Funcionárias processam a Riot Games por discriminação de gênero

A Riot Games, empresa conhecida por ter criado League of Legends e ser uma das maiores incentivadoras da cena de e-sports, está sendo processada por discriminação de gênero do ambiente de trabalho.

O processo, movido por Jessica Negron (ex-funcionária da empresa) e Jessica McCracken (que ainda está empregada por ela), alega que a Riot negou pagar a elas o mesmo salário recebido por homens na mesma posição hierárquica e que executavam as mesmas funções, além de atrapalhar o crescimento delas na empresa baseado no fato de elas serem mulher.

A ação conjunta se baseia na violação da Lei de Pagamento Igualitário da Califórnia, e pede da Riot o pagamento retroativo da diferença de salários durante todo o tempo trabalhado, indenização por danos morais e multas para a empresa.

De acordo com o texto da ação, as reclamantes revelam diversos casos em que tiveram sua carreira dificultada por conta de uma cultura sexista da empresa, com Negron relembrando a época em que teve que assumir todas as responsabilidades de um gerente que pediu demissão, e a Riot se negou a mudar a atribuição de seu cargo ou oferecer um aumento compatível com a nova função. McCraken, que está na empresa desde 2013, cita uma um caso em que, depois de finalmente ter conseguido uma promoção para um cargo sênior após três anos dentro da empresa, escutou de um diretor que ela tinha cinco meses para arrumar uma outra função lá dentro ou então seria demitida.

O processo contra a companhia foi revelado pelo Kotaku, e ocorre três meses depois que uma reportagem do site revelou toda a cultura sexista existente na empresa, onde 80% .dos 2500 funcionários são do gênero masculino.

Depois da publicação da reportagem, a Riot se desculpou publicamente para todos seus atuais e antigos funcionários, e prometeu fazer mudanças em sua administração. Mas, de acordo com fontes de dentro da companhia, a maioria dos funcionários que foram acusados de assédio sexual e conduta imprópria pela reportagem continuam trabalhando em seus cargos, como se nada tivesse acontecido.

via Canaltech

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