Britânicos são presos por tentarem hackear a Microsoft

Hacker

Dois homens foram presos nesta quinta-feira (22), na Inglaterra, em associação a inúmeras tentativas de invadir os sistemas da Microsoft. Os hackers de 22 e 25 anos de idade foram presos nas cidades de Sleaford e Bracknell, respectivamente, e fariam parte de um esquema maior que tem como objetivo roubar dados de clientes e usuários dos softwares da companhia.

A investigação vinha acontecendo desde o começo do ano e contou com a participação da própria Microsoft, que fornecia dados das tentativas de invasão para a polícia. De acordo com as informações das autoridades, foram diversas tentativas de ataques entre janeiro e março, e algumas foram até bem-sucedidas, apesar de os criminosos não terem obtido acesso aos dados. Não se sabe, entretanto, que tipo de informação eles foram capazes de visualizar.

Em declarações, o detetive Rob Bryant, responsável por liderar o time de investigadores que cuida do caso, afirmou que os hackers possuíam alto nível técnico. Além das prisões, a polícia e também equipes especializadas em crimes cibernéticos apreenderam equipamentos e documentos que, esperam, possam levar à captura de outros envolvidos nessa operação.

A Microsoft também se pronunciou sobre o assunto, frisando que os dados de seus usuários estão seguros. A empresa não confirmou as informações da polícia, que diz que os hackers obtiveram acesso aos sistemas, afirmando apenas que sua base de dados está íntegra e todos os softwares continuam funcionando sem problemas.

A companhia, ainda, aproveitou para enaltecer o trabalho rápido das autoridades na investigação e captura de alguns dos envolvidos, além do funcionamento dos próprios sistemas, que não apenas impediram as invasões, mas foram capazes de coletar informações claras sobre o ocorrido. A Microsoft diz ter times de especialistas trabalhando junto à polícia para que mais ações contra os hackers possam ser realizadas em breve.

Os dois acusados serão enquadrados em uma lei britânica que regula o uso mal-intencionado de computadores e softwares. Eles foram indiciados por crime cibernético e tentativa de acesso não-autorizado a máquinas de terceiros, podendo ser condenados à prisão, além de penas restritivas quanto ao uso de tecnologia.

Fonte: BBC

via Canaltech

Veja como está o Whiteboard, app da Microsoft voltado para educação

Whiteboard

Uma das apostas para o futuro da Microsoft está no setor da educação, e um pouco dessa proposta já pode ser conferida pelos usuários após o vazamento do app Whiteboard. Apresentado durante o evento de anúncio da nova linha Surface, em maio, o software ainda em estágio Beta vazou na madrugada desta sexta-feira (23) e, apesar de ainda em estágio preliminar, já traz muitas de suas funcionalidades.

Com foco em canetas stylus, a solução conta com réguas, corretores de formas geométricas e outros artifícios para a realização de desenhos de precisão. Ferramentas de colaboração também fazem parte do pacote, com os usuários podendo se conectar e desenharem todos em um mesmo quadro, apesar de esta funcionalidade não estar disponível na versão vazada.

Chamada de “Education Preview”, a edição que surgiu na internet ainda traz opções específicas para escolas, como o suporte a telas touchscreen maiores e integração com outros aplicativos da Microsoft. Mecanismos de busca também estão integrados, assim como a possibilidade de criar gráficos e equações, com resultados aparecendo de forma instantânea no quadro.

Como está em versão Beta, entretanto, o Whiteboard vazado ainda não tem todas as suas funcionalidades. A opção de salvar as anotações na nuvem, por exemplo, não está disponível, assim como todo e qualquer outro tipo de utilização que dependa de uma conta da Microsoft, uma vez que a possibilidade de login a partir do software ainda está desativada.

Por outro lado, o aplicativo já se mostra bem próximo de uma versão final, sem apresentar bugs ou problemas de funcionamento. O Whiteboard ainda não tem uma data marcada para lançamento, mas a empresa prometeu liberá-lo nos próximos meses.

