Facebook utiliza IA para coibir a exploração sexual de crianças na rede social

Uma publicação sobre combate à exploração infantil foi publicada no blog do Facebook nesta quarta-feira (24), afirmando a responsabilidade que a rede social tem em coibir o uso de seus serviços para violações à infância. Escrita por Antigone Davis, chefe global de segurança do Facebook, a publicação detalha as práticas adotadas pela rede social nesse âmbito.

Dentre as ações já tomadas pela empresa figuram os projetos educacionais em parcerias com organizações de todo o mundo e desenvolvimento de ferramentas de segurança, além das práticas padrão seguidas por todas as redes sociais, como exigir que os usuários tenham mais de 13 anos.

Além disso, a empresa informa que está desenvolvendo novas técnicas para combater o abuso infantil na rede social com ajuda de tecnologia de Inteligência Artificial focada em encontrar proativamente conteúdos de nudez infantil, reportando os casos ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC, na sigla em inglês). As contas responsáveis pelo compartilhamento desse tipo de material também passaram a ser sinalizadas pela equipe do Facebook. “Estamos utilizando esta e outras tecnologias para identificar mais rapidamente este tipo de conteúdo e denunciá-lo ao NCMEC e também para encontrar contas que se envolvam em interações potencialmente inapropriadas com crianças no Facebook, para que possamos removê-las e impedir danos adicionais”.

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De acordo com a postagem de Davis, isso inclui imagens de nudez infantil sem conotações sexuais, como aquela foto das crianças da família tomando banho de mangueira no churrasco de sábado. “Nossas normas comunitárias proíbem a exploração infantil e para evitar até mesmo o potencial de abuso, também tomamos medidas sobre conteúdo não sexual, como fotos aparentemente benignas de crianças no banho”, diz a publicação antes de detalhar que, nos últimos três meses, 8,7 milhões de conteúdos foram removidos pelas equipes do Facebook por violarem as políticas de nudez infantil ou exploração sexual de crianças. Destas, 99% foram proativamente excluídas, sem necessidade que usuários denunciassem as publicações.

As contas que promovem esse tipo de conteúdo estão, também, recebendo atenção: “Temos equipes especialmente treinadas com experiência em aplicação da lei, segurança on-line, análises e investigações forenses, que analisam o conteúdo e relatam as descobertas ao NCMEC”. A publicação continua explicando que o NCMEC atua junto a agências policiais em todo o mundo, visando o apoio às vítimas e investigação dos culpados. A publicação elucida ainda que o Facebook está ajudando o NCMEC a desenvolver softwares que priorizem os casos mais graves quanto às denúncias que o órgão faz às autoridades.

Por fim, Davis afirma que o Facebook conta com a colaboração de especialistas em segurança, ONGs e empresas para combater a exploração sexual de crianças. “Por exemplo, trabalhamos com a Tech Coalition, a Internet Watch Foundation e a WePROTECT Global Alliance para acabar com a exploração infantil online”. Em novembro, uma parceria entre Facebook, Microsoft e outras empresas do setor desenvolverá ferramentas para que empresas menores possam se juntar à luta contra o aliciamento de crianças nos ambientes virtuais.

Fonte: Facebook

via Canaltech

Publicado por Carlos Trentini

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