Pesquisadores israelenses imprimem o primeiro coração 3D vascularizado do mundo

Não há dúvidas de que um dos maiores propósitos da evolução da tecnologia está na melhoria da qualidade de vida das pessoas e, principalmente, em entregar soluções para a área de saúde. Pelo visto, poderemos ter a chance de experimentar uma nova era da biomedicina, pois, nesta segunda (15), foi revelado que pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, de Israel, conseguiram criar o primeiro coração vascularizado do mundo em uma impressora 3D.

O Prof. Tal Dvir, da Escola de Biologia Molecular e Biotecnologia da TAU, que foi o principal pesquisador do estudo, explica que o coração foi feito a partir das células e do material biológico do próprio paciente, além de este ser o “primeiro projeto no mundo que resultou num coração inteiro repleto de células, vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras”. Em adição, ainda diz que, nesse processo, os materiais servem como as chamadas bio-tintas, substâncias feitas de açúcares e proteínas que podem ser usadas para impressão 3D de modelos complexos de tecidos.

(Foto: AP Photo/Oded Balilty)

A doença cardíaca é a principal causa de morte entre homens e mulheres nos EUA, enquanto em Israel é a segunda maior causa de morte depois do câncer. Segundo o Ministério da Saúde do país, em 2013 as doenças cardíacas foram responsáveis ​​por cerca de 16% do número total de mortes, o que evidencia uma grande preocupação com esse tipo de problema no âmbito global.


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Infelizmente, na maioria dos casos o transplante cardíaco é o único tratamento disponível para pacientes com insuficiência cardíaca terminal. Todavia, nos EUA, por exemplo, a lista de espera pode chegar a seis meses ou mais, fazendo com que muitas pessoas acabem falecendo no meio do processo de espera.

Dvir diz que, no passado, cientistas já haviam conseguido imprimir a estrutura 3D de um coração, mas em nenhuma oportunidade eles apresentavam células ou vasos sanguíneos. Dessa forma, ele afirma que os “resultados demonstram o potencial de nossa abordagem para a engenharia personalizada de tecido e substituição de órgãos no futuro". Até o momento, o coração 3D produzido no TAU foi dimensionado para um coelho, mas os pesquisadores disseram que corações maiores, do tamanho de órgãos humanos, podem ser produzidos usando a mesma tecnologia.

O próximo passo, de acordo com os envolvidos na pesquisa, é de ensinar os corações a se comportarem como corações humanos. Para isso, eles irão primeiramente transplantá-los em animais e, após testes e mais estudos, pretendem aplicá-los em pessoas. A expectativa, segundo o Dvir, é de que o procedimento se torne algo rotineiro na área da saúde e que haja impressoras de órgãos nos melhores hospitais do mundo dentro de 10 anos.

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via Canaltech

Publicado por Carlos Trentini

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