Fonte: The Verge

via Canaltech

Vazamento mostra aplicativo da Microsoft para desenhos com caneta stylus

O Whiteboard dá mais precisão nas formas desenhadas e compreende escrita cursiva realizando até buscas de imagens usando essas informações

Após ter apresentado um pouco do aplicativo Whiteboard para Windows 10 no evento do Surface Pro no mês passado, a Microsoft vai ter que lidar agora com um vazamento do programa, que caiu na internet e já está sendo usado por algumas pessoas. Vale lembrar que o app só seria lançado mais para o final do ano.

O lado bom disso é que podemos matar um pouco mais da nossa curiosidade sobre o aplicativo de desenho que tem suporte para caneta stylus. Tendo como foco a educação, o Whiteboard dá mais precisão nas formas desenhadas, compreende escrita cursiva realizando até buscas de imagens usando essas informações, e faz pinturas automáticas.

A versão vazada é chamada de “Education Preview”, tem como foco escolas e instituições de educação e apresenta uma grande variedade de ferramentas como canetas de todas as formas e tamanhos, borracha, recortes e um recurso bastante impressionante: você pode escrever à mão uma equação matemática e ela é automaticamente mostrada em um gráfico que você pode editar.

Além disso, o aplicativo vai permitir a realização de trabalhos colaborativos (que não pode ser testada pois não funciona na versão vazada) e possui um sistema de formas inteligentes que “entende” o que você está tentando desenhar e corrige alguns traços para você. A Microsoft não se pronunciou sobre o vazamento.

via Novidades do TecMundo

Microsoft: ‘É mais justo comparar o Xbox One X com um PC do que o PS4 Pro’

Com a promessa de ser o console de mesa mais poderoso já fabricado, o Xbox One X chegará ao mercado por US$ 500 – o que significa que o dispositivo custará US$ 100 a mais que seu principal concorrente, o PlayStation 4 Pro. Acontece que a Microsoft não enxerga o videogame da Sony como um rival, pelo menos não diretamente, e explica porquê acredita que existe uma diferenciação entre as duas máquinas.

Em entrevista ao site GameSpot, o gerente geral de serviços da marca Xbox, Dave McCarthy, afirmou que o Xbox One X é um console único, não apenas pelo preço, mas também quando se trata de poder. Neste caso, o executivo explicou que o PC, e não o PS4 Pro, é o aparelho que mais se aproxima à proposta do novo console. Por este motivo, ele justifica o valor de US$ 500, pois alia qualidade e custo benefício – e, logo, é mais justo compará-lo a um computador do que com o console da Sony.

“Até aonde eu sei, não há nada que ofereça uma combinação de poder e desempenho ao preço que estamos oferecendo [com o Xbox One X]. Em termos de capacidade, se eu fizesse uma comparação sobre os recursos, como os 6 teraflops, a memória RAM extra, uma verdadeira experiência de jogo em 4K e suporte a HDR, eu faria mais uma comparação com um PC. E na questão no preço, acho que temos um ótimo dispositivo premium quando falamos em termos de operação desses recursos”, disse.

O fim das gerações de consoles?

Outra bandeira levantada pela Microsoft com o Xbox One X é o fim das gerações de consoles como as conhecemos. Ao jornal britânico The Telegraphy, McCarthy disse que a companhia estudou formas de avançar com melhorias de hardware, mas sem abandonar o que já foi conquistado.

“Tradicionalmente, como fabricantes de plataformas, a coisa mais difícil para nós é como você apresenta uma inovação sem sacrificar a compatibilidade. Sempre foi um dilema em cada geração: vamos deixar os jogos das pessoas para trás na mudança [de geração]?”, declarou. “Removemos essa fronteira geracional, e estamos dando um passo significativo no suporte para jogos 4K”.

A Microsoft acredita que a ideia de retrocompatibilidade é um grande negócio para empresa porque tira dos jogadores um sentimento de que eles têm de desistir de seus games antigos sempre que uma nova geração é iniciada. Segundo McCarthy, “os jogos que você já possui no Xbox One, os que você vai comprar este ano e aqueles que você terá no futuro vão funcionar em toda a família de dispositivos Xbox (One, One S e One X)”.

O Xbox One X chega aos Estados Unidos no dia 7 novembro por US$ 500. Ainda não há previsão de lançamento do console aqui no Brasil.

Via TecMundo Games

via Novidades do TecMundo

Microsoft: gerações não são boas para a indústria e para os consumidores

Com o lançamento do Xbox One X, a Microsoft criou um momento inédito na indústria, no qual uma nova plataforma é muito superior em hardware a sua antecessora, mas ambas são consideradas “da mesma geração”. Isso não deve ser surpresa para quem acompanha a empresa, que quer transformar nossos conceitos de plataformas de mesa e proporcionar métodos para que todos os jogadores aproveitem seus games.

Estamos trabalhando de uma nova maneira e temos que pensar em todas as partes do processo

Em uma entrevistas concedida à Wired, Albert Penello, diretor sênior de gerência de produto do Xbox, esclareceu como o poder crescente de plataformas pode trazer benefícios. Segundo ele, o modelo de gerações adotado até o momento não é benéfico nem para a indústria nem para os consumidores, e um foco maior nos softwares seria melhor para todos.

“Estamos na oitava geração de consoles desde 1977 — ou você pode voltar para 74 quando o Magnavox Odyssey saiu — e trabalhamos assim desde então”, afirma Penello. “Estamos trabalhando de uma nova maneira e temos que pensar em todas as partes do processo, incluindo o desenvolvedor, o consumidor, o nome, nossa mensagem e como queremos contar essa história e garantir que respeitamos o que há de incrível nos consoles ao introduzir essa ideia”.

Estudo cuidadoso

Segundo o executivo, o cuidado da Microsoft vai ao ponto de manter a mesma ordem de conectores na parte traseira do Xbox One X, garantindo que aqueles que vão fazer um upgrade não tenham problema durante o processo. “Eu não quero quebrar os consoles, eu os amo. Eu não quero tornar novos sistemas algo anual, acredito que ninguém quer isso. Mas quem sabe que tipo de tecnologias as pessoas vão inventar?”.

Em longo prazo, o plano da empresa é que os compradores de qualquer versão do Xbox One vão poder ter acesso ao mesmo catálogo de jogos — o que inclui iniciativas como a retrocompatibilidade com a versão original do video game. Com isso, um upgrade de hardware passa a depender mais da vontade de ter gráficos mais detalhados e um desempenho aprimorado do que de algo necessário para acessar determinada biblioteca de jogos.

via Novidades do TecMundo

Para Microsoft, suposto número de PCs infectados com o Fireball é exagerado

O mundo foi pego de surpresa com uma nova ameaça digital divulgada no início de junho. O malware Fireball já teria infectado mais de 250 milhões de máquinas ao redor do mundo e estaria sequestrando navegadores em todo o mundo para gerar tráfego em páginas específicas (e a mesma prática poderia ser usada para causar ainda mais danos).

O membro da equipe do Windows Defender Hamish O’Dea reconhece a existência do problema, mas duvida da sua amplitude. Para ele “a magnitude do seu alcance pode ter sido exagerada” e, além disso, a Microsoft já contaria com recursos para enfrentar a situação. “Usuários do Windows estão protegidos deste grupo de ameaças com o antivírus Windows Defender e a Ferramenta de Remoção de Softwares Mal-intencionado da Microsoft (MSRT)”, afirma.

Número real vs. Número estimado

O Fireball funciona assim: um malware modifica a página inicial e o buscador padrão do avegador infectado, fazendo com que o usuário seja levado a outras páginas e, com isso, gere tráfego para sites específicos (lembre-se que, na internet, tráfego vale dinheiro). E é com base nisso que O’Dea acredita que o número de 250 milhões infectados é impreciso.

Para ele, a Check Point, empresa de segurança responsável por revelar a enorme quantidade de PCs com o Fireball, se baseou apenas no número de visitas por meio de redirecionamento aos serviços de buscas usados pelo malware. Isso pode gerar uma distorção na informação sobre o alcance do problema.

Para o representante da Microsoft, muita gente pode ter chegado às páginas por meios orgânicos, ou seja, sem o redirecionamento enganoso do malware. “As páginas de buscas geram receita independentemente de como um usuário chega até ela”, escreve O’Dea. “Alguns usuários podem ter carregado a página durante uma navegação normal na web, via anúncios ou estacionamento de domínio.”

