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TIM reformula pré-pago e lança planos sem bônus na franquia de dados

A TIM reformulou o portfólio do pré-pago e lançou novos planos um pouco fora do que costumamos encontrar no mercado. Em vez de oferecer opções baseadas na franquia de internet, o TIM Pré Top tem franquia proporcional à recarga do cliente. Por exemplo, se você comprar R$ 20 de créditos, terá 2 GB por duas semanas. Se forem R$ 40, são 4 GB por quatro semanas. Facebook, Messenger, Twitter e WhatsApp não descontam da franquia.

Veja as opções:

  • 7 dias – 1 GB por R$ 10
  • 10 dias – 1,4 GB por R$ 15
  • 14 dias – 2 GB por R$ 20
  • 21 dias – 3 GB por R$ 30
  • 28 dias – 4 GB por R$ 40

A franquia de internet é proporcional a quanto o cliente recarregou. Por exemplo, o cliente que carregar R$ 10 e estiver nesse plano terá contratado automaticamente o serviço para 7 dias corridos, totalizando 1 GB de internet.

Parece confuso, e sinceramente é mesmo: a verdade é que a TIM cobra cerca de R$ 1,43 por dia de serviço, e a diária inclui 147 MB de internet.

Além da quantidade de internet estabelecida pela diária, o plano possui ligações ilimitadas para qualquer operadora, além de SMS ilimitado para TIM e 100 mensagens para números de outras operadoras. O TIM Pré Top também permite acesso sem descontar da franquia ao Facebook, Facebook Messenger, Twitter e WhatsApp, além do acesso ao app TIM Empregos.

No seu site, a TIM destaca que é possível contratar o serviço por 30 dias com 4,3 GB pelo valor de R$ 50, mas na verdade sobram R$ 7,14 em créditos que podem ser utilizados em outras diárias de R$ 1,43 — para comprar mais internet — ou em serviços avulsos.

Da mesma forma, o site menciona recargas de R$ 50, R$ 60 e R$ 100 com os mesmos 4,3 GB, mas com a diferença de créditos livres para utilizar com novas diárias de R$ 1,43.

Vale a pena?

A operadora diz que o pré-pago “está muito mais simples, fácil e melhor para você”, mas tenho sérias dúvidas quanto a isso. O TIM Pré antigo entregava até 1 + 1 GB de internet para 7 dias por R$ 9,99, ou 1,5 + 1 GB de internet para 15 dias por R$ 14,99, considerando o bônus de recarga recorrente.

O TIM Pré tinha um bônus progressivo: na segunda semana consecutiva de uso, o cliente recebia mais 250 MB de dados. Na terceira, eram 500 MB. Nas semanas seguintes, era 1 GB. A operadora já encerrou a comercialização desse pré-pago antigo para novas adesões. (Se você já está nesse plano, nada muda para você — o bônus continua valendo.)

O novo pré-pago cobra mais caro por menos internet, o que torna mais interessantes os planos controle. A operadora comercializa a versão mais básica do TIM Controle com 5 GB de internet por R$ 49,99 por mês; apps de mensagem e transporte não descontam da franquia de internet. O plano é ruim para quem faz uso esporádico do serviço celular, uma vez que não é possível contratar as diárias de R$ 1,43 de forma avulsa.

Essa provavelmente é uma estratégia da operadora para elevar o gasto médio por usuário (ARPU). Nos resultados do terceiro trimestre de 2018, a operadora registrava a média de gastos de R$ 11,60 para os cliente do pré-pago, contra R$ 39,70 no controle e pós.

Concorrentes

A concorrência continua com planos mais convencionais. A Claro possui o Prezão semanal com 2 GB de internet e ligações ilimitadas por R$ 9,99 ou 3 GB por R$ 14,99, considerando o bônus de renovação recorrente. Quem opta pelo modelo diário paga R$ 0,99 por dia que usar, com 100 MB de internet, 10 minutos em ligações para outras operadoras, ligações ilimitadas para Claro e WhatsApp sem descontar da franquia.

