Presidente da Qualcomm acredita que guerra judicial contra Apple está terminando

A briga sobre valores de royalties entre a Apple e a Qualcomm parece estar finalmente chegando ao fim: depois de quase dois anos de processo em andamento, a corte federal de San Diego, na Califórnia, marcou para o dia 15 de abril a audiência que deverá decidir de uma vez por todas quem está com a razão nesta história.

O presidente da Qualcomm, Cristiano Amon, acredita que todo esse imbróglio esteja finalmente chegando ao fim, posição essa que também já foi defendida pelo CEO da empresa, Steve Mollenkopf, no final de novembro. Em entrevista para o Yahoo Finance, Amon enxerga 2019 como o ano em que esse conflito será finalmente solucionado, independente de quem ganhe a causa.

Mas, para a Apple, ainda há muito chão nesse processo. William Isaacson, advogado da empresa, comentou recentemente de que não há nenhum tipo de negociação acontecendo, que nenhuma das empresas conversa há meses, e que os rumores de que elas estariam próximas de um acordo são mentirosos.

Mesmo considerando que os comentários de Amon sobre o processo estar chegando ao fim estejam falando exclusivamente sobre a audiência de abril, é pouco provável que qualquer das empresas que saia derrotada vá aceitar a decisão sem apelar por novas audiências ou levar o processo para instâncias superiores. E temos até um paralelo histórico para afirmar isso, já que a briga judicial entre Apple e Samsung sobre o design dos smartphones de ambas as marcas demorou cinco anos para chegar a um veredito, e a briga da Apple com a Qualcomm possui o mesmo nível de importância econômica.

O problema começou em janeiro de 2017, quando a Apple processou a Qualcomm (que forneceu os chips de modem dos iPhones até 2016) com um processo exigindo o pagamento de U$ 1 bilhão referente à diferença de preço praticada, alegando que a Qualcomm cobrava dela um valor muito maior do que de outras empresas por seus chips por conta de um contrato de exclusividade firmado em 2011, que impedia a Apple de procurar qualquer outra fornecedora de modems até 2016.

Já em abril do mesmo ano, a Qualcomm contra-atacou e processou a Maçã, defendendo-se de todas as acusações da Apple e pedindo compensação por danos morais e financeiros causados pela companhia de Cupertino, que alega ter quebrado contratos, retido pagamentos sem justa causa e tomado decisões de negócio com o único intuito de prejudicar a Qualcomm. Como é fácil perceber, essa é uma briga que nenhum dos lados quer perder, e dificilmente vai terminar em abril do ano que vem como deseja a diretoria da Qualcomm.

via Canaltech

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *