YouTube já pagou US$ 3 bilhões por meio do ContentID

A Google publicou nesta semana um relatório sobre seus esforços relacionados ao combate à pirataria em suas plataformas e, com isso, revelou alguns números relacionados ao ContentID, o sistema do YouTube que reconhece material protegido por copyright. De acordo com a empresa, mais de US$ 3 bilhões já foram pagos aos detentores originais dos materiais hospedados na plataforma.

O sistema funciona de maneira automática. Os responsáveis pelas obras realizam o cadastro de imagens e áudios relacionados a elas, com um sistema de inteligência artificial varrendo todo o conteúdo postado no YouTube em busca de similaridades. Uma vez que uma é encontrada, o responsável pelo upload é notificado e, na maioria das vezes, o vídeo permanece no ar, com toda a renda de anúncios sendo remetida aos criadores originais.

De acordo com os dados revelados pela plataforma, no ano passado, 98% das solicitações de direitos autorais feitas pelo YouTube vieram por meio do ContentID, com 90% delas resultando na entrega de monetização aos detentores originais. A indústria fonográfica é a que mais recebe dinheiro por este meio, com US$ 1,8 bilhão repassados a gravadoras e artistas entre outubro de 2017 e setembro de 2018.

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Na visão dos influenciadores da plataforma, o recurso é agressivo e, muitas vezes, equivocado. Para o YouTube, entretanto, não há dúvidas de que ele funciona e, de forma a reduzir o número de falsos positivos e aumentar a eficácia do ContentID, mais de US$ 100 milhões já teriam sido investidos no sistema desde seu lançamento, em 2007.

Desse montante, US$ 40 milhões foram colocados no sistema somente nos últimos dois anos, quando o YouTube intensificou o combate à pirataria na plataforma. De acordo com a Google, a maior parte desse total corresponde a contratação de moderadores humanos para lidar com disputas e incrementos no sistema de inteligência artificial para gerar detecções mais precisas e corretas.

Entre as medidas adotadas recentemente na plataforma está a exibição de créditos musicais junto a obras detectadas, com direito a links para páginas de artistas e clipes oficiais, e melhorias no sistema de disputa. Atendendo aos pedidos dos criadores, quando uma detecção equivocada é discutida, a Google passou a reter a receita oriunda de anúncios até a resolução da questão, repassando, então, os valores a quem é devido. Antes, a monetização sempre era revertida ao proprietário dos direitos autorais, mesmo no caso de falsos positivos, enquanto o processo de verificação pode levar até 30 dias para ser finalizado.

No relatório, a Google afirma que o trabalho está longe do fim e que a ideia é aprimorar o sistema de inteligência artificial ainda mais, de forma a garantir a proteção dos direitos autorais e empoderar a comunidade de criadores de conteúdo. A ideia final, afirma a empresa, é continuar protegendo “as coisas que todos amam na internet de hoje”.

Fora do YouTube, o relatório também cita um total de 882 milhões de links indicados como divulgadores de pirataria pelos detentores de direitos autorais, com 95% destes sendo removidos das pesquisas da Google. Além disso, mais de 10 milhões de anúncios feitos pela plataforma de marketing da empresa também foram removidos por levarem a sites piratas ou utilizando material de propriedade de terceiros.

Fonte: Google

via Canaltech

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