Google anuncia novas regras para lidar com casos de assédio sexual após protestos

CEO Sundar Pichai encaminhou e-mail para funcionários explicando novas medidas que visam lidar melhor com acusações


Após milhares de funcionários do Google saírem às ruas para protestar contra casos de assédio sexual dentro da companhia, O CEO Sundar Pichai encaminhou um e-mail para os funcionários nesta quinta-feira (08) onde fala sobre mudanças que a companhia está fazendo para melhor apoiá-los. “Reconhecemos que nem sempre conseguimos fazer tudo certo no passado e pedimos sinceras desculpas por isso. Está claro que precisamos fazer algumas mudanças”, escreveu o executivo.

Recentemente, o New York Times reportou que funcionários do alto escalão do Google, incluindo Andy Rubin, foram encobertados após acusações de assédio sexual. No caso de Rubin, a reportagem relata um caso grave, onde ele teria coagido uma funcionária a realizar sexo oral nele. O criador do Android deixou a companhia em 2014 e, com sua saída, levou um pacote de compensação de 90 milhões de dólares. De acordo com fontes próximas ao caso, o Google teria investigado a acusação contra Rubin e após ter concluído que era verídica pediu para o executivo se demitir. Como protesto, funcionários de diferentes escritórios do Google mundo afora deixaram seus postos de trabalho e foram para as ruas para chamar atenção para o caso. 

Em seu comunicado, também compartilhado no blog do Google, Pichai disse que a empresa irá dar maior transparência a como o Google resolve tais questões. 

“Vamos oferecer um suporte melhor e cuidar das pessoas que se manifestarem. Vamos dobrar nosso compromisso para oferecer um ambiente de trabalho representativo, igualitário e respeitoso”, prometeu como parte de um plano da companhia para endereçar comportamentos de assédio sexual.

Entre as ações, Pichai explicou que o Google irá juntar todos os canais de contato em um site dedicado a atendimento ao vivo para acusações de assédio. “Vamos melhorar os processos que usamos para lidar com essas questões, incluindo o fato de que Googlers poderão ser acompanhados por uma pessoa de apoio e vamos oferecer cuidados extras e recursos para Googlers durante e depois do processo, o que inclui aconselhamento estendido e suporte à carreira”, escreveu.

Segundo Pichai, o Google já realiza um treinamento obrigatório sobre assédio sexual. Mas agora a companhia irá atualizar e expandir tal treinamento. Aqueles que não o completarem irão ter uma estrela a menos na nota de avaliação na performance.  

“Vamos nos comprometer novamente com nossas metas em torno de diversidade, equidade e inclusão em 2019, focando em melhorar a representatividade — por meio da contratação, promoção e retenção — e criando uma cultura mais inclusiva para todos. Nossa Chief Diversity Officer vai continuar a dar atualizações mensais sobre os progressos para mim e o time de liderança”, concluiu Pichai.

 

via IDG Now!

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