Para profissional da Microsoft, método usado pela se chegar aos 250 milhões de PCs infectados gerou distorções na informação

Outro ponto levantado por O’Dea é o método usado para se chegar aos 250 milhões de acessos. Para ele, a Check Point se baseou em dados da Alexa, serviço que mede a popularidade de páginas na internet, mas esse medidor não levaria em conta acessos gerados a partir de mecanismos como o Fireball. “O tráfico estimado pela Alexa para os domínios do Fireball, por exemplo, difere do [tráfico estimado pelo] concorrente SimilarWeb.”

Check Point reanalisa seus dados

Em comunicado, a Check Point afirma que está reanalisando os dados. “Nós tentamos reavaliar o número de infecções e, a partir de dados recentes, temos certeza de que o número [de máquinas infectadas] é de pelo menos 40 milhões, mas ele pode ser ainda maior”, afirma a diretora de inteligência da empresa Maya Horowitz.

via Novidades do TecMundo

Microsoft admite desligar antivírus no Windows 10, mas apenas “por segurança”

Dicas Windows 10

Sabe aquele antivírus que você instalou em seu computador para aproveitar o Windows 10 sem ser incomodado por nenhuma ameaça externa? Pois ele pode simplesmente não estar funcionando — e a culpa disso é da própria Microsoft. Por mais surreal que seja tudo isso, a companhia admitiu que realmente desligou antivírus concorrentes de maneira proposital em seu sistema operacional, o que gerou uma polêmica enorme em torno do caso.

Tudo começou no início deste mês, quando a Kaspersky acusou a empresa de deletar seu programa de computadores sem a permissão dos usuários. A questão foi levada à Comissão Europeia, responsável pela regulamentação de normas de competição no Velho Mundo, que acusou a Microsoft de se aproveitar de sua posição no mercado, praticamente dominando o setor de sistemas operacionais, para tirar seus concorrentes do caminho.

E a própria Microsoft respondeu à questão admitindo que realmente adotou essa prática, justificando o porquê disso. Embora não cite exatamente a Kaspersky no processo, a empresa afirma que desativa os antivírus instalados no Windows 10 exatamente para proteger os usuários do sistema operacional. Parece algo sem sentido, mas a alegação é que, ao fazer isso, ela permite que os usuários tenham acesso a funções adicionadas a cada atualização. Em tese, ela considera que os antivírus não são capazes de acompanhar cada update do sistema e, por isso, os desativa até que eles passem a suportar a versão mais recente.

Assim, quando o Windows 10 percebe que o antivírus não é capaz de oferecer proteção suficiente para o sistema, ele automaticamente ativa do Windows Defender para dar conta do recado, desativando o programa que deveria cumprir esse papel originalmente.

Para contornar esse tipo de situação um tanto quanto delicada, a empresa de Redmond diz estar trabalhando em conjunto exatamente para desenvolver soluções de segurança mais eficientes, fazendo com que essas proteções se adaptem às evoluções do Windows 10 para proteger de verdade o usuário.

É claro que isso não responde a todas as questões da briga com a Kaspersky e tampouco põe um ponto final nessa história. É uma explicação plausível, é verdade, mas que ainda apresenta várias brechas que a Microsoft precisa justificar no futuro.

Via: Microsoft

via Canaltech

Microsoft vai trocar notas fiscais por créditos na Xbox Live

Controle Xbox

A Microsoft trouxe uma excelente novidade para os jogadores brasileiros. A partir de agora, os jogos comprados para o Xbox One e Xbox 360 vão se reverter em mais benefícios, incluindo em crédito para a compra de novos games. A ideia da empresa é fazer com que o consumidor consiga trocar a nota fiscal da sua compra por pontos na Xbox Live. Assim, quanto mais produtos ele adquire, mais crédito recebe na loja digital.

Para participar da promoção, no entanto, é preciso cumprir alguns requisitos básicos. Primeiramente, somente as notas fiscais emitidas depois do dia 23 de maio de 2017 são consideradas válidas. Cumprindo essa exigência, basta acessar o site da promoção, fazer o login e realizar o cadastro das compras. Com isso, você receberá um e-mail com um código que vai garantir os pontos na Live.

Toda essa política criada para o resgate das notas é algo feito exatamente para evitar que os transtornos do mês passado se repitam. Em maio, a Microsoft já tentou fazer algo parecido, oferecendo extensão de assinatura e crédito na conta para quem adquirisse um pacote da Live Gold. O problema é que, na época, a promoção não durou nem um dia depois de os usuários encontrarem uma série de falhas que permitiu burlar o sistema de diferentes formas. Assim, diante do abuso, a promoção foi suspensa e totalmente reformulada.

Via: Microsoft Brasil

via Canaltech

O buraco de segurança da Microsoft no coração do hacking às eleições americanas

Documento da NSA mostra que agência russa lançou campanha de phishing contra empresa de sistemas eleitorais dos EUA. Anexos estavam documentos do Microsoft Word

via IDG Now!

A história da Microsoft, a gigante de Redmond [vídeo]

Chegou a hora de contar a trajetória de uma das empresas de tecnologia que está presente em praticamente todos os principais mercados do setor e tem o domínio absoluto em sistemas operacionais em computadores. A Microsoft está em desktops, notebooks, celulares, programas e serviços — seja como líder de mercado ou um dos grandes nomes. E essa quase hegemonia já dura algumas décadas, sem sinal de enfraquecimento.

A jornada dela começa de forma bem simples, com dois amigos empenhados, mas fazendo negociações bastante arriscadas. Logo, lançamentos como o MS-DOS e o Windows balançaram o mercado e consagraram essa companhia. A seguir, conheça essa história.

VIDEO

O começo de tudo

A Microsoft é fundada em 1975 por William Henry “Bill” Gates 3º e Paul Gardner Allen, amigos de infância com uma paixão em comum por tecnologia. Allen já trabalhava no ramo da informática há pouco tempo, mas Bill ainda frequentava a faculdade.

Antes de começar a primeira companhia “oficial”, eles já mantinham um pequeno negócio chamado Traf-O-Data. Esse sistema criava relatórios de trânsito a partir da leitura de dados e não durou muito tempo, mas já avisada ao mundo: essa dupla tinha potencial.

Tudo começou mesmo quando Allen mostra ao futuro sócio uma capa da revista Popular Electronics com o Altair 8800, um computador que era revolucionário na época. Empolgados, eles começaram a desenvolver um software interpretador em linguagem BASIC para esse modelo. Em seguida, a dupla entra em contato com a fabricante MITS oferecendo o negócio.

O problema é que eles só tinham a ideia na cabeça e nada mais. Em poucas semanas, a dupla constrói o programa do zero em uma simulação e, contrariando todas as hipóteses, ganha o contrato. É aí que a Microsoft nasce na cidade de Albuquerque, no estado do Novo México. Sem escolha, Bill Gates abandona a faculdade pra se dedicar só ao trabalho.

Nasce uma empresa

O nome Microsoft foi escolhido por Allen e mistura as palavras microprocessador e software. Isso indica que a empresa seria inicialmente focada em programas para chips cada vez menores, o que se provou uma aposta bem certeira sobre o futuro.

Como você pode ver acima, a primeira logo é bem sem graça: toda em preto e branco, com o nome separado e desenhado em linhas curvas. Bill Gates é nomeado como o primeiro CEO.

No fim da década de 1970, a ainda pequena Microsoft se muda com seus 13 funcionários para Bellevue, em Washington. Nesse período, ela cria um sistema operacional chamado Xenix, baseado em Unix e licenciado para a operadora AT&T.

Foto tirada em 1978 com 11 dos 13 primeiros funcionários da Microsoft. Gates e Allen estão na base da imagem.

Ela começa mesmo a brilhar quando assina um contrato com a IBM, maior empresa da área na época. Ela iria fornecer um sistema operacional para o primeiro computador pessoal da gigante, o clássico IBM PC. O problema? De novo, a Microsoft não tinha nada pronto!

Ela então licencia um sistema já finalizado chamado QDOS de uma fabricante local por apenas 25 mil dólares e faz algumas alterações, chamando ele de MS-DOS. O acordo com a IBM foi de 430 mil dólares (ou seja, extremamente lucrativo), além de uma cláusula que liberava a Microsoft pra vender o produto pra outras companhias.

Em 81, o contrato com a IBM acabou com o lançamento do PC e o MS-DOS explodiu ainda mais, já que era um dos poucos sistemas operacionais populares da época.

