Homem é preso por estupro virtual no interior de Minas Gerais

Um homem de 19 anos foi preso na cidade de Carmo do Paranaíba, no interior de Minas Gerais, acusado, entre outros crimes, de praticar “estupro virtual”. Ele utilizava perfis falsos no Facebook para chantagear e ameaças as vítimas de morte enquanto exigia o envio de fotos e vídeos explícitos.

De acordo com a Polícia Civil, que conduziu as investigações, os alvos não conheciam a identidade real do acusado, mas já haviam sido perseguidas por ele. Mesmo utilizando perfil falso, o homem tinha detalhes sobre suas rotinas e endereços, artifícios que eram usados para fazer ameaças depois que a confiança das vítimas era conquistada.

A intimidação só piorava depois da obtenção das primeiras fotos e vídeos. A partir daí, além das sugestões de violência, o acusado ameaçava enviar o conteúdo para familiares, namorados e colegas de trabalho caso as retratadas não enviassem mais imagens ou fizessem transferências em dinheiro. Em um dos casos, os pais de uma das vítimas chegaram a pagar R$ 3 mil.

A polícia chegou ao acusado após colher o depoimento de cinco mulheres, com idades entre 16 e 24 anos. Uma delas chegou a tentar suicídio devido à pressão que era exercida pelo homem, além de narrarem os momentos de terror sofridos enquanto eram perseguidas sem saberem exatamente por quem. As autoridades acreditam que mais pessoas tenham sido vítimas do crime, dentro e fora da cidade de Carmo do Paranaíba, que fica a 360 km da capital, Belo Horizonte.

Além de prender o acusado, que confessou o que fez e não teve identidade revelada, a polícia apreendeu computadores e celulares que eram usados durante as ameaças. Na memória, vídeos e fotos das vítimas foram encontradas, além de outro conteúdo pornográfico com menores de idade. Com tudo isso, o homem foi acusado de pedofilia, extorsão e “estupro virtual”, no segundo caso do tipo registrado no país.

Apesar de não ser um crime previsto especificamente no Brasil, essa modalidade passou a ser possível a partir de uma mudança no artigo 213 do Código Penal, realizada em 2009. Por ela, o estupro passou a ser caracterizado como qualquer ato sexual praticado a partir de constrangimento, grave ameaça ou violência, mesmo que não exista contato físico entre agressor e vítima.

Para a polícia, o estupro virtual é cometido quanto o criminoso faz com que alguém envie fotos, vídeos e outros materiais por meio de redes sociais, mensageiros ou aplicativos contra a própria vontade. O primeiro caso desse tipo foi registrado em agosto deste ano, em Teresina (PI), quando um homem produziu imagens da vítima enquanto ela dormia e utilizou o conteúdo para chantageá-la, em troca de mais fotos e vídeos explícitos.

via Canaltech

Confira tudo o que rolou na convenção Star Trek de São Paulo

No último sábado (23), aconteceu em São Paulo a primeira edição da TrekkerCon, convenção voltada para os fãs da franquia Star Trek (ou Jornada nas Estrelas, como a produção foi chamada no Brasil). O evento reuniu fãs e especialistas na obra de Gene Roddenberry com exposição de memorabílias, produtos à venda, cosplays, performances e palestras.

A convenção ocupou dois andares do Senac Aclimação. Enquanto o primeiro foi o escolhido para abrigar a exposição de relíquias de Sidnei T., considerado o maior colecionador de artigos de Star Trek do Brasil, e palco das palestras que rolaram durante todo o dia; o quinto andar do prédio foi dedicado para os expositores, que venderam produtos desde chaveiros e bottons, até fantasias e réplicas das naves que vimos na TV.

Já as apresentações foram rolando ao longo do dia em espaços diversos, como foi o caso do Ritual de Inicialização Klingon. Também rolou uma queda por pinça vulcana e demonstrações de gritos Klingon.

Uma outra sala escura abrigou o pessoal que queria se tornar piloto de nave estelar por um dia, contando com um simulador de ponte de comando em seus computadores, com tudo sendo exibido no telão.

