Funcionários de Google saem em caminhada de protesto contra casos de assédio

Funcionários da Google de todo o mundo estão saindo em uma caminhada de protestos nesta quinta-feira (1) contra os casos de assédio sexual registrados dentro da empresa. Segundo os manifestantes, o tratamento dado aos acusados é demasiadamente leve e envolve acordos financeiros.

Em entrevista concedida ao New York Times, os protestantes disseram que mais de 1.500 funcionários, sendo a maioria mulheres, planejam sair de mais de 60% dos escritórios da Google às 11h10, cada localidade no seu fuso horário.

"Não queremos mais sentir que somos desiguais ou que não somos mais respeitadas. A Google é famosa por sua cultura. Mas, na realidade, não estamos nem mesmo encontrando noções básicas de respeito e justiça para cada pessoa aqui", contou Claire Stapleton, gerente de marketing de produtos do YouTube.

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More photos are coming in from the 40+ offices walking out today! Check out Zurich. #GoogleWalkout Thanks to @TedOnPrivacy on Twitter for the photo.

Uma publicação compartilhada por Google Walkout for Change (@googlewalkout) em 1 de Nov, 2018 às 4:26 PDT

A passeata exige cinco mudanças na política da Google:

  • Fim da arbitragem forçada em casos de assédio e discriminação;
  • Compromisso para acabar com a desigualdade salarial e de oportunidades;
  • Relatório de transparência de assédio sexual divulgado de forma pública;
  • Processo global inclusivo que seja claro e uniforme para os relatos de má conduta sexual de forma segura e anônima;
  • Fazer com que o o diretor de diversidade possa responder diretamente ao CEO e fazer recomendações ao conselho de administração, nomeando também um funcionário representante para cada conselho.

No cartaz de divulgação da greve, os organizadores convidam os funcionários a não ficarem em suas mesas:

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Google employees and contractors will be leaving these flyers at their desks tomorrow. #googlewalkout

Uma publicação compartilhada por Google Walkout for Change (@googlewalkout) em 31 de Out, 2018 às 7:45 PDT

"Eu não estou na minha mesa porque eu estou saindo em solidariedade a outros ‘Googlers’ e contratantes para protestar contra o assédio sexual, mau comportamento, falta de transparência e um ambiente de trabalho que não está funcionando para todos. Eu voltarei à minha mesa depois", diz o cartaz, completando com a frase "Eu saí para uma mudança real".

Repercussão

Entre os casos de assédio denunciados e não punidos de forma rígida está o de Andy Rubin. O "pai do Android" tinha um comportamento inadequado para o ambiente de trabalho e, mesmo após denúncias, acabou não sendo demitido da empresa. Ao invés disso, ele saiu da companhia sob um acordo com a Google de US$ 90 milhões.

Outro caso que chegou a público foi o do diretor do laboratório Google X, Rich DeVaul, que também renunciou ao posto de após ser acusado de assediar sexualmente uma candidata em entrevista de emprego.

via Canaltech

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