Com recuperação discreta, Facebook anuncia mudanças em seu modelo de negócios

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O Facebook deixou seus investidores preocupados após divulgar seus resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre de 2018 e mostrar recuperação menor que a esperada para o período, tanto no crescimento da receita quanto nos números de novos usuários. Porém, isso já havia sido previsto pela empresa, no que ela chamou de primeiro estágio de transformações no modelo de negócios.

Ainda em julho, o Facebook anunciou ao Wall Street Journal que as baixas eram esperadas. Na época, havia pouca transparência por parte da empresa sobre como seriam as tais mudanças. Nesta terça-feira (30), a rede social voltou a falar com o WSJ, dando mais detalhes do que está acontecendo. A previsão anuncia que os próximos anos serão difíceis, mas que o futuro guarda novidades: o foco está na adoção de mídias diferentes, como as mensagens instantâneas, bate-papos privados e em vídeo — embora esses sejam produtos que dão menos lucro à rede social que o feed de notícias e o fluxo de conteúdo, até então centrais na forma de fazer negócios no Facebook.

“Temos ótimos produtos que as pessoas adoram, mas levará algum tempo até que consigamos recuperar o atraso”, disse o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, durante uma teleconferência com seus investidores. “Vai levar algum tempo e nosso crescimento de receita será mais lento”, completou.

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Frente aos escândalos enfrentados nos últimos dois anos pela rede social, ainda que a receita do Facebook tenha mostrado uma recuperação sutil neste último trimestre, a mudança era necessária. Sob a responsabilidade de coibir o uso do espaço de convivência social para propagação de discursos de ódio, a empresa planeja investir entre US$ 18 bilhões e US$ 20 bilhões em despesas operacionais, incluindo aí a contratação de mais pessoal para monitorar os conteúdos da plataforma.

As eleições parlamentares dos EUA, que ocorrerão na próxima terça-feira, dia 6 de novembro, servirão de teste para o Facebook: uma sala de guerra está montada para combater a interferência eleitoral por notícias falsas e desinformação.

Entretanto, a cada solução apontada pelo Facebook, um novo problema surge. Na semana passada, a empresa afirmou ter identificado e removido uma nova rede de influência originada no Irã. “O fato de os problemas continuarem emergindo reforça nossa visão de que a empresa não está em pleno controle de seus negócios como deve ser”, disse o analista do Pivotal Research Group Brian Wieser, numa nota a clientes sobre a rede social.

Fonte: Wall Street JournalNew York Times

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via Canaltech

Publicado por Carlos Trentini

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