Ignore a lei por um mundo melhor – e ganhe US$ 250 mil do MIT

Você é do tipo que corta o papel higiênico fora do picote? Que morde a Tortuguita inteira em vez de começar pelas patinhas? Que pede um gole de Yakult para o colega de sala? Então chegou a hora de levar sua desobediência civil e seu desprezo pela moral e pelos bons costumes ao próximo nível.

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a segunda melhor instituição de ensino do mundo, está oferecendo um prêmio de 250 mil dólares para quem peitar as autoridades em nome de uma boa ideia. Você não precisa dar uma surra no exército romano como Asterix, nem adotar a resistência pacífica de Gandhi e de Martin Luther King. Como um bom exemplo de coragem “responsável”, a universidade cita a decisão da Apple de não liberar iPhones com tela de bloqueio protegida por senha para o FBI, a polícia federal norte-americana. Outro caso lembrado foi o de funcionários do Departamento de Energia dos EUA que se negaram a responder a um questionário feito pela equipe de Donald Trump em que seriam forçados a revelar sua participação em conferências de combate a mudanças climáticas.

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“Em muitas grandes instituições há só duas maneiras de fazer progresso”, afirmou Ethan Zuckerman, diretor do Centro para Mídia Cívica do MIT, ao The New York Times. “Uma é quando as pessoas seguem as regras e abrem caminho por meio de processos conhecidos. Outra é quando alguém faz um progresso notável dizendo: ‘olha, esses processos não funcionam mais, eu preciso mudar radicalmente o que eu estou fazendo’.”

Na página de inscrições, a regra é clara: não vale violência, só coragem e criatividade. Para se candidatar, você precisa ter se colocado em risco de alguma forma em nome de uma ideia (só não vale ter morrido no processo – esse detalhe, por incrível que pareça, está no regulamento). A lista de perguntas é curta e objetiva: além de informações básicas de contato, que serão mantidas em sigilo por motivos óbvios, você só precisa explicar qual é seu trabalho desobediente e como ele colabora com o mundo. No começo do hotsite, para inspirar, há uma frase do diretor do Media Lab do MIT, Joi Ito: “Você não muda o mundo obedecendo ordens.”

Falando com a imprensa, Ito é mais diplomático: “se você desafiar as leis sem quebrá-las, é ainda melhor. Leis evoluem conforme o tempo passa, e precisam ser desafiadas para isso.” As inscrições vão até 1º de maio, e o vencedor será anunciado em 21 de julho – se o anúncio não colocá-lo em risco, claro. Ativistas, designers, cientistas e engenheiros estão no comitê de avaliação. O prêmio foi doado por Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn.

via Superinteressante

SP entra hoje na Semana do “Mapeie Seu Mundo” da Google

A Google chama de Guias Locais a comunidade global que compartilha descobertas no Google Maps com o objetivo de ajudar outros usuários a encontrar melhores lugares, conhecer novas pessoas e ter acesso a vantagens exclusivas. A Semana do “Mapeie seu Mundo” — ou Map Your World — começou na segunda-feira (13) e vai até o domingo (19) com encontros desses guias para melhorar o mapa da cidade. Ao todo serão 9 muncípios participantes em todo o mundo e São Paulo entra no evento a partir desta quarta (15).

Você também pode participar mesmo estando fora da capital paulista

Para participar na capital paulista, você pode fazer o seguinte, segundo orientações da própria Gigante das Buscas:

  • Organize ou participe de uma caminhada para assegurar que estabelecimentos estejam listados corretamente no Google Maps
  • Crie ou integre encontros para editar os mapas, procurando por locais faltantes ou atualizando informações de áreas existentes
  • Use o novo recurso de Missões (disponível para Guias Locais no Android) para encontrar regiões próximas que estão com dados imprecisos

Clique aqui para ver a lista de reuniões acontecendo perto de você e aqui para aprender a organizar a sua própria.

Quero participar mas não estou em SP, como faço?

Você ainda pode contribuir, mesmo não estando em São Paulo. Para isso, adicione locais ausentes, edite informações ou use o Missões para encontrar lugares próximos com dados faltantes.

