvimento da Global System for Mobile Communications (GSM) desde a segunda geração, inclusive sendo a responsável pela primeira chamada comercial nesse formato.

Ela foi uma das marcas mais atuantes no desenvolvimento da Global System for Mobile Communications (GSM) desde a segunda geração

O primeiro celular GSM da empresa (e o primeiro produzido comercialmente em massa da categoria) foi o Nokia 1001, que já adotava o famoso formato “tijolão”. Esse foi o início do lançamento das famílias de celulares da fabricante, que utilizou inicialmente o formato numérico nas linhas de 2000 a 9000, passando ainda pelas letras “C”, “E”, “N” e “X”.

Guardados na memória

Conheça ou relembre alguns dos aparelhos lançados pela Nokia a partir da década de 1990 e antes da aquisição da Microsoft, quando a finlandesa se tornou líder do mercado e permaneceu no topo do pódio por mais de uma década.

Nokia 8110 (1996), o celular de “Matrix”

Nokia 9000 Communicator (1996), o “tudo em um”

Nokia 6110 (1998), o primeiro com “Snake”

Nokia 3310 (2000), o indestrutível

Nokia 6650 (2002), o primeiro com 3G

Nokia N-Gage (2002), o portátil que não deu certo

Nokia 1100 (2003), o “barateza” mais vendido do mundo

Nokia N90 (2005), o com a câmera lateral

Symbian: ascensão e queda

E não foi só na fabricação de celulares que a empresa se destacou nesse período. Em 1998, a Nokia lançou o sistema operacional Symbian para assistentes pessoais — aquelas agendas eletrônicas que eram moda na época. Logo, ele passou também a integrar os celulares e a ser licenciado para rodar em modelos de outras marcas.

Durante vários anos, antes que Android e iOS dominassem o mercado, o Symbian reinou solitário em aparelhos de Samsung, Sony Ericsson, Motorola e da própria Nokia. A interface de usuário com maior facilidade de navegação e vários recursos gráficos (hoje bem ultrapassados, mas super avançados e dinâmicos na época) era o principal atrativo do sistema. Porém, uma série de bugs, falhas de segurança e alta fragmentação do mercado por conta das várias versões diferentes existentes levaram a Nokia a perder espaço e a cessar atualizações de software no serviço em 2014.

A era Microsoft

No começo de 2001, a Nokia já mostrava sinais de que talvez não conseguiria acompanhar as mudanças do mercado que ela mesma ajudou a construir. A crise envolveu um recall de baterias que causou um enorme prejuízo na moral e nas finanças da marca (em 2007), a popularização do Android (a partir de 2008) e a demissão de 1,7 mil funcionários (só em 2009) que representavam a companhia ao redor do mundo.

A companhia era “um homem parado em cima de uma plataforma em chamas”

Para apagar o incêndio, quem assumiu como CEO foi Stephen Elop — o primeiro estrangeiro a ocupar o cargo. Antes um executivo da Microsoft, ele ficou famoso por conta de um discurso apocalíptico em que citou que a companhia era “um homem parado em cima de uma plataforma em chamas”.

Em setembro de 2013, quando parecia que a empresa estava novamente destinada a sumir, outro capítulo na história maluca da Nokia começava a ser escrito. Para ingressar com força no mercado de smartphones e tentar bater de frente contra Android e iOS, a gigante Microsoft comprou toda a divisão mobile da parceira finlandesa pelo equivalente a R$ 17 bilhões.

Steve Ballmer (na época ainda CEO da Microsoft) e Stephen Elop comemoram a parceria.

A companhia iniciada por Bill Gates passou a ser dona de aparelhos, serviços e patentes mobile da companhia. Foi uma bomba, é verdade, mas muita gente já esperava a negociação — afinal, a linha Lumia de modelos com Windows Phone já existia sob um acordo de licenciamento firmado dois anos antes. O que mudou é que a Nokia agora foi “absorvida”, passando a operar como uma marca dentro de outra: as linhas “X”, “Asha” e “Lumia”, assim como a divisão de feature phones, passava a ser toda da Microsoft. Até o CEO da Nokia na época, Stephen Elop, assumiu um cargo administrativo na Microsoft.

O “casamento” durou 18 meses, várias linhas de celulares e alguns tablets. O Brasil foi um dos maiores públicos consumidores da marca, muito possivelmente ainda pegando carona na fama da Nokia nos anos anteriores — o país foi o segundo maior mercado consumidor de Windows Phone em todo o mundo em 2015 e o iOS ainda estava atrás dele em meados de 2016.

Os modelos Lumia 925, 920, 820, 720, 620 e 520

Mas o fim da parceria parecia inevitável: a relação estava desgastada por baixo desempenho no mercado, o nome da finlandesa começou a ser removido dos aparelhos para deixar somente “Lumia” e a própria Microsoft abandonou a produção de novos modelos Windows Phone (agora Windows 10 Mobile).

E o que aconteceu com a Nokia “original”?

O que sobrou da empresa após a aquisição da Microsoft ficou impedida de comercializar dispositivos móveis sob o nome Nokia por dois anos, mas manteve alguns negócios. A empresa de redes e infraestrutura Nokia Networks continuou a operar e a fazer grandes parcerias, enquanto a Nokia Technologies nunca parou de desenvolver produtos.

A câmera OZO.

A câmera OZO (para Realidade Virtual) e o tablet com Android Nokia N1 são só algumas das criações. Ela também manteve a patente do “toque de celular da Nokia”, que você muito provavelmente já ouviu por aí em algum lugar e que está presente no novo 3310. Anotou tudo? Esses elementos serão muito importante no capítulo a seguir.

O retorno triunfal

Em 18 de maio de 2016, a Microsoft vendeu a divisão de feature phones da Nokia para a HIF Mobile Ltd, uma subsidiária da fabricante taiwanesa Foxconn, pelo equivalente a R$ 1 bilhão. Até aí, nenhuma grande expectativa estava formada, certo?

Só que uma das parceiras da HIF na aquisição é a também desconhecida HMD Global, uma empresa finlandesa formada por ex-funcionários da equipe de pesquisa e desenvolvimento da Nokia Technologies.

E eles agora são também os novos donos da licença para lançar aparelhos sob a marca “Nokia”, com uma cadeia de produção gigantesca a disposição. Em outras palavras, a boa e velha Nokia voltou para casa.

A boa e velha Nokia voltou para casa.

Os primeiros frutos da parceria entre Foxconn e HMD já começaram. O primeiro passo é o lançamento de uma nova linha de smartphones, agora com Android. O aparelho de estreia, o Nokia 6, foi um sucesso de vendas na China e deve repetir os números ao redor do mundo. Junto com ele, chegaram o Nokia 3 e Nokia 5, apresentados durante a MWC 2017.

A feira, que contou com cobertura completa do TecMundo, também serviu de espaço para o aguardado retorno do Nokia 3310, um feature phone que deve balançar o coração de novos e velhos fãs da marca. Ao que tudo indica, ela está mesmo pronta — e os próximos capítulos têm tudo para terminarem em um final feliz.

via Novidades do TecMundo

Versão luxuosa do novo Nokia 3310 vai custar US$ 3 mil na Rússia

Uma empresa russa especializada em fazer versões de luxo de smartphones e outros aparelhos mobile famosos anunciou que vai lançar o “Gresso 3310”, uma variante “superpremium” do novo Nokia 3310, recém-anunciado na MWC 2017. Esse dispositivo teria uma carcaça totalmente feita de titânio e um acabamento mais fosco, fazendo com que ele lembre muito mais o clássico smartphone dos anos 2000 do que as versões da própria HMD Global.

Os botões do celular serão feitos também em titânio, e a tela provavelmente será preservada da forma que orginalmente será comercializada pela fabricante original. Talvez apenas algum vidro especial seja colocado por cima para proteção contra riscos e quedas.

A parte mais interessante dessa versão luxuosa, entretanto, é a atualização de hardware que a empresa russa, conhecida como “Gresso”, vai fazer. Em vez de uma câmera de 2 MP na parte traseira, a versão “superpremium” vai ter 3 MP, e o armazenamento interno ficará com bem mais espaço: 32 GB.

Demais especificações do Gresso 3310 não devem ser alteradas em relação ao celular original, mas é interessante notar que esse modelo vai custar a bagatela de US$ 3 mil, o equivalente a R$ 9,3 mil na cotação atual. Esse preço, na verdade, não é o mais alto para os padrões dessa empresa. Ela tem um iPhone 7 com carcaça de ouro 18 quilates que sai por, no mínimo, US$ 4 mil ou R$ 12,4 mil.

Contudo, se você é rico e saudoso o suficiente, não fique tão animado, pois o Gresso 3310 ainda não tem uma data concreta para ser lançado no mercado. Felizmente, ele vai contar com a mesma bateria capaz de fazer até 22 horas de chamada de voz e também com o mesmo SO do Nokia 3310 (2017), o que inclui o Snake no pacote.

via Novidades do TecMundo

Smartphones da ‘nova Nokia’ não terão lentes Carl Zeiss ou PureView

O retorno da Nokia às raízes depois da venda da marca para a finlandesa HMD Global fez com que não só os fãs mais velhos da marca se animasse, mas também aqueles que conheceram a companhia quando ela fabricava aparelhos da linha Lumia. Só que a empresa confirmou que uma das características mais marcantes dos dispositivos na “era Microsoft” não será retomada nesse renascimento.

Questionado por um seguidor no Twitter, o perfil oficial da Nokia respondeu que as tradicionais lentes de câmera e tecnologias da Carl Zeiss não serão mais utilizadas nos celulares da empresa. A pergunta ainda envolve a PureView, a série de técnicas utilizadas para gerar imagens com qualidade e zoom incrível em sensores de muitos megapixels. A Nokia não chegou a responder, mas o que aconteceu é conhecido: a Microsoft decidiu manter o direito e as patentes do recurso, que estreou no Nokia 808 PureView.

Confira a mensagem original:

Mesmo com essa perda, ainda não há motivos para preocupação — afinal, isso não significa que os novos smartphones da companhia não terão boa qualidade de câmera. Em outra resposta,a Nokia informa que “investiu em excelentes soluções de imagem” para “câmeras com aberturas largas e criadas para funcionarem em todas as condições”.

via Novidades do TecMundo

O novo Nokia 3310 não vai funcionar na Vivo

O lançamento da nova versão do Nokia 3310 trouxe de volta uma discussão que só teve quem é realmente velho. O celular, que suporta apenas redes 2G, é dual-band e opera nas frequências GSM de 900 e 1.800 MHz, o que não deve ser um problema para usuários da Claro, Oi ou TIM. Mas quem é cliente da Vivo não vai conseguir nem fazer ligações, salvo raras exceções.

A Vivo sempre foi a operadora diferentona do Brasil, desde quando insistia no CDMA enquanto todas as concorrentes eram GSM, e os resquícios dessa estratégia permanecem até hoje. Enquanto Claro, Oi e TIM adotaram o padrão europeu no 2G, a Vivo resolveu apostar nas frequências americanas, de 850 e 1.900 MHz.

É por isso que os celulares da década passada muitas vezes chegavam ao mercado brasileiro em duas versões: uma para a Vivo e outra para o resto. Esse problema foi resolvido com os aparelhos quadriband, que suportavam todas as operadoras, mas o novo Nokia 3310, por algum motivo, tem uma antena tão limitada quanto a do modelo de 17 anos atrás.

Uma das exceções fica por conta dos clientes da Vivo no estado de Minas Gerais, onde são utilizadas as frequências de 900 e 1.800 MHz para o 2G — a operadora reaproveita a antiga rede da Telemig Celular, comprada em 2008. Em algumas regiões, a Vivo chegou a adotar sobras de 1.800 MHz para ampliar a capacidade do 2G, mas sua rede ainda é baseada principalmente em 850 MHz.

Antes de comprar um celular que só faz ligações em 2017, é preciso voltar a pensar nos problemas de 2007.

O novo Nokia 3310 não vai funcionar na Vivo

via Tecnoblog