Estudantes londrinos começarão a ter aulas com professores holográficos em breve

O ensino à distância passará a ter um novo significado com os “professores holográficos” da universidade Imperial College, em Londres. A instituição acadêmica será a primeira no mundo a aderir a essa tecnologia, aplicando primeiramente na Escola de Negócios, mas com planos de expandir e aumentar a frequência de uso com o tempo.

Até então, uma tecnologia holográfica muito semelhante era usada apenas para entretenimento, em shows que recriavam “artistas mortos” como Tupac Shakur, Michael Jackson e Elvis Presley, ou personagens fictícios como a Hatsune Miku, em apresentações ao vivo.

David Lefevre, diretor do Edtech Lab, laboratório de tecnologia da Imperial College, comentou que “a alternativa seria usar softwares de videoconferência”, mas a tecnologia holográfica tem “um senso de presença muito maior”.

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(Imagem: Imperial College London)

Lefevre explicou à BBC como funciona o processo: “os professores têm um monitor de alta definição na frente deles, que é calibrado para que eles consigam apontar para os alunos e olhar nos olhos deles. [Eles] Podem realmente interagir”. Além disso, mais de uma pessoa pode aparecer na projeção.

As aulas ou palestras com esse tipo de tecnologia também podem ser gravadas e reproduzidas em várias salas simultaneamente ou até mesmo depois, apesar de isso excluir a interação com o público, já que as dúvidas e conversas acontecem ao vivo.

(Imagem: Arht Media)

Custo e praticidade

A tecnologia que será usada na universidade não é um holograma propriamente dito, mas também não é um efeito de ilusão – também conhecido como Fantasma de Pepper, usado por políticos para aparecer em vários lugares ao mesmo tempo, e pela indústria do entretenimento para dar vida a celebridades mortas ou fictícias.

Na realidade, a técnica que a Imperial College irá usar está sendo desenvolvida pela empresa canadense Arht Media. Isso porque a técnica do Fantasma de Pepper tem um custo muito elevado, chegando a £ 150 mil (aproximadamente R$ 750 mil) por evento; enquanto que a nova tecnologia é “mais simples”.

(Imagem: Imperial College London)

“Você projeta em uma tela de vidro, e um pano de fundo usa um software para dar ilusão de profundidade. E cada utilização custa poucos milhares (de libras). Então, pela primeira vez, as universidades vão poder pagar por isso”, explicou Lefevre. Para tanto, os professores só precisarão de um estúdio de captura, com fundo preto e iluminação de ambos os lados.

Além disso, a Imperial College ainda planeja usar dois estúdios externos, um em Los Angeles, nos Estados Unidos, e outro em Toronto, no Canadá, disponibilizando também um kit portátil de gravação para, assim, chamar professores de outros cantos do mundo para dar aula. A universidade também pretende usar a tecnologia para fazer uma apresentação para uma escola de negócios na Espanha em fevereiro de 2019.

Fonte: BBC Brasil

via Canaltech

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