Ainda que todas essas atrações tenham sido muito bacanas para o verdadeiro fã de Star Trek, o carro-chefe da convenção foram mesmo as palestras. Entre os temas abordados nos painéis, os destaques foram para o bate-papo sobre ficção científica literária, mulheres que se destacaram nas produções de Star Trek, e uma conversa sobre a nova série da franquia que acaba de estrear na Netflix, Star Trek: Discovery.

Para esses painéis, a organização do evento chamou pessoas que são verdadeiras autoridades no assunto aqui no Brasil, como autores de livros de ficção científica, membros do fã-clube Star Trekkers, além de administradores de sites e vlogs especializados como o Diário do Capitão, Frota Estelar Brasil, Trek Brasilis e até mesmo o pessoal do Conselho Jedi de São Paulo.

É isso mesmo: na TrekkerCon, não existe "treta" entre Star Trek e Star Wars! O tema, inclusive, foi tema de um painel especial sobre as duas franquias. Também vimos pessoas fantasiadas como Chewbacca, ou portando sabres de luz – tudo com a mais perfeita harmonia. 

O retorno de Star Trek às telinhas

Depois de Star Trek ter retornado em grande estilo aos cinemas, graças ao reboot da história da série clássica pelas mãos do diretor J. J. Abrams, que começou com o longa Star Trek em 2009, passando por Star Trek: Além da Escuridão, em 2013, para depois recebermos Star Trek: Sem Fronteiras sob a direção de Justin Lin, agora é a vez da televisão voltar a exibir uma produção Star Trek à altura da criação de Roddenberry.

Star Trek: Discovery estreou no domingo (24) pela CBS All Access, o serviço de streaming da emissora norte-americana. Criada por Bryan Fuller e Alex Kurtzman, a série é a sétima da franquia Star Trek e se passa mais ou menos uma década antes dos eventos revelados na série clássica, dos anos 1960. Ao longo dos próximos episódios, que serão exibidos também pela Netflix após a transmissão nos Estados Unidos, veremos a nave USS Discovery explorando novos mundos e civilizações, do jeitinho que a gente gosta.

via Canaltech

Dubai inicia testes com táxis voadores autônomos

Enquanto empresas e governos de boa parte do mundo ainda se batem com relação aos carros que se dirigem sozinhos, Dubai demonstrou, mais uma vez, estar vivendo no futuro. A cidade dos Emirados Árabes Unidos realizou nesta terça-feira (26) os primeiros testes de um serviço de táxis voadores autônomos que deve ser implementado em até cinco anos.

Os veículos, semelhantes a um drone, mas com capacidade para duas pessoas, voaram por cerca de cinco minutos a 200 metros de altura e seguiram uma rota curta sobre um campo de testes. Sem passageiros, os testes tinham como objetivo atestar a autonomia, estabilidade e capacidade de pouso e decolagem dos táxis, todos quesitos em que ele se saiu muito bem, obrigado.

O experimento foi a primeira parte de um projeto desenvolvido em uma parceria entre o xeque Hamdan bin Mohammed, príncipe-herdeiro de Dubai, e as agências reguladoras de tráfego aéreo e transportes terrestres da cidade. Agora, com os resultados, eles pretendem trabalhar em certificação e regulamentação dos protótipos, de forma a caminhar na direção de um serviço que seja efetivamente implementado.

A ideia é criar uma série de rotas aéreas sobre a cidade, com pontos definidos para chegada e partida dos drones. Tudo funcionaria de maneira autônoma, com os passageiros voando sozinhos no interior do táxi aéreo, mas com controle direto a partir de uma central localizada bem no meio dos caminhos a serem seguidos pelos veículos.

Produzidos pela Volocopter, uma empresa alemã, os drones que estão sendo usados para os testes também são aqueles que serão aplicados no projeto piloto, com as devidas atualizações. A versão usada no experimento tem autonomia de voo de 30 minutos e é capaz de atingir uma velocidade de até 10 km/h, apesar de, durante o voo, a recomendação é pela manutenção dos cerca de 50 km/h. 18 rotores na parte superior garantem a redundância, bem como nove sistemas independentes de baterias sempre em funcionamento.

A expectativa das autoridades de Dubai e também do xeque que financia todo o projeto é inaugurar o sistema de táxis voadores autônomos em 2022. Além das agências governamentais locais, a Uber também escolheu a cidade para uma iniciativa semelhante, que ainda está sendo desenvolvida e deve ser apresentada em 2020.

via Canaltech

Instagram agora permite moderar comentários em fotos

O Instagram anunciou nesta terça-feira (26) uma atualização cujo principal intuito é combater o assédio e o uso de palavras impróprias nos comentários das fotos.

Caso a sua conta seja pública, agora é possível limitar quais usuários podem comentar suas fotos, optando por restringir esta função para pessoas que você segue, apenas aos seus seguidores ou somente aos seus seguidores e as pessoas que elas seguem na rede social.

Nova função de limitar comentários no Instagram (Reprodução: Instagram)

Além disso, o filtro automático de comentários também foi ampliado com a adição de novos idiomas: árabe, francês, alemão e português. A premissa deste recurso, lançado inicialmente apenas com suporte ao inglês, é utilizar a tecnologia de aprendizado de máquina (machine learning) para bloquear comentários com determinados termos impróprios de acordo com o contexto em que eles são utilizados.

Outra novidade apresentada pelo Instagram está na parte de transmissão de vídeos ao vivo, que acaba de receber as funções de auxílio psicológico para criadores de conteúdos. O objeitvo é oferecer um canal de conversa com voluntários, dicas sobre saúde mental e até mesmo sugestões para interagir com amigos.

Recurso de auxílio psicológico em transmissões ao vivo no Instagram (Reprodução: Instagram)

Apesar de tal medida parecer um pouco estranha, basta considerar os trágicos casos de suicídios em transmissões ao vivo no Facebook Live para entender a importância desta nova ferramenta de auxílio no Instagram.

O Instagram está disponível para Android, iOS e Windows Phone.

via Canaltech

Netflix está oferecendo seus serviços para companhias aéreas

Para a Netflix, não basta apenas ser a líder mundial do mercado de streaming, pois ela também quer expandir o alcance de sua plataforma às alturas. A companhia revelou estar oferecendo seus serviços para companhias aéreas, de forma a permitir que os passageiros continuem a assistir os filmes e séries que estão em seu catálogo mesmo durante o voo.

Trata-se, mais do que uma iniciativa para aumentar o engajamento dos assinantes. A ideia é reduzir os custos das próprias linhas aéreas com o uso da internet durante o voo. A Netflix afirma já observar números significativos de utilização de seus serviços por passageiros, principalmente, em viagens longas, e deseja melhorar o serviço para eles também.

A empresa enxerga a questão como matemática básica. Os serviços de Wi-Fi a bordo, normalmente, são pagos e não costumam ser baratos – o que faz com que os clientes sejam mais exigentes quanto a velocidade e estabilidade. Garantir que a internet funcione a dezenas de milhares de pés de altura é um desafio que se torna ainda mais complexo quando as pessoas estão realizando streaming.

Alguns aviões da Virgin já contam com Netflix como opção de entretenimento a bordo

A oferta da Netflix está relacionada a seus sistemas de compactação de fluxo de dados, que ela promete ser capaz de reduzir os gastos com banda em até 75%. Além disso, ela estaria disposta a dividir a conta da internet, também oferecendo acesso gratuito a seus assinantes durante o voo, algo que já existe, hoje, em alguns trechos operados por companhias como Qantas, Aeromexico e Virgin, nas quais não é preciso adquirir um pacote de acesso para usufruir do acervo de conteúdo.

Além, é claro, das benesses de sempre. Caso a Netflix se transforme no sistema de entretenimento padrão em linhas aéreas, a taxa de assinantes pode aumentar, afinal de contas, os passageiros podem desejar continuar assistindo House of Cards depois que chegarem em seus destinos – uma adesão que também poderá ser feita durante o voo.

