Supercomputador da HP agora pode ser usado por astronautas na ISS

O supercomputador Spaceborne Computer, desenvolvido em conjunto pela NASA e HP, foi enviado à Estação Espacial Internacional (ISS) em agosto de 2017. Desde então, ele vem executando testes de diagnóstico e descobrindo como um computador construído na Terra pode funcionar e sobreviver no espaço. E, a partir de agora, os astronautas da ISS poderão usar a máquina para realizar experimentos científicos na ISS.

Quando lançado, o supercomputador não era esperado para ser usado em experimentos científicos; originalmente, ele deveria retornar à Terra no início de 2019, mas o acidente com o foguete russo Soyuz que aconteceu no mês passado atrasou todo o cronograma das atuais missões da ISS, fazendo com que a máquina precise ficar um pouco mais no espaço até seu retorno.

No espaço, então, os astronautas que atuam como pesquisadores podem contar com os superpoderes do Spaceborne Computer para o processamento de um enorme conjunto de dados, agilizando (e muito!) o processo. Seu sistema pode preservar largura de banda processando dados no espaço, depois entregando os resultados aos pesquisadores quase que instantaneamente.

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O computador, baseado em Linux, já opera na ISS por mais de um ano, e é capaz de fazer mais de um trilhão de cálculos por segundo. De acordo com engenheiros da HP, isso é cerca de 30 vezes mais rápido do que um laptop comum. Na Terra, o supercomputador pesa 124 quilos, mas no espaço seu peso é tão leve que são precisos apenas alguns parafusos para mantê-lo no lugar.

Para se adaptar à condições que mudam rapidamente enquanto a ISS “voa” rápido na órbita da Terra, a equipe da HP criou um software que constantemente procura possíveis problemas, analisando o sistema para encontrar informações descartadas, flutuações de energia ou qualquer outro sinal de problema. O sistema já conseguiu se adaptar a falhas energéticas que aconteceram por lá, por sinal. Contudo, ainda não se sabe por que nove dos vinte SSDs do computador falharam — algo no ambiente do espaço causou o problema, ainda não solucionado. Mas, de qualquer maneira, o defeito não foi grave o suficiente para que o computador fosse deixado de lado.

Quando voltar à Terra, o supercomputador será analisado extensamente, como se fosse uma autópsia. Ele será desmontado e completamente escaneado para que os engenheiros entendam como as condições do espaço (como níveis imprevisíveis de radiação, por exemplo) podem afetar um computador do tipo. E construir uma supermáquina como esta para operar com êxito no espaço é um projeto ambicioso, sem dúvidas, mas necessário para futuras missões espaciais, como a viagem histórica que acontecerá rumo a Marte dentro de (espera-se que) duas décadas.

Fonte: The Verge

via Canaltech

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