Todas as experiências com o evento vêm sendo compartilhadas com a hashtag #LocalGuides nas redes sociais.

via Novidades do TecMundo

Mundo já ultrapassou marco de 2 bilhões de conexões LTE neste ano

LTE Direct

Seguindo uma trajetória continua de crescimento global, o mundo ultrapassou o marco de 2 bilhões de conexões LTE em fevereiro deste ano, anunciou a associação setorial 5G Americas nesta terça-feira (14), segundo dados da consultoria Ovum.

No total, o crescimento do setor observado nos 12 meses de 2016 foi de 818 milhões de novas assinaturas LTE, um aumento de 74%. A expectativa é que a quarta geração de conectividade móvel siga um avanço veloz nos próximos anos, atingindo o próximo marco de 3 bilhões de conexões em 2018 e 5 bilhões de conexões até 2022.

De acordo com o levantamento, a América do Norte permanece como a região de maior penetração da tecnologia, registrando 298 milhões de assinaturas LTE até o final de 2016.
Com uma população de 360 milhões, o número de conexões já significa uma penetração de 83% – a maior do mundo, disparada. Só no último ano, a região conectou 61 milhões de novos clientes às redes LTE.

A Europa Ocidental mantém a vice-liderança no ranking que conectividade 4G, com uma penetração de 47%. Oceania, Leste e o Sudeste Asiático ocupam a terceira posição global, com 46% da população com acesso à conexão LTE.

América Latina e Caribe

Apesar do momento de instabilidade econômica que atingiu diversos paises da América Latina e Caribe, o que reduziu o número de conexões sem fio, as conexões 4G tiveram um rápido avanço na região em 2016.

"Mesmo nessas condições difíceis, a LTE ainda registrou o maior crescimento de qualquer tecnologia móvel implementada na América Latina, com vários países registrando crescimento de dois dígitos e novas operadoras lançando serviços comerciais LTE", comentou José Otero, Diretor da 5G Americas para América Latina e Caribe.

A participação de mercado da LTE aumentou de 7,7% para 17% até o final de 2016, crescendo mais de 100% na região da América Latina e do Caribe. Só do terceiro para o quarto trimestre do ano passado, a LTE cresceu 21% em apenas três meses, mostrando um "forte desempenho" da tecnologia nos mercados locais, segundo a associação.

No total, o LET atinge hoje 119 milhões de conexões na região, 65 milhões a mais do que no ano anterior. A expectativa é de um crescimento de 24% da participação do 4G no mercado neste ano, que deverá registrar 171 milhões de conexões – inclusive conexões máquina à máquina (M2M).

5G

Apesar de ser uma tecnologia ainda sem implementações comerciais, as redes móveis de quinta geração já devem começar a despontar entre clientes nos próximos anos. Segundo dados do relatório, a expectativa é que a América do Norte registra 11 milhões de conexões 5G já em 2021 – o que representará 44% de todas as conexões 5G do mundo.

via Canaltech

Necromante retorna do mundo dos mortos em Diablo III

Necromante Diablo III

A Blizzard acaba de liberar uma novidade saudosista para os jogadores de Diablo III: Reaper of Souls. Disponível em todas as plataformas, o personagem Necromante retorna a série em versão feminina, masculina e com o mesmo ar pesado de antes.

 Para os novatos, vale um lembrete. O Necromante não é um personagem totalmente novo ao jogo, como franquia. Ainda sem possibilidade de escolha de gênero, ele fez sua primeira aparição em Diablo II, lançado no começo de 2000. O novo Necromante, agora na expansão de Diablo III, continua com o mesmo mote de personagem que devora, ou retorna do mundo dos mortos, os inimigos que você acabou de matar.

 A desenvolvedora apresentou a versão masculina do personagem durante a Blizzcon de 2016, com a feminina apenas nesta semana. Em resumo, ambos os Necromantes podem utilizar sangue e pedaços de cadáveres próximos para proveito próprio, ou para levantar novos aliados. Dá até para explodir o defunto do chão.