Primeiros lançamentos

Já o primeiro hardware da companhia foi o Z-80 SoftCard, uma placa com um processador integrado para que outras máquinas rodassem o sistema operacional CP/M e seus aplicativos. Um dos principais clientes? Ninguém menos que Steve Jobs e seu Apple II. As duas ainda vão se cruzar várias vezes nessa história.

Um aparelho da Apple com chip Microsoft? Sim, já existiu!

Em 1983, a Microsoft lança o seu primeiro mouse. Mas o principal produto nem era ele, e sim uma ferramenta chamada Multi-Tool Word. Esse editor de texto que aceitava diferentes formatações de escrita logo ficaria conhecido como Word.

Ele era um dos primeiros programas compatíveis com o mouse e foi o primeiro distribuído em disquete em uma revista, uma prática que ficou muito famosa nos anos seguintes. Ela ainda abre uma pequena editora nessa época e um dos primeiros trabalhos impressos por lá foi o… Apple Macintosh Book.

Mas o negócio deles era mesmo software. Nesse mesmo ano de 83, 30% de todos os computadores pessoais do mundo tinham o dedo da Microsoft. Só que nem tudo são boas notícias, já que Paul Allen deixa a empresa após ser diagnosticado com a doença de Hodgkin.

O Microsoft Office

A segunda metade da década de 1980 é um período de criatividade fértil na empresa, com o lançamento da primeira versão de vários produtos de sucesso e que existem até hoje. 

O editor de planilhas Excel, por exemplo, foi lançado em 1982 pelo nome de Multiplan, mas só ganhou o nome oficial em três anos depois. Consegue imaginar a organização em planilhas assim?

Já o PowerPoint nem pertencia à Microsoft. Ele saiu pela primeira vez em 1987 com o nome de Presenter, até que a empresa comprou a desenvolvedora Forethought.

A versão que conhecemos hoje veio em 1990. Especialmente o Excel foi um duro golpe na Lotus, uma desenvolvedora de software que por vários anos tentou rivalizar com a Microsoft, mas perdeu qualquer chance de vitória.

Uma versão jurássica do PowerPoint ainda sob a desenvolvedora antiga (e no Mac).

Esses editores seriam todos unidos em um pacote chamado Microsoft Works, que saiu primeiro no Macintosh, e em 1989 apareceu no Windows já sob o nome de Microsoft Office.

De volta para 1986, a Microsoft se muda novamente, agora pra Redmond, onde fica a atual sede. Ela também faz a oferta pública de ações e levanta 61 milhões de dólares na jogada. No ano seguinte, Bill Gates entra na lista de pessoas mais ricas do mundo da revista Forbes pela primeira vez, sendo o mais jovem milionário da história sem ter herdado alguma fortuna. Ele conquistou o posto de homem mais rico do mundo em 1995, quando já acumulava quase 13 bilhões de dólares.

Uma janela para o sucesso

O Windows 1.0 saiu em 1985, um ano depois do lançamento do Macintosh, que teve ajuda da própria Microsoft no desenvolvimento de programas.

Essa primeira versão não fez o sucesso esperado, já que era nada mais do que uma interface gráfica multitarefas pro MS-DOS. Mas ele era também o primeiro do tipo a ser comercializado em massa, e logo a tecnologia se espalhou.

Ao mesmo tempo, ela ajudou a produzir o OS/2 para a IBM, que depois virou um rival, mas nem de longe arranhou essa nova sensação do mercado. A amizade com a empresa só foi desfeita por causa da linha Windows NT, que é voltada pro mercado corporativo e concorria direto com o OS/2.

Antes disso, mais uma polêmica com a IBM: o órgão regulador do comércio nos Estados Unidos investigou as duas marcas por suspeita de controle de mercado pela dupla: o MS-DOS dominando os consumidores e o OS/2 voltado pra executivos. Não foram registradas penalizações.

Lançado em 1990, o Windows 3.0 fez história por ser o primeiro a permitir multitarefas e por melhorar de forma radical o design da interface. Essa foi a primeira versão de muita gente veterana em PCs por aí, inclusive no Brasil, e também marcou a estreia do game Paciência. Já o Campo Minado apareceu dois anos depois, no Windows 3.1.

