Neil deGrasse Tyson é acusado de assédio sexual por mais duas ex-colegas

Astrofísico mais famoso do mundo, Neil deGrasse Tyson se vê mais uma vez envolvido em acusações de assédio sexual. Depois de ser acusado de ter drogado e estuprado uma ex-colega de faculdade durante a década de 1980, mais duas mulheres acusaram a celebridade da ciência de tê-las assediado durante a convivência com ele.

Uma das revelações foi feita pela Dra. Katelyn N.Allers, professora de física e astronomia na Universidade de Bucknell (EUA), que afirma que o astrofísico tentou “apalpá-la” durante uma festa da Sociedade de Astronomia da América (AAS) em 2009.

Segundo o relato de Allers, ela resolveu aproveitar o evento para tirar algumas fotos com Tyson, que na época já era uma celebridade da comunidade acadêmica e científica. Ao se aproximar para a foto, Tyson se interessou por uma tatuagem que Allers deixava à mostra em seu braço. A Doutora explicou que a tatuagem era uma imagem da distribuição realista do Sistema Solar, que tinha uma das pontas em seu braço esquerdo, mas também se espalhava pelas costas e pescoço. Ao saber disso, ela comenta que Tyson ficou obcecado por saber se Plutão fazia parte ou não da tatuagem, e começou a “seguir” a tatuagem com as mãos, apalpando todo o corpo dela sem permissão.

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Allers contou que, à época, não abriu nenhuma reclamação de assédio porque a AAS ainda não tinha um procedimento para esses tipos de casos, e ela não queria tornar o fato público por medo de que isso pudesse atrapalhar sua carreira. Mas outra professora da Bucknell, Dra Michele Thornley, confirmou que Allers já comentara com ela sobre o caso antes da “denúncia oficial” vazar para a imprensa na última semana. A confissão com a colega de universidade aconteceu no fim de 2013, quando os professores foram convidados a um jantar da Universidade que aconteceria dali a alguns meses, e que novamente teria a presença de Tyson.

A outra denúncia contra o astrofísico que surgiu nesta semana foi de Ashley Watson, ex-assistente de Tyson que contou que se sentiu forçada a pedir demissão devido ao assédio que sofreu.

Durante o tempo que trabalhou com Tyson, Watson revela que uma noite, depois do expediente, o chefe havia lhe chamado para ir no apartamento dele “tomar uma garrafa de vinho” e “relaxar por algumas horas”. Sentindo-se pressionada por seu superior e achando que recusar poderia estremecer demais as coisas no trabalho, Watson aceitou subir para “apenas uma taça de vinho”, deixando claro que aceitava o convite apenas por educação.

Watson relata então que, dentro do apartamento, Tyson tirou a camisa, botou uma música romântica para tocar de fundo e ficou cantando as “partes mais picantes” da música pra ela. Tudo ficou ainda pior quando ele resolveu trazer uma tábua de frios para dividirem e, olhando nos olhos dela, começou a fazer “piadas” sobre esfaqueá-la enquanto segurava uma faca. Watson afirma que em nenhum momento ele chegou a atacá-la fisicamente, mas os avanços feitos por Tyson em seu apartamento foram tão contundentes (e ignoravam totalmente o fato dela claramente não estar gostando nada daquilo) que ela não se viu com outra escolha além de pedir demissão do emprego.

Em uma longa postagem no Facebook, Tyson se defende das alegações, chamando tudo de “um grande mal entendido” e avisando que irá cooperar totalmente com investigações independentes sobre o assunto. Já sobre a acusação de Tchiya Amet, que o acusa de tê-la drogado e estuprado na década de 1980, o apresentador da série Cosmos afirma que teve um rápido namoro com a moça durante a faculdade, mas chama a acusação de estupro de uma “memória implantada” pela própria Amet a uma noite que ela mesma afirma não se recordar do que realmente aconteceu.

No momento, a direção da National Geographic e da Fox (canais que co-produzem Cosmos, série apresentada por Tyson) estão investigando as alegações sobre a conduta do astrofísico, e definirão o futuro dele com a emissora assim que tiverem um parecer sobre o caso.

Fonte: Deadline, Facebook

via Canaltech

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