 As habilidades incluem:

  • Foice Nefasta: que ataca inimigos em área próxima e restaura a Essência
  • Nova de Sangue: uma explosão de sangue, que causa dano em todos que estão no entorno do personagem
  • Devorar: que consome cadáveres para restaurar alguns pontos de vida e Essência.
  • Golem: que faz exatamente como no Diablo II e cria um golem aliado que segue o Necromante e ataca todos os inimigos da tela
  • Ímpeto Sangrento: sendo uma habilidade que atravessa paredes
  • Parasitismo: que faz com que quando os inimigos afetados forem atacados, a vida que eles perdem retorne como vida extra para o Necromante.

Ainda segundo a Blizzard, foram revisados todos os mapas e colocados itens únicos para o novo personagem. Além do Necromante, a atualização adiciona um mascote, asas cosméticas, dois espaços extras para novos personagens, duas abas de baú, uma moldura de retrato, um pendão, um estandarte e brasão. A novidade chega para todos os jogadores de PC, PS4 e Xbox One, deixando de lado jogadores de PS3 e Xbox 360.

via Canaltech

IBM cria o menor ímã do mundo — e ele tem um mísero átomo

Uma equipe do centro de pesquisa da IBM na cidade de San Jose, na Califórnia, criou o menor ímã do mundo. Sua composição? Um único átomo. Seu objetivo? Tornar o HD de seu computador muito, muito pequeno.

O primeiro disco rígido da história, O IBM 350, foi lançado em setembro de 1957. Ele tinha 1,7 metro de largura e 73 centímetros de altura, mas armazenava só 5MB — o equivalente a uma música de pouco mais de dois minutos em formato MP3. Desde então, ainda bem, as máquinas só diminuíram, e a meta continua sendo armazenar cada vez mais informação em cada vez menos espaço.

Hoje, segundo a IBM, mesmo o melhor dos HDs precisa de 10 mil átomos para armazenar cada bit. Se esse bit pudesse ser armazenado em um único átomo, portanto, o gadget ocuparia 100 mil vezes menos espaço. Moral da história? Aplicando esse filhote de ímã na prática, seria possível guardar toda a biblioteca do iTunes na área de um cartão de crédito.   

Vale lembrar: na teoria da informação, um bit é a menor quantidade de informação que pode ser armazenada ou transmitida. Ele corresponde a um “0” ou a um “1” no código binário é sempre bom lembrar que, em última instância, cada filme, música e livro que você tem salvo no PC é formado por incontáveis zeros e uns. Quando um HD de computador doméstico armazena uma informação, na prática ele só está organizando uma sequência de minúsculos ímãs de forma que a sequência de pólos positivos e negativos seja idêntica à sequência de zeros e uns do arquivo.   

Segundo o artigo científico, publicado na Nature, os átomos usados no experimento são de um elemento hipster da tabela periódica: o hólmio (Ho), conhecido por cientistas justamente por gerar campos magnéticos muito fortes. Uma fileira de hólmios foi posicionada sobre uma placa de óxido de magnésio, e uma corrente elétrica foi usada para mudar a orientação magnética de cada um deles. A recuperação das informações salvas nessa “fila indiana” atômica é tão precisa que, mesmo que as partículas estejam a alguns nanômetros de distância umas das outras — uma distância mil vezes menor que o tamanho de uma célula de seu sangue —, é possível ler a orientação magnética de cada um com precisão. Frank Zappa ficaria feliz: até seus 80 álbuns de estúdio (talvez a maior discografia da história do rock) caberiam em um único fio de cabelo. 

via Superinteressante

Mais um clone do Snapchat: Facebook lança no mundo todo o Messenger Day

Parece que o futuro das interações sociais virtuais, pelo menos imediatamente, tem ligação direta com fotos ou vídeos curtos com tempo de exibição limitado que são transmitidos para seus seguidores: depois do Instagram e do WhatsApp, chegou a vez do Messenger do Facebook também ganhar a sua “função Snapchat”.

Lançado mundialmente hoje, o Messenger Day vai funcionar da mesma maneira que o Instagram Stories e o WhatsApp Status, publicando imagens na vertical que podem ser exibidas por 24 horas. Com a adoção desse formato por essas outras plataformas, muita gente acabou abandonando o Snapchat, que tem certa dificuldade em inovar e manter seu público.

Messenger Day também vai ter filtros, assim como no Snapchat

Tudo pronto!

O Messenger Day deve aparecer na versão brasileira do Messenger na próxima atualização e já vai poder ser usado como mais um substituto para o Snapchat

Esse recurso está sendo testado desde setembro na Polônia e utiliza o mesmo caminho do recurso Messenger Camera, onde já podíamos registrar imagens dessa maneira, mas apenas para enviá-las diretamente para nossos contatos ou salvá-la no celular. Agora ela vai poder ficar ativa por 24 horas para seus amigos verem quantas vezes quiserem nesse período de tempo.

O Messenger Day deve aparecer na versão brasileira do Messenger na próxima atualização e já vai poder ser usado como mais um substituto para o Snapchat, que parece perder espaço cada vez mais com essas cópias que trazem recursos novos e interessantes. E você, acha que esse formato realmente é o futuro das redes sociais e aplicativos de comunicação? Deixe sua opinião aqui nos comentários.

via Novidades do TecMundo

IBM lança primeira plataforma comercial de computação quântica do mundo

Na última segunda-feira (6), a IBM mostrou que está disposta a levar suas incursões no segmento de computação quântica a um novo patamar com o anúncio do IBM Q, uma plataforma comercial com essa temática. A ideia é que o produto possa ser utilizado da mesma forma que outras soluções inteligentes ou cognitivas da casa, oferecendo uma série de API para que desenvolvedores e cientistas. Com isso, profissionais de todas as áreas podem responder dúvidas em montanhas de dados que não seguem um padrão claro.

Todo esse novo sistema é baseado na nuvem e vai permitir que terminais de computação tradicional ganhem acesso a recursos quânticos sem qualquer burocracia. Através do programa Quantum Experience, por exemplo, qualquer pessoa registrada no portal consegue interagir com o processador quântico da IBM, podendo rodar algoritmos, experimentar tutoriais para o segmento, criar simulações apuradas ou simplesmente construir aplicações e serviços que se beneficiem de todo poderio desse tipo de tecnologia.

A computação quântica deve ser o próximo grande habilitador de serviços

“A IBM tem investido há décadas no crescimento do campo de computação quântica e estamos comprometidos em expandir o acesso aos sistemas quânticos e suas capacidades à ciência e às comunidades corporativas”, explica Arvind Krishna, diretor de pesquisas da companhia. Ele acredita ainda que, depois do advento do Watson e do blockchain, a computação quântica deve ser o próximo grande habilitador de serviços prestados por meio da nuvem da casa. O objetivo? “Liderar uma nova era de inovação na indústria”, dispara o executivo.

Tecnologia voltada para o presente e o futuro

Segundo o comunicado da IBM sobre o assunto, essa é apenas a primeira fase de expansão do projeto, que ainda deve ter a sua potência ampliada para cerca de 50 qubits ao longo dos próximos anos – uma marca impressionante para a categoria. Como exemplos de áreas que podem se aproveitar desse tipo de “poder de fogo”, a empresa cita o setor químico, que tanto em sua vertente de pesquisa e de desenvolvimento de produtos trabalham com cálculos de elementos e moléculas que se mostram complexos demais para a computação tradicional.

