Honda quer criar inteligência artificial curiosa e que imita a cognição humana

Um dos assuntos mais debatidos da era digital é a possibilidade de máquinas agirem e “pensarem” como humanos. Depois do fracasso e da aposentadoria decretada do Asimo, o robô humanoide da Honda, a japonesa resolveu jogar duro formando parceria com universidades de peso nos Estados Unidos: o Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT), a Universidade da Pensilvânia (Penn) e a Universidade de Washington.

A iniciativa partiu do Instituto de Pesquisas da Honda nos EUA e aproveitará a expertise dos departamentos de ciências da computação, inteligência artificial e engenharia das universidades para projetar e desenvolver protótipos de “mecanismos de curiosidade”, assim chamados pela japonesa. Cada departamento, de cada escola, vai trabalhar em uma etapa diferente do projeto, em modo colaborativo.

Por exemplo: a equipe do laboratório de inteligência artificial e ciências computacionais do MIT tem como objetivo atuar nas percepções de ações e suas consequências futuras. Já os departamentos de engenharia das universidades da Pensilvânia e Washington ficarão encarregados de desenvolver modelos de percepção a partir de pesquisas envolvendo biologia e robótica, capazes de funcionar bem em ambientes seguros para humanos.

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Com o apoio do Grands, que fomenta a ciência e a pesquisa nos Estados Unidos, a equipe de Washington contará com um aporte de US$ 2,7 milhões para construir um “robô social” capaz de interagir com pessoas em residências, bem como um braço robótico capaz de manipular objetos colocados à sua frente. 

No alto dos seus 18 anos, o Asimo sai de cena para abrir novos caminhos

Curious Minded Machines, os robôs curiosos da Honda

As pretensões da Honda não param por aí. O grande objetivo da parceria é expandir a experiência da marca em máquinas cooperativas, ou seja, robôs que, sozinhos, não desempenham bem seu trabalho, mas funcionam muito melhor quando estão em grupos. 

Aliás, vale dizer que a Honda também une esforços com a DARPA (divisão de pesquisa Departamento de Defesa dos EUA) em busca de construir uma inteligência artificial capaz de pensar por si só. A agência, no caso, investiga modelos computacionais que imitam os principais núcleos da cognição humana. 

“Nosso maior objetivo é criar novos tipos de máquinas capazes de adquirir interesse em aprendizado e conhecimento, além da habilidade de de interagir com o mundo e com os outros”, revela Soshi Iba, um dos chefes do Instituto de Pesquisa da Honda. “Queremos desenvolver as Curious Minded Machines para que elas usem sua curiosidade a fim de servir ao bem comum, ao compreender as necessidades das pessoas, potencializar a capacidade humana e, principalmente, resolver questões sociais complexas”, finaliza. 

Fonte: VentureBeat

via Canaltech

Publicado por Carlos Trentini

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