A Oi possui os planos mais agressivos, e são todos mensais: 500 MB e 100 minutos de para qualquer operadora por R$ 10; 2 GB de internet e 200 minutos para qualquer operadora por R$ 20; ou 4 GB de internet e ligações ilimitadas por R$ 25. Todos os planos incluem acesso ao WhatsApp e Facebook Messenger sem descontar da franquia.

Já a Vivo possui o Vivo Turbo, com opções semanais de 500 MB e ligações ilimitadas para Vivo por R$ 8,99; 1 GB de internet e ligações ilimitadas para Vivo por R$ 9,99 ou R$ 2 GB de internet, ligações ilimitadas para Vivo e 40 minutos em ligações locais para outras operadoras por R$ 14,99. A operadora também mantém uma opção mensal com 1,2 GB de internet, ligações ilimitadas para Vivo e 25 minutos para outras operadoras pelo valor de R$ 39,99.

TIM reformula pré-pago e lança planos sem bônus na franquia de dados

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Google cede domínio duck.com ao DuckDuckGo

O Google tem centenas de domínios para seus serviços. Além do google.com, a empresa é proprietária de endereços como gmail.com e chrome.com. Alguns domínios, porém, parecem ter sido comprados apenas para prejudicar concorrentes. É o caso do DuckDuckGo.

O buscador com foco na privacidade é acessado em duckduckgo.com, mas quem escrevia duck.com na barra de endereços era direcionado para o Google, dono do domínio mais curto. A situação deixava alguns usuários confusos, mas foi finalmente resolvida.

DuckDuckGoDuckDuckGo

Ao NamePros, o CEO do DuckDuckGo, Gabriel Weinberg, afirmou que o Google cedeu o domínio para a empresa. “Estamos contentes que o Google tenha optado por transferir a propriedade de duck.com para a DuckDuckGo”, afirmou.

Com o acordo, o endereço duck.com passa a direcionar os usuários à página inicial do DuckDuckGo – e não mais para o concorrente. Weinberg espera que a mudança ajude as pessoas a terem mais facilidade para usarem seu buscador.

O domínio que se tornou pivô da situação foi comprado em 2010, dois anos após o DuckDuckGo ser fundado. O Google adquiriu o endereço da On2, uma empresa de codecs de vídeo que antes se chamava Duck Corporation.

Em julho deste ano, para minimizar o problema, a empresa passou a exibir um link para o DuckDuckGo quando os usuários chegavam ao seu site pelo duck.com.

As empresas não revelaram quais condições permitiram que o acordo fosse realizado, nem se houve algum tipo de pagamento. De qualquer forma, a transferência é muito bem-vinda pelos usuários do DuckDuckGo, que terão um endereço mais curto para acessarem o site.

Com informações: The Verge.

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Torcedores do Palmeiras protestam contra Vivo por piada de executivo

Torcedores do Palmeiras estão ameaçando boicotar a Vivo após uma piada envolvendo a quantidade de títulos do time. O caso envolve um vídeo de Christian Gebara — que será presidente da operadora em 2019 — no qual o executivo demonstra a assistente Aura em um palco. A hashtag #BoicoteVivo é um dos assuntos mais comentados no Twitter.

Cesar Greco/Ag Palmeiras/DivulgaçãoCesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Fim do jogo Palmeiras x CSD Colo-Colo na Copa Libertadores

O vídeo de 43 segundos mostra Gebara perguntando: “Aura, quantos títulos brasileiros tem o Palmeiras?”. A assistente da Vivo responde: “desculpe, eu não consigo te responder. Há casos em que a matemática não parece fazer sentido”. É isso.

“A torcida do @Palmeiras aguarda uma posição OFICIAL da empresa”, afirma uma conta do Twitter. “Enquanto a @vivobr não se retratar por conta desse vídeo, #BoicoteVivo”, diz outra.

Há uma série de tweets mostrando clientes que demonstraram interesse em migrar para a TIM ou Claro, ou que já fizeram portabilidade para outra operadora. A Vivo ainda não se manifestou.

Aura é assistente virtual para clientes da Vivo

A Aura é uma assistente disponível no aplicativo Meu Vivo Mais para iPhone e Android. Você pode falar comandos ou digitá-los, incluindo “qual meu consumo de dados?”, “verifique meu saldo” e “mostre minha última conta”. Há planos de integrá-la ao Google Assistente.