Não vai ser preciso conhecer esse laboratório de perto para usar seus serviços

Confira abaixo as áreas que podem se beneficiar da novidade:

  • Fornecimento e logística: maximizar a otimização de entregas e suprimento de produtos
  • Serviços financeiros: busca por novos modelos de negócio e redução de risco em investimentos
  • Inteligência artificial: possibilitar que sistema inteligentes aprendam de forma ainda mais rápida podendo consultar imagens e vídeos
  • Segurança na nuvem: utilização das leis da física quântica para ampliar a segurança de dados
  • Remédios e descoberta de materiais: inovações na descoberta de medicamentos e novos materiais com base em novas reações e interações químicas

Ao todo, o ecossistema em torno do IBM Q já conta com 40 mil usuários e pelo menos 275 mil experimentos únicos registrados na plataforma. Agora, um número maior de desenvolvedores, engenheiros, universidade e parceiros comerciais devem levar essa quantidade de adeptos e projetos a uma nova e mais expressiva marca. Será que o futuro da computação quântica realmente não está tão longe quanto imaginávamos? Deixe o seu comentário sobre o tema mais abaixo.

via Novidades do TecMundo

A história da Nokia, a empresa que mudou o mundo dos celulares

Você provavelmente conhece — e adora — a Nokia por causa dos celulares indestrutíveis com o “jogo da cobrinha” ou por ser a marca por trás de quase toda a família Windows Phone. Mas a empresa finlandesa tem uma histórica bem mais rica e antiga do que muita gente imagina.

A marca começou praticamente sem relação com o que a consagrou, teve o auge no início da era dos celulares, fez parte de planos da Microsoft que não deram tão certo assim e agora aposta em um retorno triunfal mais voltado para as raízes. No meio de tudo isso, quase foi à falência em mais de um momento, mas conseguiu superar as adversidades e sobreviver.

É uma história cheia de sucessos, quedas, reviravoltas e curiosidades que todo fã de tecnologia precisa conhecer.

Uma fábrica de… Papel?

Você está acostumado a ouvir falar da Nokia como uma empresa de eletrônicos, mas ela começou fazendo uma atividade completamente diferente. A história da Nokia começa oficialmente em 1865 — sim, “mil oitocentos”! — quando o engenheiro Fredrik Idestam resolveu iniciar uma fábrica de papel no sudoeste da Finlândia. A companhia era responsável por procedimentos como transformar lascas de madeira em tábuas e, posteriormente, em folhas.

Um tempo depois, Idestam resolveu inaugurar uma segunda unidade no mesmo país, perto do rio Nokianvirta e da cidade de Nokia. A região serviu de inspiração para batizar a companhia, que não parou de crescer. O engenheiro logo se juntou ao colega empresário Leo Mechelin para transformar o pequeno empreendimento em uma grande companhia da área, inclusive recebendo a participação de acionistas.

Com a aposentadoria de Idestam, em 1896, Mechelin colocou em prática ideias que o fundador não aprovava. A Nokia começa aos poucos a adentrar no mercado de fornecimento de energia elétrica e pega gosto pelo mercado. Porém, uma reviravolta quase enterra esse sonho: a companhia fica próxima da falência por conta da Primeira Guerra Mundial. A salvação veio por meio uma aquisição da fábrica de produtos de borracha Finnish Rubber Works, que utilizava os serviços de geradores da Nokia.

Ildestan e Mechelin, respectivamente. Os primeiros “pais” da Nokia.

Em 1922, a Finnish Rubber Works compra outra empresa local, a Finnish Cable Works. Essa é uma fabricante especializada em cabos e produtos eletrônicos que será a grande base dos futuros empreendimentos da Nokia. É neste momento que entra em cena o terceiro grande homem por trás dos primórdios da marca: Eduard Polón. Ele foi o fundador da Finnish Rubber Works e assumiu como “gestor” conjunto dela, da Cable Works e das fábricas originais. A Nokia só virou uma gigante mesmo em 1967, com a fusão dessas três áreas.

Essa tal tecnologia pode dar certo

Curioso para saber como a Nokia chegou nos celulares? Já estamos chegando lá, mas o primeiro dispositivo eletrônico lançado pela Nokia ainda não foi de telefonia. Em 1962, ela passou a fabricar um analisador de pulso para ser usado em usinas nucleares. Depois, vieram capacitores, uma central telefônica e equipamentos militares de comunicação e transmissão — veja alguns desses produtos jurássicos na galeria abaixo.

