PlayStation Classic tem processador MediaTek e configurações modestas

Ao criar o PlayStation Classic, sua versão miniaturizada do console que marcou sua entrada no mundo dos games, a Sony não investiu em um hardware de ponta — e nem mesmo existe a necessidade de fazer isso, o que resultou no baixo preço do aparelho. Em uma desmontagem, especialistas descobriram componentes da Samsung e da MediaTek no interior do console, com configurações modestas, mas mais do que suficientes para as tarefas de emulação a que ele se propõe.

A desmontagem promovida pelo site Eurogamer revelou a presença de uma CPU MT8167A com quatro núcleos ARM Cortex A35 de 1,5 GHz. É o mesmo processador da MediaTek disponível no tablet Iconia One 10, da Acer, voltado para um público de entrada e com pouca tração no mercado justamente por seu baixo poder. Aqui, o chip aparece ao lado de uma GPU PowerVR GE8300, também modesta.

Os componentes estão fixados a uma placa-mãe personalizada, criada pela própria Sony e praticamente o único hardware dedicado ao PlayStation Classic. Essa é a única peça interna do miniconsole, que também traz dois módulos de memória RAM da Samsung, com 512 MB e 1866 MHz cada um, e um chip eMMC NAND KLMAG1 ETD, também da fabricante sul-coreana, com os 16 GB de armazenamento interno mais do que suficientes para guardar o emulador, jogos e outros elementos de software necessários para seu funcionamento.

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PlayStation Classic tem hardware de entrada, mas mais do que suficiente para a emulação pretendida (Imagem: Eurogamer)

A desmontagem foi fácil, com o aparelho sendo aberto a partir de alguns parafusos, com outros, também de simples remoção, prendendo a placa ao corpo. Uma peça de metal protege os componentes internos e também faça o papel de dissipador de calor, apesar de essa nem ser uma questão para o PlayStation Classic, que, novamente, traz componentes básicos e de baixo poder de processamento, o que também acaba implicando em temperaturas baixas.

Na visão dos especialistas, o aparelho tem um hardware mais do que adequado à tarefa de rodar jogos antigos, não apresentando nenhum tipo de problema de processamento ou quedas na taxa de quadros. O conjunto deve rodar bem o emulador PCSX ReARMed em seu interior, voltado justamente para dispositivos com arquitetura ARM e baseado em um dos softwares de código aberto desse tipo mais confiáveis, arrojados e utilizados do mundo.

O sistema é fechado e não permite a inclusão de mais títulos ou a adição de outros recursos (o aparelho nem mesmo se conecta à internet), o que exclui qualquer possibilidade de incompatibilidades futuras ou problemas de suporte. Entretanto, é claro, a comunidade está pronta para trabalhar em um desbloqueio assim que o dispositivo chegar, algo que não deve demorar a ocorrer e permitir que o PlayStation Classic rode não apenas mais títulos da biblioteca do PS1, mas também games de outras plataformas que nem sejam da própria Sony.

A única questão levantada nas análises iniciais do PlayStation Classic está relacionada ao uso de games com sistema de cor europeu, ou PAL, como é conhecido, em versões globais do aparelho. Criados para televisores com uma taxa de atualização diferente, os games tem uma taxa de quadros por segundo inferior a seus lançamentos originais, o que deve levantar não apenas questões relacionadas à jogabilidade, mas também a ira dos mais puristas.

O PlayStation Classic será lançado nesta segunda-feira, 3 de dezembro, nos Estados Unidos, Europa e Japão. Por enquanto, o console com valor sugerido de US$ 100 (ou cerca de R$ 385 em uma conversão direta) não tem previsão de chegada oficial ao Brasil.

Fonte: Eurogamer

via Canaltech

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