Apesar de ter falado sobre o assunto abertamente durante um evento voltado para tecnologias para a indústria aérea, entretanto, a Netflix não comentou sobre possíveis acordos em andamento. A empresa disse, apenas, já estar em negociação com companhias aéreas para testes e futura implementação da tecnologia.

via Canaltech

Você pode explorar sete novos parques nacionais usando o Google Street View

O Google Street View acaba de receber sete novas opções de parques brasileiros para explorar, oferecendo viagens virtuais por diversas reservas naturais de São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão e Paraná.

Para desfrutar do passeio, basta abrir o Street View em seu computador ou por meio do smartphone e explorar as belezas dos vastos e conhecidos Lençóis Maranhenses (MA), a predominância do verde no Parque Nacional do Itatiaia (RJ) ou todas as belezas do Parque Estadual Ilha do Mel (PR).

Lençóis Maranhenses (MA) no Street View

Confira a lista completa de novas localidades no Street View:

Para coletar os novos materiais do Street View, a Google utilizou a mochila tecnológica Trekker, que conta com 15 câmeras acopladas no topo para capturar as fotografias em 360 graus.

O mesmo método também foi utilizado para incluir outras nove localidades brasileiras, incluindo o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, a Chapada dos Guimarães, o Mirante do Último Adeus do Parque de Itatiaia, entre outras paisagens naturais do país.

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CEO da Microsoft diz ter sido contra compra da Nokia

Quem acompanha a indústria da tecnologia sabe que a trajetória da Microsoft ao lado da Nokia e todo o trabalho da empresa com o Windows Phone foi, no mínimo, bizarra. E, agora, vem a informação de que o negócio teve opositores antes mesmo de acontecer e dentro da própria companhia, com Satya Nadella afirmando ter votado contra a proposta.

É uma situação que data do início de 2013, quando o então CEO, Steve Ballmer, fez uma enquete interna, com outros diretores da empresa, sobre a possibilidade de compra da fabricante. Para ele, essa era a única forma de alavancar o Windows Phone como um concorrente de peso para o Android, da Google, e o iOS, da Apple. Nadella, entretanto, acreditava que já era tarde demais.

Ele, na época, era diretor dos negócios da Microsoft para a nuvem, e fazia parte do conselho interno do CEO. Nadella acreditava que era tarde demais, e não satisfeito em votar “não” na enquete, ainda tentou convencer Ballmer pessoalmente, junto com outros executivos, de que a aquisição da Nokia era um erro, algo com o que até mesmo o fundador da empresa, Bill Gates, concordava.

Prova disso é que, interrompendo seu silêncio costumeiro com relação a esse aspecto da empresa que fundou, o executivo disse, nesta semana, que está usando um smartphone Android adquirido recentemente. Gates não falou em marcas ou modelos, nem confirmou se utilizava um aparelho da Nokia antes disso, dizendo apenas que o sistema operacional da Google tem o atendido bem em suas tarefas diárias. Seus computadores e outros dispositivos, entretanto, são todos Windows.

Para Nadella, mesmo naquela época, o Windows Phone já estava atrás da concorrência, não apenas em termos de penetração no mercado, mas também de funcionalidades. Novidades que já eram notícia velha no Android e iOS eram anunciadas com pompa para os dispositivos da gigante de Redmond e os avanços não eram suficientes nem mesmo para animar as audiências, quanto mais reverter usuários das outras plataformas para a própria.

Ainda assim, Ballmer decidiu seguir adiante, uma opção que causou negatividade entre os conselheiros da empresa e, mais tarde, foi citada como a gota d’água que levou à sua saída do cargo de presidente executivo, apenas um mês antes da conclusão da compra da Nokia. Nadella foi seu sucessor, e por mais que tenha tentado manter a estratégia mobile da empresa, não demorou muito para que esse esforço fosse encerrado.

Para Nadella, o maior custo de todo o negócio foi a perda de talentos, fruto das demissões que aconteceram antes, durante e depois a operação errônea da Microsoft com a Nokia. Segundo ele, as dispensas atingiram o cerne da empresa e fizeram com que ela perdesse gente que poderia ser importante para os negócios futuros.

As declarações estão no livro Hit Refresh, lançado nesta semana e escrito por Satya Nadella. Nele, o executivo fala sobre seu trabalho na Microsoft, desde os tempos em que entrou na empresa até sua subida para a gerência executiva, analisando a maneira com a qual contribuiu para ela e como privilegiou o capital humano nessa ascensão. A publicação ainda é inédita no Brasil.

