Estudo da Universidade da Pensilvânia comprova que redes sociais pioram solidão

A vida em sociedade é complicada e isso não é diferente para a conviência em meios virtuais. As redes sociais foram criadas para que possamos nos conectar com amigos e familiares, mas boa parte das nossas relações de consumo e até mesmo de trabalho passaram a permear a vida online. Agora, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, publicaram um estudo relacionando o tempo que passamos conectados às redes Facebook, Instagram e Snapchat com a solidão que sentimos.

O estudo conduzido pela psicóloga Melissa G. Hunt será publicado na edição de dezembro da Journal of Social and Clinical Psychology e afirma que é a primeira vez que uma conexão causal entre sentimentos de solidão e uso das três redes sociais é confirmada. A pesquisa examinou por anos os hábitos de navegação dos usuários acompanhados e relacionou os dados aos impactos sobre a saúde mental dos 143 participantes.

Eles foram separados em dois grupos: um controle, que continuou acessando as três redes sociais como normalmente faziam e um outro grupo que precisou limitar o acesso às mídias em apenas 10 minutos diários por plataforma. Por três semanas, eles foram acompanhados pela equipe de pesquisadores e a conclusão foi que o grupo que gastou menos tempo navegando nas redes sociais mostrou reduções significativas do mal estar emocional e solidão. Melissa G. Hunt detalha os achados:

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“Usando menos mídias sociais do que você normalmente faria leva a diminuições significativas da depressão e solidão. Estes efeitos são particularmente pronunciados nos casos onde os participantes se sentiam mais deprimidos quando entraram no estudo.

Parte da literatura existente sobre mídias sociais sugere que há uma enorme quantidade de comparações sociais. Quando você observa a vida de outra pessoa, particularmente no Instagram, é fácil concluir que a vida de todos é mais legal ou melhor que a sua.”

Apesar da conclusão, o estudo sofreu algumas críticas por não apresentar uma metodologia à prova de relatos inverídicos pelos participantes, que não tiveram o uso de redes sociais amplamente monitorado durante o período de pesquisa, podendo ter usado também outras redes sociais não englobadas pelo experimento, como o Twitter, o Tumblr ou mesmo aplicativos como o Tinder.

Por esse motivo, Hunt afirma que não pode dizer com certeza que a conclusão revelada pelo estudo pode ser estendida a outras plataformas de convívio social, assim como não pode afirmar se outras populações que não os estudantes de graduação sofreriam o mesmo impacto. Os planos da equipe de pesquisa, agora, são realizar novamente o estudo com participantes mais plurais e metodologia mais controlada.

Fonte: Engadget

via Canaltech

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