Foi Gebara quem apresentou a Aura pela primeira vez em fevereiro de 2018, durante a MWC (Mobile World Congress) em Barcelona. “Queremos oferecer, sempre, a melhor experiência ao nosso cliente”, disse ele em comunicado na época. A assistente também está disponível nas operadoras do grupo Telefónica na Alemanha, Argentina, Chile, Espanha e Reino Unido.

No entanto, a Aura não é pensada para responder perguntas gerais, e sim para ajudar os clientes da Vivo em algumas tarefas. Na vida real, ela não tece comentários sobre o Palmeiras nem nenhum outro time:

Gebara é polêmico por outros motivos. Em 2016, o executivo defendeu as franquias na banda larga fixa em entrevista ao Tecnoblog, dizendo que isso é um “caminho sem volta”. Essa declaração aumentou o debate sobre os limites na internet fixa, que estão suspensos por uma liminar da Anatel.

A partir de 1° de janeiro de 2019, Gebara será o novo CEO da Telefônica Brasil/Vivo, substituindo Eduardo Navarro no cargo.

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Estas são as 25 piores senhas de 2018 (123456 continua na frente)

Desde 2011, a companhia de segurança digital SplashData faz uma lista das piores senhas mais usadas do ano. A lista de 2018 acabou de sair. Para surpresa de ninguém, 123456 continua sendo a combinação mais popular. Mas há algumas surpresas também. Uma delas é donald, uma óbvia referência ao presidente dos Estados Unidos.

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A SplashData desenvolve gerenciadores de senha, por isso, tem alguma autoridade no assunto. A companhia afirma ter analisado mais de 5 milhões de senhas vazadas no ano para identificar aquelas que mais foram encontradas. A maior parte corresponde a vazamentos que ocorreram nos Estados Unidos e Europa Ocidental.

Esta é a lista com as 25 piores senhas de 2018:

  1. 123456 (não mudou de posição em relação a 2017)
  2. password (não mudou)
  3. 123456789 (subiu três posições)
  4. 12345678 (perdeu uma)
  5. 12345 (não mudou)
  6. 111111 (nova entre as 25 primeiras)
  7. 1234567 (ganhou uma)
  8. sunshine (nova)
  9. qwerty (perdeu cinco)
  10. iloveyou (não mudou)
  11. princess (nova)
  12. admin (perdeu uma)
  13. welcome (perdeu uma)
  14. 666666 (nova)
  15. abc123 (não mudou)
  16. football (perdeu sete)
  17. 123123 (não mudou)
  18. monkey (perdeu cinco)
  19. 654321 (nova)
  20. [email protected]#$%^&* (nova)
  21. charlie (nova)
  22. aa123456 (nova)
  23. donald (nova)
  24. password1 (nova)
  25. qwerty123 (nova)

Essas senhas são populares por serem fáceis de lembrar ou digitar. A combinação [email protected]#$%^&*, por exemplo, corresponde às teclas de 1 a 8 do teclado americano com o Shift acionado. O problema é que elas também são fáceis para pessoas mal-intencionadas. Boa parte delas pode ser descoberta quase instantaneamente por técnicas de força bruta, por exemplo.

Para quem não tem paciência para elaborar combinações fortes, a dica é recorrer a um bom gerenciador de senhas e, sempre que possível, reforçar a segurança ativando a verificação em duas etapas.

A lista completa, com as 100 piores senhas do ano, está disponível aqui.

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LG Gram é o laptop de 17 polegadas mais leve do mundo

A LG anunciou uma nova geração dos computadores portáteis Gram, que são focados em alto desempenho e portabilidade. São dois modelos, com 14 e 17 polegadas, mas o que mais chama atenção é o maior de todos, que é o mais leve do mundo com todo este tamanho de display.

Os computadores da linha Gram estão com o suprassumo da LG para este mercado, quando a portabilidade é tão importante quanto o desempenho. Os novos LG Gram trazem um processador Intel Core de oitava geração, 8 GB ou 16 GB de RAM, junto de opções para 256 GB ou 512 GB de SSD. Mesmo com tela de 17 polegadas, o que é bastante para um notebook, este modelo pesa 1.340 kg – quase 200 gramas além dos 1.145 gramas do modelo de 14 polegadas.

A tela trabalha com proporção de 16:10 no modelo de 17 polegadas, com resolução de 2560 x 1600 pixels, enquanto que a versão de 14 polegadas tem proporção de 16:9 e resolução Full HD (1920 x 1080 pixels). Outra diferença entre as duas versões fica na capacidade do modelo de 14 polegadas virar um tablet, já que a tela pode ser rotacionada e chegar até a traseira do computador.

Em conexões, a variante de tela maior vem com três USB 3.1 em formato padrão e uma USB-C, entrada para fone de ouvido, leitor de cartões microSD, porta HDMI, Wi-Fi 802.11ac e Bluetooth 5.0. A variante menor tem tudo isso, tirando uma das três portas USB-A.

Por fim, há uma caneta para telas de toque na versão de 14 polegadas e que é feita pela Wacom, enquanto que a bateria dos dois Gram é a mesma, com 72Wh, só que a tela maior consome mais e a autonomia prometida pela LG é de pouco mais de 19 horas para a versão de 17 polegadas e 21 horas para a versão menor.

Quando e quanto?

A LG ainda não oficializou a data de lançamento dos dois computadores, muito menos o preço que será cobrado. Porém, em um vazamento que aconteceu na loja americana Best Buy, a o modelo de 17 polegadas do LG Gram custará US$ 1,7 mil – aproximadamente R$ 6,6 mil.

Não há previsão de lançamento para o Brasil, mas nós já tivemos duas gerações do Gram, o que dá quase que certeza do lançamento dos computadores por aqui.

Com informações: LG.

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O Notebook 9 Pen é novo topo ultrabook topo de linha da Samsung

A Samsung anunciou hoje (13) o lançamento de um notebook chamado Notebook 9 Pen, que tem como foco a produção de conteúdo. Com processador Intel de oitava geração e abandonando do HD tradicional, o computador portátil já vem com uma S Pen na caixa e na mesma cor da que vem no Galaxy Note 9.

Mesmo com poucas semanas para a CES, que acontece em Las Vegas na primeira semana de janeiro do ano que vem, a Samsung mostrou ao mundo um novo computador portátil e que permite a integração do notebook com a caneta S Pen, que já apareceu em alguns modelos de Chromebook e outros com Windows no passado. Em versões de 13,3 e 15 polegadas, o portátil é um conversível que pode ter a tela virada por completo para um uso em estilo tablet.

Por fora o acabamento é em alumínio e vem nas cores azul e branca, mas por dentro as duas versões de tela contam com processador Intel Core i7 de oitava geração, 16 GB de RAM LPDDR3, 512 GB de SSD NVMe em uma porta PCIe, tela Full HD, leitor de impressões digitais e reconhecimento facial, teclado retroiluminado e S Pen. Em conexões há Wi-Fi 802.11ac e três portas USB-C, sendo duas delas no padrão Thunderbolt 3, além de um leitor de cartões microSD.

GPU dedicada para o modelo de 15 polegadas

A bateria promete segurar o Windows 10 rodando por 15 horas seguidas e o que muda nos dois modelos, além do tamanho de tela, é que a versão de 15 polegadas trabalha com uma GPU GeForce MX150 com 2 GB de RAM dedicada.

O preço de lançamento ainda é um mistério, mas a Samsung garantiu que ambos os notebooks serão lançados na Coréia do Sul a partir de amanhã, com lançamento em outros países em 2019 – o Brasil está na lista do ano que vem.

Com informações: Samsung.

O Notebook 9 Pen é novo topo ultrabook topo de linha da Samsung

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CPFs de 120 milhões de brasileiros ficaram expostos na internet por meses

Pesquisadores de segurança encontraram um servidor desprotegido com o CPF de 120 milhões de brasileiros, afetando 57% da população. A empresa InfoArmor descobriu a vulnerabilidade e entrou em contato com o domínio responsável, mas o problema demorou semanas para ser resolvido — o que envolvia apenas renomear um arquivo.