Fonte: Business Insider, Fox News

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iPhone X tem bateria menor do que a do iPhone 6 Plus

A Apple pouco fala sobre as especificações técnicas de seus dispositivos durante o lançamento, e com o iPhone X não foi diferente. Mas um documento da agência chinesa de telecomunicações, a TENAA, revelou que a bateria do iPhone X é ligeiramente maior do que a do iPhone 8 Plus.

Segundo a agência, o iPhone X possui uma bateria com capacidade de 2.716 mAh, contra 2.675 mAh do iPhone 8 Plus. Comparado às versões de 5,5 polegadas dos antecessores, o iPhone X possui uma bateria pequena, vencendo apenas o modelo mais recente. Ele fica para trás do iPhone 6 Plus (2.915 mAh), iPhone 6s Plus (2.750 mAh) e iPhone 7 Plus (2.900 mAh).

Em relação aos principais concorrentes da Samsung, o iPhone X fica ainda mais para trás. O Galaxy S8 conta com uma bateria de 3.000 mAh, enquanto que o Galaxy S8+ possui uma bateria de 3.500 mAh. O Galaxy Note 8 também fica à frente do smartphone da Apple, visto que possui uma bateria com capacidade de 3.300 mAh.

No entanto, apesar de a bateria possuir uma capacidade menor do que dos modelos comparados acima, isso não significa que a autonomia do iPhone X será menor que a dos seus antecessores. A Apple promete que a eficiência do novo processador, somado à nova tela OLED e o iOS 11 melhorarão o desempenho energético do dispositivo.

Além da capacidade da bateria do iPhone X, a TENAA confirmou anteriormente que o dispositivo conta com 3 GB de RAM, assim como o iPhone 8 Plus, e possui um processador A11 Bionic que roda a 2,4 GHz.

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Ações do Facebook têm pior resultado desde novembro

As ações do Facebook sofreram uma baixa de 4,5% ao longo das negociações desta segunda-feira (25), chegando ao pior resultado registrado desde novembro do ano passado. Foi um dia tumultuado, marcado pelo retorno de Mark Zuckerberg ao posto de CEO, do qual ele estava afastado durante licença paternidade, e pela resolução de conflitos pelas mãos do próprio fundador da empresa.

No centro das tensões que levaram a uma aparente redução da confiabilidade dos investidores estão questões políticas e de controle da companhia. Primeiro, a notícia de que o Facebook entregou ao Congresso norte-americano, na última quinta-feira (21), dados sobre três mil anúncios realizados na plataforma durante as eleições do ano passado, supostamente feitos a partir de perfis falsos sediados na Rússia.

Trata-se de uma colaboração entre a rede social e as investigações, ainda em andamento, sobre uma possível interferência do Kremlin nos resultados que levaram Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. A rede social é citada constantemente nesse processo como um dos grandes vetores de manipulação da opinião pública em uma operação orquestrada por hackers, trabalhando sob financiamento do governo russo, para controlar o resultado das eleições americanas.

Ao mesmo tempo, também chegou ao fim um processo movido por investidores que estavam preocupados quanto à desvalorização de suas ações por meio da emissão de novas cotas de classe C, que geram rendimentos, mas não dão aos proprietários o direito a voto. Para os reclamantes, a separação entre poder de decisão e interesses econômicos seria danosa para a companhia – uma vez que a proposta seria aumentar ainda mais o capital da empresa, mas sem que seu fundador e CEO reduzisse o próprio controle.

Como parte do acordo, o CEO desistiu do plano de abertura de novas ações. Em vez disso, prometeu vender entre 35 milhões e 75 milhões de suas próprias cotas ao longo dos próximos 18 meses, de forma a financiar a operação da Chan Zuckerberg Initiative, uma organização voltada para usar a tecnologia no atendimento a questões sociais como a burocracia na utilização de serviços públicos e a dificuldade de acesso à informação em países emergentes.