Tanto o desenvolvimento de programas pra outra marca quanto lançar um sistema gráfico eram lances ousados da Microsoft.

Cada vez mais, a Microsoft estava consolidada como uma empresa de software. E, mesmo já indo tão bem, a era de domínio quase absoluto do Windows ainda nem tinha começado.

Sentimentos mistos: nasce o Internet Explorer

Em 24 de agosto de 1995, a Microsoft apresenta o Windows 95 com uma campanha de marketing absurda.  Se deu certo? Ele ultrapassou 1 milhão de cópias vendidas em só quatro dias! Essa versão trouxe uma série de novidades que viraram obrigatórias nas edições futuras e são queridas por muita gente, como o Menu Iniciar e a Barra de Tarefas.

Foi aqui também que surgiu o navegador Internet Explorer. Ele ficou de fora do Windows 95 original, mas vinha em um pacote Plus de atualização. A ideia da Microsoft foi embutir o Internet Explorer como navegador padrão em todos os computadores com Windows, matando concorrentes como o Netscape e dominando a internet.

Isso também chegou a ser investigado como prática ilegal de mercado, mas virou padrão da empresa mesmo assim.

O IE chegou a ter 95% do mercado no começo dos anos 2000 e só começou a cair a partir de 2004, quando surgiu o Firefox, e ainda mais 2008, com o Google Chrome. Lentidão na navegação, brechas de segurança e uma interface que parecia atrasada em relação aos novos rivais foram os principais responsáveis. Ele foi aposentado pelo Microsoft Edge em 2015.

Pode confessar, você só usava o Internet Explorer pra baixar o navegador favorito em um PC novo ou formatado.

Com o Windows 95, surge o The Microsoft Network, um serviço de internet discada que depois virou um portal de conteúdo multimídia e uma marca própria.

A sigla? MSN. Já o MSN Messenger que a gente tanto sente falta foi lançado em 1999. Ele foi renomeado para Windows Live Messenger em 2006 e descontinuado em 2013, pra dar preferência ao Skype nos sistemas de comunicação da empresa. 

Vai dizer que você não sente falta de chamar a atenção dos outros e colocar aqueles subnicks cheios de indiretas?

A consolidação definitiva

Percebe a estratégia da Microsoft que fez ela virar essa gigante? Ela fazia acordos de distribuição e licenciamentos matadores com fabricantes de PC e colocava o serviço dela em tudo. Era difícil achar um computador nessa época que não tivesse o sistema operacional ou ao menos algum programa da empresa.

Em 1997, os caminhos de Apple e Microsoft voltam a se cruzar. A Maçã andava mal das pernas financeiramente e Steve Jobs havia acabado de retornar como CEO. Durante uma edição do evento Macworld, Jobs anuncia uma parceria com a companhia de Gates, que investiu 150 milhões na rival pra liberar o suporte ao Office e tornar o Internet Explorer padrão no Mac por cinco anos.

A Apple também topou encerrar o processo de acusação de plágio do Windows, que teria copiado o Mac OS. A plateia não recebeu nada bem a notícia.

Já o Windows 98 também foi só alegria em vendas e elogios. Tanto ele quanto o 95 tinham aqueles protetores de tela clássicos de canos coloridos, labirintos, casa assombrada e fundo do mar. Quer saber mais? Calma! O TecMundo ainda vai falar sobre o Windows em um vídeo separado, detalhando cada versão

Um ano antes, em 1997, a Microsoft compra um serviço de correio eletrônico que estava bombando, o Hotmail, e faz dele o seu serviço padrão. Em 2013 ele teve o nome trocado pra Outlook.com.

O fim de uma era

Em 2000, bomba na Microsoft! Assume como CEO Steve Ballmer, o trigésimo funcionário da história da empresa. Ele já estava há 20 anos na empresa como gerente de vendas — e, acredite se quiser, ainda tinha cabelo no começo da carreira.

Ballmer sempre foi muito enérgico no palco, mas seus momentos mais icônicos foram na apresentação do Windows 1.0 e durante o evento de 25 anos da companhia, em que ele entrou pra história com o bordão “Developers! Developers! Developers!”.