Em um relatório, a InfoArmor explica que encontrou o servidor mal configurado em março de 2018, enquanto fazia uma varredura de rotina por máquinas vulneráveis na internet. Lá estavam uma série de bancos de dados, um deles com 82 GB.

Foi difícil encontrar quem era o proprietário do servidor. Após várias tentativas frustradas, os pesquisadores decidiram entrar em contato com a empresa de hospedagem SQL Server. Ela diz em e-mail que informou seus clientes sobre os problemas jurídicos de deixar essas informações expostas.

No entanto, os bancos de dados continuaram acessíveis por várias semanas depois disso. “A equipe observou o diretório aberto e viu os arquivos ficarem maiores e menores, como se os usuários estivessem simplesmente trabalhando com eles de forma exposta”, diz o relatório.

As bases tinham nomes como dados_pessoais, dados_endereco, dados_telefone, dados_emprestimo e dados_militares. Não foi possível acessá-las; só a base cpf_temp estava exposta.

Servidor ficaria protegido ao renomear arquivo

No final de abril, o servidor foi enfim corrigido. O site antes era acessível por endereço IP, mas foi reconfigurado com o domínio alibabaconsultas.com que levava a uma tela de login e senha. O portal para “consulta de consignados online” está atualmente fora do ar.

A InfoArmor acredita que o Alibaba Consultas (sem relação com a chinesa Alibaba) estava envolvida de alguma forma com o servidor vulnerável, “provavelmente devido a usar hospedagem como serviço”. No entanto, a empresa de segurança ainda não sabe quem foi responsável pelo vazamento.

E como era possível evitar esse vazamento? Bastava colocar um arquivo chamado “index.html” na pasta, mesmo que ele estivesse vazio. Isso impediria que o diretório fosse listado na internet, e ninguém teria acesso aos bancos de dados. Segundo a InfoArmor, alguém renomeou o arquivo “index.html” para “index.html_bkp”, revelando todo o conteúdo para o mundo.

“Por padrão, um servidor web Apache retorna o conteúdo de um arquivo padrão chamado index.html quando ele está presente”, explica o Bleeping Computer. “Se um arquivo com esse nome não existir e a listagem de diretório estiver ativada, o servidor exibirá os arquivos contidos na pasta solicitada e permitirá o download.”

Especialista pede “investigação completa”

“É necessária uma investigação completa pelo governo brasileiro para determinar quem deve assumir a responsabilidade”, diz Ilia Kolochenko, CEO da empresa de segurança High-Tech Bridge, em comunicado.

“No entanto, eu não estaria tão certo de que os cibercriminosos conseguiram obter os dados do servidor exposto”, ele continua. “Prefiro pressupor que os criminosos cibernéticos têm esses (e provavelmente muitos outros dados governamentais do Brasil) há anos se tal vazamento evidente ocorreu em circunstâncias tão escandalosas.”

A lei de proteção de dados pessoais prevê multa equivalente a 2% do faturamento, limitada a R$ 50 milhões, em caso de vazamentos. Ela entra em vigor em 2020.

Com informações: InfoArmor, Bleeping Computer.

CPFs de 120 milhões de brasileiros ficaram expostos na internet por meses

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Netflix está testando replay instantâneo de cenas marcantes

Voltar o vídeo para rever aquela cena de ação ou aquele momento engraçado. Quem nunca fez isso em um filme ou uma série? Esse comportamento é tão frequente que a Netflix decidiu estudá-lo de perto: a companhia está testando um modo que dá replay em cenas marcantes instantaneamente.

jgryntysz / controle remoto com botão para a Netflix (detalhe) / Pixabay / como fazer uma conta na netflixjgryntysz / controle remoto com botão para a Netflix (detalhe) / Pixabay / como fazer uma conta na netflix

O grande problema de voltar o vídeo manualmente é que, em boa parte das tentativas, erramos o início da cena que queremos rever. Além disso, o vídeo pode demorar alguns instantes para ser retomado porque o buffer da transmissão precisa ser recarregado.