Foi só na segunda metade da década de 1990 que a Nokia deixou a Finlândia e a Europa para ganhar o mundo com um aparelho cheio de potencial. Mas nem por isso o setor é menos importante: a área de produção de itens não exatamente destinados ao consumidor e a preocupação também com soluções de infraestrutura permanecem na Nokia até hoje.

A era de ouro dos celulares

Em 1984, a Nokia comprou uma fabricante finlandesa chamada Salora Oy e transformou a parceria na “Nokia-Mobira Oy”. E foi sob essa marca que nasceram alguns dos pioneiros em telefones que podiam ser transportados por aí, como o Mobira Talkman, o Mobira Cityman 900 e o Mobira Senator — este último um telefone para ser usado dentro de carros, tornando-se um símbolo de status entre executivos ricaços e empresários. O líder soviético Mikhail Gorbachev aumentou ainda mais a popularidade do Cityman quando foi fotografado utilizando um desses modelos.

O Mobira Cityman que ficou famoso por causa de Mikhail Gorbachev.

Vendo o potencial do eletrônico, a Nokia continuou ligada não só à produção de hardware, mas também das tecnologias de transmissão. Ela foi uma das marcas mais atuantes no desenvolvimento da Global System for Mobile Communications (GSM) desde a segunda geração, inclusive sendo a responsável pela primeira chamada comercial nesse formato.

Ela foi uma das marcas mais atuantes no desenvolvimento da Global System for Mobile Communications (GSM) desde a segunda geração

O primeiro celular GSM da empresa (e o primeiro produzido comercialmente em massa da categoria) foi o Nokia 1001, que já adotava o famoso formato “tijolão”. Esse foi o início do lançamento das famílias de celulares da fabricante, que utilizou inicialmente o formato numérico nas linhas de 2000 a 9000, passando ainda pelas letras “C”, “E”, “N” e “X”.

Guardados na memória

Conheça ou relembre alguns dos aparelhos lançados pela Nokia a partir da década de 1990 e antes da aquisição da Microsoft, quando a finlandesa se tornou líder do mercado e permaneceu no topo do pódio por mais de uma década.

Nokia 8110 (1996), o celular de “Matrix”

Nokia 9000 Communicator (1996), o “tudo em um”

Nokia 6110 (1998), o primeiro com “Snake”

Nokia 3310 (2000), o indestrutível

Nokia 6650 (2002), o primeiro com 3G

Nokia N-Gage (2002), o portátil que não deu certo

Nokia 1100 (2003), o “barateza” mais vendido do mundo

Nokia N90 (2005), o com a câmera lateral

Symbian: ascensão e queda

E não foi só na fabricação de celulares que a empresa se destacou nesse período. Em 1998, a Nokia lançou o sistema operacional Symbian para assistentes pessoais — aquelas agendas eletrônicas que eram moda na época. Logo, ele passou também a integrar os celulares e a ser licenciado para rodar em modelos de outras marcas.

Durante vários anos, antes que Android e iOS dominassem o mercado, o Symbian reinou solitário em aparelhos de Samsung, Sony Ericsson, Motorola e da própria Nokia. A interface de usuário com maior facilidade de navegação e vários recursos gráficos (hoje bem ultrapassados, mas super avançados e dinâmicos na época) era o principal atrativo do sistema. Porém, uma série de bugs, falhas de segurança e alta fragmentação do mercado por conta das várias versões diferentes existentes levaram a Nokia a perder espaço e a cessar atualizações de software no serviço em 2014.

A era Microsoft

No começo de 2001, a Nokia já mostrava sinais de que talvez não conseguiria acompanhar as mudanças do mercado que ela mesma ajudou a construir. A crise envolveu um recall de baterias que causou um enorme prejuízo na moral e nas finanças da marca (em 2007), a popularização do Android (a partir de 2008) e a demissão de 1,7 mil funcionários (só em 2009) que representavam a companhia ao redor do mundo.

A companhia era “um homem parado em cima de uma plataforma em chamas”

Para apagar o incêndio, quem assumiu como CEO foi Stephen Elop — o primeiro estrangeiro a ocupar o cargo. Antes um executivo da Microsoft, ele ficou famoso por conta de um discurso apocalíptico em que citou que a companhia era “um homem parado em cima de uma plataforma em chamas”.

