Por que as pessoas amam filmes de terror?

Filme de terror é aquilo: ou você ama ou você odeia — e foge. Quem gosta de filme de horror lota salas de cinema e torna filmes de orçamentos modestos grandes fenômenos de bilheteria — como o recente A Freira, que arrecadou US$ 177 milhões em apenas duas semanas, partindo de um custo de apenas US$ 10 milhões. Mas, por que tanta gente gosta de filmes de horror? O que realmente se passa no cérebro de pessoas que amam o medo?

Um estudo de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh tenta explicar isso. De acordo com ele, depois de uma experiência assustadora e voluntária (como ir ao cinema ver um filme de terror), as pessoas melhoram seu humor e ficam mais relaxadas.

“É muito semelhante, pelo menos em um nível fisiológico e neurológico, à experiência de um atleta de corrida profissional. Durante o momento de horror, você está realmente forçando o seu sistema nervoso autônomo a ficar ligado”, explica a coautora do estudo, Margee Kerr. Quando a situação assustadora acaba, o alívio faz uma grande quantidade de endorfina ser liberada no cérebro, o que causa o bem-estar — e o gosto das pessoas pelo horror momentâneo.

Para constatar isso, Kerr e seus colegas foram direto a uma fonte assustadora: o ScareHouse, local que oferece uma experiência de “casa mal assombrada”, localizado em Pittsburgh. Kerr escolheu o lugar pois percebeu que seria o ambiente perfeito para estudar o medo e as pessoas que optaram por suportá-lo.

Os pesquisadores recrutaram para o estudo pessoas que já haviam comprado ingressos para a ScareHouse, pois era importante estudar pessoas que voluntariamente se submetem a atividades aterrorizantes — por motivos sociais ou de entretenimento. No total, 262 voluntários preencheram questionários sobre o seu humor antes e depois da experiência.

Depois da experiência, cerca de metade das pessoas relataram estar de melhor humor, e não houve diferenças significativas entre os sexos. A maioria dos voluntários afirmou se sentir feliz depois de passar pela casa assombrada, enquanto algumas relataram cansaço e ansiedade. “Após o fim da experiência, as pessoas se sentem bem. É como a ideia de compensar a dor: você se sente melhor quando a dor é removida ”, explica Kerr. Na verdade, o que as pessoas amam não é o medo, mas sim o prazer que ele traz depois de passar.

via Superinteressante

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