Zuckerberg admite que o principal concorrente do Messenger é o iMessage

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Durante a apresentação do relatório financeiro relativo ao terceiro trimestre de 2018 do Facebook na terça-feira (30), o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, aproveitou a ocasião para discutir com os acionistas sobre os principais produtos e serviços oferecidos pela marca, principalmente sobre as mudanças no modo em que as pessoas estão se comunicando.

Mais especificamente, essa mudança — uma transição do compartilhamento de forma pública para um maior uso de mensagens privadas e postagens do tipo stories — está servindo para colocar o Facebook em disputa direta com uma empresa que há poucos anos nunca imaginou que se tornaria um de seus competidores pelo mercado: a Apple.

Segundo Zuckerberg, essa mudança no modo de se comunicar tem feito com que as pessoas usem menos o aplicativo do Facebook, mas ao mesmo tempo aumentou o número de usuários do Messenger e do WhatsApp. Mas, por ter havido uma mudança no tipo de app utilizado pelo público, o principal concorrente dos mensageiros do Facebook não são mais outras redes sociais, mas sim o iMessage da Apple.

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De acordo com os dados divulgados por Zuckerberg, ainda que as pessoas prefiram usar o WhatsApp em lugares como a Europa e a Ásia (onde há uma maior divisão entre usuários de Android e iPhone), a companhia está bem atrás nos Estados Unidos (que é justamente o mercado mais lucrativo dela) onde, por conta do iPhone ser a marca mais usada pelos usuários, os aplicativos da empresa estão ainda bem atrás do iMessage em termos de usuários.

De maneira um tanto irônica se considerarmos a quantidade de escândalos envolvendo privacidade e segurança dos usuários que têm acontecido em 2018, Zuckerberg afirmou que nas regiões onde os usuários não se sentem “obrigados” a usar o iMessage — já que o programa é o padrão para envio de mensagens entre iPhones — elas preferem os serviços do Facebook, principalmente o WhatsApp, devido à maior proteção da privacidade dos usuários.

Em uma clara provocação contra a Apple, o CEO do Facebook falou a seus acionistas que a escolha dos usuários pelo WhatsApp é por causa da utilização de criptografia de ponta-a-ponta, que não armazena mensagens e nem a chave para acessá-las em servidores da China ou de qualquer outro lugar do mundo. A afirmação foi uma “cutucada” nas decisões de negócio da Apple, que é constantemente criticada por oferecer as ferramentas para que o governo chinês possa vigiar e censurar seus usuários.

Mas a provocação não foi assim “de graça”. Durante os últimos meses, Tim Cook, CEO da Apple, tem criticado constantemente empresas como a Google e o Facebook por participarem de estratégias de monetização da informação de seus usuários, um fenômeno que Cook chamou de “complexo industrial da informação”.

Fonte: Apple Insider

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via Canaltech

Publicado por Carlos Trentini

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