Em setembro de 2013, quando parecia que a empresa estava novamente destinada a sumir, outro capítulo na história maluca da Nokia começava a ser escrito. Para ingressar com força no mercado de smartphones e tentar bater de frente contra Android e iOS, a gigante Microsoft comprou toda a divisão mobile da parceira finlandesa pelo equivalente a R$ 17 bilhões.

Steve Ballmer (na época ainda CEO da Microsoft) e Stephen Elop comemoram a parceria.

A companhia iniciada por Bill Gates passou a ser dona de aparelhos, serviços e patentes mobile da companhia. Foi uma bomba, é verdade, mas muita gente já esperava a negociação — afinal, a linha Lumia de modelos com Windows Phone já existia sob um acordo de licenciamento firmado dois anos antes. O que mudou é que a Nokia agora foi “absorvida”, passando a operar como uma marca dentro de outra: as linhas “X”, “Asha” e “Lumia”, assim como a divisão de feature phones, passava a ser toda da Microsoft. Até o CEO da Nokia na época, Stephen Elop, assumiu um cargo administrativo na Microsoft.

O “casamento” durou 18 meses, várias linhas de celulares e alguns tablets. O Brasil foi um dos maiores públicos consumidores da marca, muito possivelmente ainda pegando carona na fama da Nokia nos anos anteriores — o país foi o segundo maior mercado consumidor de Windows Phone em todo o mundo em 2015 e o iOS ainda estava atrás dele em meados de 2016.

Os modelos Lumia 925, 920, 820, 720, 620 e 520

Mas o fim da parceria parecia inevitável: a relação estava desgastada por baixo desempenho no mercado, o nome da finlandesa começou a ser removido dos aparelhos para deixar somente “Lumia” e a própria Microsoft abandonou a produção de novos modelos Windows Phone (agora Windows 10 Mobile).

E o que aconteceu com a Nokia “original”?

O que sobrou da empresa após a aquisição da Microsoft ficou impedida de comercializar dispositivos móveis sob o nome Nokia por dois anos, mas manteve alguns negócios. A empresa de redes e infraestrutura Nokia Networks continuou a operar e a fazer grandes parcerias, enquanto a Nokia Technologies nunca parou de desenvolver produtos.

A câmera OZO.

A câmera OZO (para Realidade Virtual) e o tablet com Android Nokia N1 são só algumas das criações. Ela também manteve a patente do “toque de celular da Nokia”, que você muito provavelmente já ouviu por aí em algum lugar e que está presente no novo 3310. Anotou tudo? Esses elementos serão muito importante no capítulo a seguir.

O retorno triunfal

Em 18 de maio de 2016, a Microsoft vendeu a divisão de feature phones da Nokia para a HIF Mobile Ltd, uma subsidiária da fabricante taiwanesa Foxconn, pelo equivalente a R$ 1 bilhão. Até aí, nenhuma grande expectativa estava formada, certo?

Só que uma das parceiras da HIF na aquisição é a também desconhecida HMD Global, uma empresa finlandesa formada por ex-funcionários da equipe de pesquisa e desenvolvimento da Nokia Technologies.

E eles agora são também os novos donos da licença para lançar aparelhos sob a marca “Nokia”, com uma cadeia de produção gigantesca a disposição. Em outras palavras, a boa e velha Nokia voltou para casa.

A boa e velha Nokia voltou para casa.

Os primeiros frutos da parceria entre Foxconn e HMD já começaram. O primeiro passo é o lançamento de uma nova linha de smartphones, agora com Android. O aparelho de estreia, o Nokia 6, foi um sucesso de vendas na China e deve repetir os números ao redor do mundo. Junto com ele, chegaram o Nokia 3 e Nokia 5, apresentados durante a MWC 2017.