No teste, a Netflix está incluindo no vídeo um botão flutuante mais ou menos parecido com o que permite pular a introdução de séries, só que com os dizeres “assistir a esta cena novamente” (em tradução livre). Como a descrição sugere, esse modo repete a cena que acabou de ser mostrada, desde o começo.

Mas, por enquanto, esse recurso aparece apenas em algumas produções recentes da plataforma, como os filmes Mogli e Dumplin (este ainda não está disponível no Brasil), e somente para um grupo restrito de usuários.

MogliMogli

Mogli

A Netflix confirmou o teste ao Los Angeles Times, mas não disse quanto tempo a experiência durará ou se pretende mesmo transformar o botão em uma funcionalidade permanente.

Não é que a companhia queira gerar expectativas. O recurso precisa mesmo ser bem avaliado antes de uma implementação definitiva. Por mais que um botão para repetir cenas notáveis pareça ser uma boa ideia, há relatos nas redes sociais de usuários que ficaram incomodados com a função.

Para muitos deles, o modo acaba servindo de distração e quebrando toda a empolgação ou surpresa gerada pela cena. Por conta disso, talvez — e apenas talvez — a Netflix opte por uma solução intermediária: tornar a funcionalidade opcional.

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Instagram aumenta bloqueio de hashtags que promovem distúrbios alimentares

A pesquisa por hashtags no Instagram apresenta vários resultados interessantes, mas ao mesmo tempo, traz conteúdos que podem ser nocivos aos usuários. Pensando nisso, a rede social aumentou sua lista de termos que não podem ser pesquisados.

O objetivo é restringir ainda mais as buscas por hashtags que estimulem o distúrbio alimentar. Com a medida, o Instagram irá ocultar mais resultados para termos relacionadas a bulimia e anorexia, por exemplo.

Erik Lucatero / curtidas no Instagram / UnsplashErik Lucatero / curtidas no Instagram / Unsplash

A plataforma também passa a exibir alertas em outros termos relacionados ao assunto, mas que ainda podem ser pesquisados. Neste caso, o aplicativo mostrará depois da busca uma janela oferecendo ajuda aos usuários.

A lista com hashtags proibidas existe desde 2012, quando o Instagram começou a ocultar resultados para algumas pesquisas. Ainda que não remova todo o conteúdo que incentive o distúrbio alimentar, a plataforma faz com que ele se torne menos acessível.

A rede social aumentou a restrição após notar que várias hashtags com erros ortográficos propositais se tornaram populares. A intenção dos usuários era burlar as barreiras criadas anteriormente para termos que encorajam distúrbios alimentares.

À BBC, o Instagram disse que não tolera publicações que incentivem trantornos alimentares e destacou que utiliza denúncias de usuários e aprendizado de máquina para identifcar e remover esse tipo de conteúdo.

A plataforma ainda reconheceu que o tema é complexo e lembrou que oferece aos usuários “opções de acessar dicas e suporte, conversar com um amigo ou entrar em contato diretamente” com grupos de apoio.

O Instagram não tem moderadores que fazem uma busca ativa de publicações inadequadas e deverá seguir sendo um espaço para a promoção de distúrbios alimentares. No entanto, as opções de ajuda podem ser de extrema importância para alguns usuários.

InstagramInstagram

Com informações: , Business Insider.

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Como o Waze Carpool quer acabar com o trânsito

O Waze não quer mais só salvar cinco minutinhos do dia, a companhia decidiu que quer acabar com o trânsito. Para isso, criou o Waze Carpool, um aplicativo de caronas — não é o único nem o primeiro a oferecer esse tipo de conexão — com recursos interessantes para quem não abre mão do conforto do carro (não necessariamente o seu).

Recém-chegado ao Brasil, o Waze Carpool ainda não divulga números de usuários. Em evento recente que aconteceu no Rio de Janeiro, foram citadas que algumas centenas de pessoas já usam o aplicativo na cidade. Para a iniciativa engrenar, porém, é necessário um ingrediente especial: todos nós, dando ou recebendo carona.

Andre Loureiro / Waze BrasilAndre Loureiro / Waze Brasil

Essa é a fórmula do sucesso. 🚘

Waze no Brasil

No mundo todo são 110 milhões de wazers, usuários ativos do app tradicional. Todos esses motoristas se dividem em três perfis: 110 milhões são usuários comuns (apenas consulta), 12 milhões reportam acidentes no trânsito e 25 milhões editam mapas.

Oficialmente no Brasil desde 2010, São Paulo é a cidade número 1 do Waze. Em números, são mais de 4,4 milhões de usuários ativos que enfrentam em média 1h30 por dia no trânsito. O Rio de Janeiro, pasmem, ultrapassou recentemente a cidade paulista em média de tempo gasto dentro dos veículos todos os dias em deslocamento.

Mas, será que o aplicativo vem fazendo diferença?

“Mesmo com todo esse trabalho e todo o sucesso nos últimos 10 anos, o trânsito só piora. Um dos grandes fatores para que o modal carro não funcione é que os veículos são subutilizados. Em cima dessa deficiência é que a gente vive a nossa revolução”, disse André Loureiro, diretor Latam do Waze. A questão agora é mais complicada.

O Waze nasceu há dez anos em Israel, com objetivo de “salvar o tempo da pessoas”. Salvar nem que fossem 5 minutos, indicando o caminho mais inteligente. A ambição cresceu e para alcançar o novo objetivo (tão possível, quanto impossível) o Waze precisa fazer a comunidade colaborar. A tecnologia está pronta, só faltam as pessoas.

Você é parte do problema?

Quem nunca viu a famosa montagem que compara uma rua cheia de pedestres, ciclistas, ônibus e carros? Quando ocupada apenas por carros, a mesma rua atende um número infinitamente menor de pessoas, algo que pode mudar com “carros cheios”.

“Só assim, nós conseguimos sair desse cenário de trânsito (ruas lotadas de carros) para esse (ruas com mais espaço livre). É só nós utilizarmos os nossos recursos de maneira mais eficiente”, apontou Loureiro. “O Waze não quer mais melhorar o trânsito. Ele quer acabar com o trânsito. Mas, para isso, precisa mudar o mindset de todos”, completou.

Nas palavras de Loureiro, se você dirige sozinho o seu carro diariamente, você é parte do problema. Mas, se você traz alguém como carona, você se torna parte da solução. O executivo apontou ainda que o Waze Carpool é mais uma ferramenta para a melhoria da mobilidade e que o Google não enxerga outras iniciativas de transporte como rivais.

Uber Juntos, BlaBlaCar, Zumpy e Wunder

Até o Uber — cujo negócio é oferecer carros e motoristas via aplicativo — já entendeu isso, reforçou as propostas de compartilhamento de corridas e deu vouchers. O Uber Pool virou Uber Juntos e, de acordo com a empresa, o Juntos conseguiu retirar cerca de 1,5 mil carros por hora do trânsito de São Paulo em horários de pico (das 7h às 10h e das 17h às 20h).

Na primeira semana, foram mais de 60 mil carros fora das ruas. Conforme a previsão, cerca de 8,8 mil veículos deixaram de impactar o trânsito por dia. Se enfileirados, a fila seria de 35,2 km. A Marginal Pinheiros tem 22,5 km de extensão e a Tietê 24,5 km.

Esse tipo de plano também contribui com a mobilidade urbana ao incentivar que pessoas fizessem viagens compartilhadas, reduzindo o número de veículos nas ruas. A proposta, aqui, é ao contrário: que você deixa seu carro em casa e use os da Uber.

Além deles, outros aplicativos de compartilhamento de veículos, focados em carona, também funcionam por aqui. São eles: BlaBlaCar, Zumpy e Wunder; confira a lista.

Como convencer os motoristas?

Para promover o Waze Carpool a empresa criou o #MovetheCity um movimento que tem como foco empresas e instituições de ensino, para onde seus wazers vão todos os dias e podem adotar caroneiros. Quem entra no site pode baixar material e divulgar.

Em 2019, a Estácio será primeira universidade particular parte do movimento. Empresas como Natura, IBM, Petrobrás, GOL, Nokia e Magazine Luiza já aderiram à essa iniciativa.

Gustavo Ferro / BR DistribuidoraGustavo Ferro / BR Distribuidora

Gustavo Ferro, gerente executivo na BR distribuidora (Petrobras), explica que não faltam motivos para apoiar. “Para nós, uma produtora de combustível, temos perda de produtividade, perda econômica, perda de qualidade de vida e perda de saúde com trânsito”, lamentou. A empresa tem apoiado outras iniciativas em mobilidade, como os patinetes elétricos que vão oferecer na orla da Zona Sul do Rio e da Lagoa, por exemplo.

Você pode conferir, por cidade, em quais instituições tem gente fazendo Waze Carpool.

Carpool não é Uber

Douglas Tokuno, Head do Waze no Brasil, gosta de frisar que Waze Carpool não é Uber.

Sendo assim, não existe um motorista profissional. A solução limita o condutor do carro a duas caronas por dia e não existe remuneração, mas um compartilhamento de custo que ajuda ao motorista pagar o combustível ou um bom estacionamento todo dia.

“O Waze não está inventando a carona nem é o primeiro aplicativo de carona do mercado. Mas, mudar comportamento depende de incentivo. Redução de custo do carro é um”, disse.

Douglas Tokuno, Head do Waze no BrasilDouglas Tokuno, Head do Waze no Brasil

Para quem já dá caronas gratuitas, usar o Waze Carpool pode ser uma saída para conseguir uma ajuda de custo sem colocar os seus amigos na parede, por exemplo.

Os motoristas recebem, todo dia 15 do mês, parte do valor do que gastam para se deslocar recuperado em pagamentos e o Waze não cobra taxas. Esses valores são para ajudar a economizar no deslocamento diário, não para ganhar dinheiro. De acordo com os termos de uso, é vedado a geração de receita e dar caronas em motocicletas.

Outros detalhes sobre o Waze Carpool

Desde que foi lançado, o Carpool já ganhou chat interno, filtros de caronas e motoristas por empresa ou instituição de ensino, conexão com Facebook e LinkedIn e filtro de gênero. O mais novo lançamento foram as “caronas múltiplas”, para o motorista não levar só um carona, mas completar o carro com um grupo que faça o mesmo trajeto.

Como estímulo para quem pede carona, estão uma série de benefícios como usar rotas alternativas e mais rápidas que o transporte público, ter o conforto de estar em um carro, fazer novas amizades ou networking e melhorar a qualidade do tempo gasto.

Waze + LinkedIn + FacebookWaze + LinkedIn + Facebook

Assim como o passageiro, que escolhe com quem vai pegar a carona — o app permite que  mulheres só aceitem e ofereçam carona a mulheres, ou que funcionários de um empresa só ofereçam e aceitem caronas entre seus colegas — o motorista também escolhe para quem vai ceder um banco do carro. Como no Tinder, é um match.

E quanto custa?

Bem, de acordo com Tokuno, o preço de uma viagem varia de R$ 4 a R$ 25 (com um máximo de cerca de 50 km). A proposta da carona é ocorrer dentro da cidade. O valor oscila de acordo com a distância. Não é considerado o fator tempo, como no táxi.

  • Até 5km – R$4  (novos usuários pagam R$2; quem dá carona recebe integral)
  • De 5k a 10km – R$7 (novos usuários pagam R$4, quem dá carona recebe integral)
  • Até 40km – R$10 (novos usuários pagam R$4, quem dá carona recebe integral)

O montante total que o motorista consegue recuperar do gasto rotineiro com o seu carro em caronas vai corresponder a quantidade de caronas ele der ao longo do mês.

Vale lembrar que usar um serviço de carona não significa que você vai fugir do trânsito. A adoção desse tipo de mobilidade pode reduzir o total de carros nas ruas e, quem sabe, num futuro próximo, seja possível reduzir impactos do trânsito na nossa vida.

Tá, mas como usar isso?

Preparamos um Guia do Waze Carpool para você se aventurar, pegar ou oferecer caronas e mudar um pouco da sua rotina nos engarrafamentos em todo o Brasil.

 

via Tecnoblog