Tencent vai implementar verificação de idade e limite de gameplay em seus jogos

Depois de sofrer duras críticas do governo chinês sobre uma suposta “má influência” na vida de crianças e adolescentes por meio de seus jogos, a Tencent decidiu que vai implementar a verificação de idade em todas as suas produções. Dez dos jogos do qual é dona já terão o recurso ainda em 2018, com todo o seu portfólio trazendo a medida por padrão em 2019. A mudança impactará o desempenho na China e jogos como PlayerUnknown’s Battlegrounds e League of Legends.

A mudança vem após um de seus títulos mais populares, o MOBA mobile Arena of Valor, estar supostamente fazendo jovens “matarem” aulas e deixarem de fazer tarefas de casa para passar mais e mais horas jogando. A verificação conta com tecnologias impeditivas, como “borrar” os gráficos do jogo se crianças olharem a tela muito de perto e emitindo alertas quando a partida passa de uma hora, aproximadamente. Não é exatamente novo, já que Arena of Valor conta com isso desde setembro, porém agora a política vale para todos os jogos da empresa — atuais e futuros.

Arena of Valor já conta com medida restritiva de partidas longas desde setembro: Tencent, dona do jogo, deve implementar recurso em todos os seus jogos até 2019 (Imagem: Divulgação/Tencent)

Em agosto, o presidente da China Xi Jinping disse que o aumento de crianças míopes se deu por culpa da Tencent, ordenando judicialmente a paralisação de produções da empresa e custando a ela o valor aproximado de US$ 1,5 bilhão em receitas perdidas. Somente na China, o público de jogadores mobile é de cerca de 600 milhões de indivíduos, sendo que a Tencent oferece, apenas nesta plataforma (entre desenvolvimentos próprios e títulos licenciados), mais de 100 jogos. A empresa ainda é dona da Riot Games, que produz o hit global de eSports League of Legends.

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Por ora, a medida de impedimento de partidas longas serve apenas para o mercado chinês; não há nenhum comentário da empresa sobre isso ser levado para o setor global.

Fonte: The Verge; CNN; Bloomberg

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via Canaltech

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