Seguindo a vida

A Microsoft entra no mercado de consoles só em 2001, com o primeiro Xbox. Ele não foi um sucesso de cara, mas já mostrava que vinha uma competidora por aí. Assim como a gente não contou a história do PlayStation no vídeo da Sony, fica ligado que vem um só sobre o Xbox por aí.

Avançando um pouco mais no tempo, o Windows 8 foi uma grande revolução na interface com a Metro, as tiles e o Menu Iniciar modificado pra ser usado também em tablets. Só que o público não curtiu muito, mas o sistema voltou a ser elogiado pelo Windows 10, de 2015.

Entre novidades mais recentes, a gente tem que citar ainda o .NET Framework, de 2002, a plataforma de desenvolvimento e execução de serviços. Ela tem variantes como a Silverlight, usado em gigantes como a Netflix.

Já o sistema de busca Bing surge em 2009 pra competir com o Google. A linha Surface de híbridos entre tablet e laptop surgiu em 2012, mais voltado pra produtividade. E tem ainda o super ambicioso projeto HoloLens, que traz realidade virtual e holografia num só aparelho.

Pedras no caminho

E não tem só sucesso, não! Ao longo dos anos, algumas decisões da Microsoft deram muito errado. Um dos maiores destaques negativos é o Windows Millemium Edition, ou ME, que saiu em 2000. Ele era bastante instável e repleto de bugs, fazendo muita gente voltar ao bom e velho 98.

O Vista também foi mal recebido, apesar de estrear a interface Aero. Ele foi considerado bem inferior ao sucesso Windows XP, inclusive por ser pesado e lento.

E tem ainda o Zune, um player de música que queria destronar o iPod (sendo que muita gente acreditava que ele era mesmo melhor que o rival). O resultado? Nem arranhou a concorrência e foi descontinuado.

Os acertos e erros do Windows Phone

A entrada no mundo mobile acontece bem mais cedo do que você imagina.

Sim, o Windows Phone só foi oficializado em 2010 para competir com Android e iOS. Só que o projeto já era antigo: a Microsoft já tinha o Windows CE desde 96 pra aparelhos como assistentes pessoais, que evoluiu para PocketPC em 2000 e finalmente Windows Mobile, em 2003.

O Windows Phone teve as versões 7, 8 e 8.1 antes de virar Windows 10 Mobile. A interface em tiles, a assistente pessoal Cortana e a integração com OneDrive e Windows Live eram alguns dos maiores destaques do produto. Outro passo importante foi a compra da divisão mobile da Nokia em 2013, que a gente já contou aqui no canal.

A Microsoft não conseguiu tirar a liderança de Apple e Google, mas se deu bem em alguns mercados, como aqui no Brasil. Infelizmente, hoje a empresa quase não dá atenção aos smartphones e a linha Lumia, mas vai que os rumores do Surface Phone viram realidade?

A era Nadella

Em 2014, nova mudança da cadeira de CEO. Quem assume é Satya Nadella, que era vice presidente executivo da divisão de nuvem e mercados corporativos. E isso já indica qual seria um dos principais focos da Microsoft daqui pra frente.

O serviço de computação em nuvem da empresa, o Azure, começou em 2010. Ele oferece centenas de serviços de infraestrutura, armazenamento, máquinas virtuais, processamento de dados e hospedagem

Uma das maiores apostas recentes da empresa, o Azure está cada vez mais difundido entre consumidores e empresas de todos os tamanhos.

Tem ainda o Office 365, versão online do editor de conteúdo, que também caiu no gosto de muita gente.

E que fim levou os ex-CEOs? Ballmer comprou um time de basquete da NBA, o Los Angeles Clippers, e continua muito louco. Já Gates se aposentou do trabalho diário na Microsoft ainda em 2008 pra se dedicar ao trabalho com filantropia e pesquisas em saúde pela Bill & Melinda Gates Foundation. Ainda com 2% da empresa que ajudou a fundar, ele continua no quadro de conselheiros e na lista de mais ricos do mundo.

Se você quer ver a história de algum produto, empresa ou serviço contada no canal do TecMundo, é só deixar a sugestão nos comentários. Confira as outras trajetórias que já contamos neste quadro:

via Novidades do TecMundo