Fornecedora da Apple anuncia redução de custos após baixa nas vendas do iPhone

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A falta de confiança quanto ao sucesso dos novos iPhones no longo prazo chegou agora à Foxconn. A fornecedora e também uma das principais parceiras da Apple no mercado mobile vai colocar em prática um plano de redução de custos que prevê uma queda de cerca de US$ 2,9 bilhões nos gastos ao longo de todo o ano de 2019.

Em um documento interno vazado pela imprensa internacional, a companhia cita algumas medidas que serão tomadas logo de início para atingir esse total, como a demissão de cerca de 10% da força de trabalho “não-técnica” ligada à fabricação dos iPhones e uma reorganização das linhas de montagem. A ideia seria tornar a operação compatível com a queda na demanda solicitada pela Apple, que teria reduzido os pedidos para todos os seus parceiros, desde os fornecedores de componentes até os trabalhadores da montagem.

De acordo com a Bloomberg, que teve acesso ao informe relativo às mudanças, a Foxconn se prepara para um ano “difícil e competitivo”. A redução representa pouco menos da metade dos gastos totais da companhia ao longo de 2017, quando ela investiu US$ 6,7 bilhões em seus negócios. Estamos falando de uma de suas principais parceiras, portanto, a situação é mesmo de temor.

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Entretanto, não é essa a mensagem passada pela companhia no comunicado oficial sobre o assunto. A reorganização foi confirmada pela Foxconn e é citada como semelhante a outras realizadas nos últimos anos, com o objetivo de entrar no novo ano de forma mais alinhada às operações dos parceiros e às perspectivas econômicas.

Não é como se a companhia dependesse única e exclusivamente da Apple, tendo contratos também com nomes como a Sony, para montagem do PlayStation 4 na China, até fabricantes menores de smartphones e notebooks. Entretanto, é inegável que a Maçã representa a maior fatia do bolo da empresa asiática, com uma redução na demanda motivando uma grande reorganização e um corte de quase metade dos investimentos.

A Foxconn também é mais uma a se juntar à lista de outras empresas que anunciaram movimentos semelhantes. Diante da expectativa de baixa nas vendas dos iPhone XS e XR, a Apple reduziu os pedidos a fornecedores e parceiros, gerando corte de investimentos e quedas nas expectativas de faturamento.

Entre os nomes que já anunciaram movimentos semelhantes estão a AMS, que fornece componentes para o sistema do FaceID; a Japan Display, que entrega as telas de iPhones e iPads; e a IQE, que trabalha com chips. A única exceção é a Dialog Semiconductor, que não espera ver seus negócios afetados pela mudança nos pedidos, enquanto todas as outras emitiram alertas a seus acionistas para que esperem uma queda no faturamento.

A competição com modelos mais baratos, principalmente lançados por marcas chinesas, assim como uma percepção de falta de inovação na nova geração de iPhones, estaria levando a uma procura abaixo do esperado. As vendas estariam aquém das expectativas desde o lançamento e devem permanecer como tal na temporada de Natal e ao longo de 2019 inteiro, com a chegada de uma nova geração apenas no final do ano que vem, servindo como uma esperança de respiro e, quem sabe, retorno á velha forma.

Fonte: Bloomberg

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via Canaltech

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