Para analistas, o envolvimento cada vez maior do Facebook na investigação com relação às eleições americanas de 2016 pode ser vista com maus olhos pela Casa Branca. Levando em conta o ímpeto revanchista de Donald Trump, isso poderia significar em uma redução do apoio federal à rede social e um possível aumento no escrutínio com relação a normas e regulações.

Além disso, uma diluição da própria quantidade de ações também pegou mal para o mercado. Costumeiramente, a posse de uma boa quantidade de cotas por executivos de uma mesma empresa seria uma sinalização de que tudo vai bem e há confiança no futuro, enquanto o contrário, como anunciado por Zuckerberg em resposta ao processo, é visto no sentido oposto. Não caiu muito bem a notícia de que o CEO estaria disposto a diluir a própria participação para focar em iniciativas próprias.

Não ajudou, ainda, o fato de todo o mercado de tecnologia ter atingido baixa neste começo de semana. O índice Nasdaq fechou o dia com baixa de 0,9%, enquanto o índice de companhias do ramo aferido diariamente pela Standard & Poor’s 500 também encerrou a segunda-feira em baixa de 1,4%.

Apesar da queda, não há motivo para alerta vermelho. Para especialistas, a queda no valor das ações veio acompanhada de um volume de transações três vezes maior que o dos últimos 30 dias para o Facebook, com uma operação equilibrada entre venda e compra. Isso significa que há interesse e o movimento representa mais o mercado se reajustando do que uma saída em massa de investidores preocupados com o futuro da rede social.

Fonte: CNBC

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Campanha de Donald Trump tentou infiltrar funcionário no Facebook

A campanha eleitoral de 2016 nos Estados Unidos, que decidiu quem seria o novo presidente da república no país, conta com um novo detalhe curioso no início desta semana. A equipe de campanha de Donald Trump tentou infiltrar alguém no Facebook com a finalidade de obter "informações sobre o processo de candidatura a empregos" na rede social.

A descoberta foi feita através de uma troca de e-mails entre Chris Gacek, ex-funcionário do Congresso dos Estados Unidos e que hoje trabalha para a Family Research Council, e Steve Bannon, atualmente chairman executivo do Breitbart News, mas que passou a trabalhar como chefe de campanha de Trump dias após o recebimento do e-mail. A ideia partiu de Gacek, que ficou sabendo, através do LinkedIn, de uma vaga de desenvolvedor de estratégias políticas no WhatsApp e sugeriu a infiltração para Bannon.

"Há uma (vaga) para encarregado de políticas públicas em Washington na divisão de WhatsApp do Facebook", avisou Gacek. No e-mail, o ex-funcionário do Congresso afirmou que considerava a vaga uma "oportunidade perfeita" para apresentar candidatos que pudessem repassar informações valiosas a Bannon. "Isso parece perfeito para que o Breidbart inunde a zona com candidatos de todos os tipos que vão reportar a você (…) com informações sobre o processo de candidatura a empregos no Facebook", explicou Gacek. A partir daí Bannon repassou o e-mail ao diretor de tecnologia do Breitbart News, Milo Yiannopoulos, perguntando se ele poderia envolver a equipe de campanha de Trump neste processo. Yiannopoulos reencaminhou a mensagem a um grupo de pesquisadores, que respondeu que seria difícil atingir o objetivo que eles queriam sem chamar atenção.

Por fim, o plano acabou não funcionando e o Facebook contratou Christine Turner, ex-funcionária no Conselho Nacional de Segurança na gestão Barack Obama. No entanto, a tentativa secreta de encontrar uma maneira de infiltrar um funcionário no Facebook revela o temor dos conservadores norte-americanos que veem o Facebook e outras grandes empresas de tecnologia como apoiadores liberais que suprimem as visões de direita. Sheryl Sandberg, COO do Facebook, é apenas uma das simpatizantes do partido democrata, já que é uma doadora constante e que colaborou para a campanha de Hillary Clinton no ano passado.

Por outro lado, um detalhe importante envolvendo Bannon e a Breitbart News durante a campanha de Trump é que suas notícias foram consideradas "fake news", termo usado pelo magnata para classificar informações contrárias a ele na imprensa tradicional.

via Canaltech