A feira, que contou com cobertura completa do TecMundo, também serviu de espaço para o aguardado retorno do Nokia 3310, um feature phone que deve balançar o coração de novos e velhos fãs da marca. Ao que tudo indica, ela está mesmo pronta — e os próximos capítulos têm tudo para terminarem em um final feliz.

via Novidades do TecMundo

Conheça o primeiro aparelho do mundo que combina smartphone e câmera 360°

Câmeras 360° estão começando a ficar populares, e plataformas de vídeo como o YouTube e o Facebook já suportam esse tipo de conteúdo há um bom tempo. Sendo assim, já que as redes sociais já estão se adaptando ao formato, porque não incluir uma câmera dessas em um smartphone? A chinesa ProTruly tomou o desafio para si e criou esse aparelho exótico aí: o Darling.

O Darling leva aquela história de câmera “saidinha” muito além do que já vimos até agora

Como você consegue perceber nas imagens, o smartphone tem um design pouco usual, e isso é fruto da câmera que filma em 360°. Ela tem um sensor duplo, um na frente e outro atrás, ambos acompanhados por lentes muito protuberantes. Portanto, o Darling leva aquela história de câmera “saidinha” muito além do que já vimos até agora. Seja como for, a fabricante chinesa afirma que este é o primeiro smartphone do mundo a contar com uma câmera 360° embutida.

Naturalmente, o celular, conta com a possibilidade de enviar seus vídeos para as redes sociais sem maiores problemas, e qualquer usuário com ou sem um visualizador de VR pode consumir o conteúdo. É possível também visualizar os clipes direto no telefone, mas com esse efeito esférico meio estranho aí.

Há ainda duas versões, ambas com as mesmas especificações, porém com acabamentos diferentes. Um tem corpo metálico e partes plásticas em volta da câmera, enquanto o outro traz couro e diamantes genuínos no lugar do plástico. Segundo o China Daily, o mais “básico” sai por algo em torno de R$ 1.850, e o mais luxuoso por R$ 4 mil.

Em questão de hardware, ambos contam com uma tela Full HD de 5,5’’ e tecnologia Super AMOLED. O processador é um MediaTek Helio X20, acompanhado por 4 GB de RAM. Isso quer dizer que ele praticamente conta com um hardware top de linha para fazer jus a todo esse preço, ainda mais considerando que as câmeras de 13 MP são um chamariz a mais..

Não há qualquer expectativa de esses smartphones serem vendidos no mercado brasileiro ou qualquer outra parte do mundo além da China, entretanto.

via Novidades do TecMundo

Uber usou ferramenta secreta para enganar autoridades no mundo todo

Uber

A Uber, que vem lidando com uma série de problemas, entre eles as acusações de ex-funcionários sobre uma cultura de sexismo na companhia e de suposto roubo de propriedade intelectual, tem seu nome envolvido em uma nova polêmica.

Segundo ex-funcionários relataram ao The New York Times, a empresa está engajada, durante anos, em um programa mundial para enganar autoridades em mercados onde seu serviço de transporte estava sofrendo resistência por agências regulatórias ou, em alguns casos, tinha sido banido.

O programa envolve uma ferramenta chamada Greyball que usa os dados coletados do app da Uber e outras técnicas para identificar e escapar das autoridades. A Uber usou esses métodos para fugir de autoridades em cidades como Boston, Paris e Las Vegas, e em países como Austrália, China, Itália e Coréia do Sul.

A ferramenta faz parte de um programa mais amplo chamado VTOS, abreviação de "violação dos termos de serviço", que a Uber criou para erradicar as pessoas que achava que estavam usando ou visando seu serviço de forma inadequada. Eles foram adotados em 2014 e permanecem em uso, principalmente fora dos Estados Unidos.

Em um momento em que a Uber já está sob escrutínio por conta de sua cultura de trabalho, o uso do sistema Greyball mostra até que ponto a empresa está disposta a ir para dominar o seu mercado. A companhia tem violado leis e regulamentações para obter vantagem contra os provedores de serviços de transporte, um “modus operandi” que ajudou a expandi-la em mais de 70 países e lhe rendeu uma avaliação de cerca de US$ 70 bilhões.

Fonte: New York Times

via Canaltech