FIFA nega que tenha dados vazados e acusa mídia de atacar instituição

Um grupo chamado Football Leaks disse ter acessado informações do banco de dados da FIFA e ameaça publicar os dados confidenciais. Em nota, a organização negou, dizendo que a movimentação não passa de uma tentativa de deslegitimar a nova diretoria. Segundo o jornal The New York Times, o alto escalão da FIFA tem conhecimento de que seu sistema foi invadido em março deste ano e teme o vazamento de dados.

Os hackers teriam entrado no banco de dados da Federação por um golpe de phishing, que geralmente é quando uma pessoa clica em um link suspeito, expondo o ambiente onde um computador ou dispositivo móvel está.

A FIFA tem motivos de sobra para se preocupar, já que o Football Leaks não leva este nome à toa. O veículo ganhou projeção em 2015, exatamente com e-mails, contratos e mensagens anteriormente obtidos pela revista alemã Der Spiegel. Desde então, tem se mostrado um repositório de vazamentos sobre o futebol mundial.

Assista Agora: Descubra o jeito certo de criar verdadeiros times de alta-performance e ter a empresa inteira focada em uma única direção.

Na época, o Der Spiegel informou ter unificado a apuração em um consórcio investigativo chamado European Investigative Collaborations. A suspeita é de que esta organização esteja trabalhando na apuração deste novo vazamento de março.

Em nota, a FIFA disse que recebeu uma série de pedidos de informação e negou o processo, mas diz que a mídia “insiste em ignorar” sua fala. “Parece óbvio que o que foi reportado em algumas empresas de mídia tem apenas um alvo: a tentativa de rebaixar a nova diretoria da FIFA e, em particular, o presidente, Gianni Infantino, e a secretária geral, Fatma Samour”, diz o comunicado.

A Federação assume que o passado da instituição recorre a muitos casos de corrupção conhecidos pela mídia, mas que há um processo para que a FIFA não tenha mais executivos corruptos. Logo, os rumores de vazamentos têm como objetivo apenas queimar a instituição. “Pelo benefício da dúvida, vale apontar que nenhuma das ‘reportagens’ possuem nada que remotamente seja uma violação de qualquer lei, estatuto ou regulamentação. Isso é, sem dúvida, uma melhora icomensurável em relação ao passado e algo com que a FIFA está completamente comprometida para seguir em frente”, pontua a nota.

Fonte: NY Times, FIFA

via Canaltech

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *