Facebook contrata premier britânico para chefe de assuntos globais

Contratação indica estratégia da companhia de tentar se adequar às regras de privacidade do continente europeu


No meio da ameaça da regulamentação da privacidade de dados pelo mundo, o Facebook decidiu contratar recentemente o ex-vice-primeiro-ministro do Reino Unido, Nick Clegg, como seu chefe de assuntos globais e comunicação, segundo o Financial Times.

O executivo sucederá Elliot Schrage, a partir de janeiro do ano que vem, no Vale do Silício. Clegg foi membro do Parlamento do Reino Unido até o ano passado e liderou o Partido Liberal Democrata em uma coalizão com os conservadores de Davic Cameron por cinco anos.

Além disso, foi negociador comercial da Comissão Europeia, algo que, nos últimos anos, tem causado multas de bilhões de dólares às empresas mais valiosas do Vale do Silício por violar regulamentos. Um dos casos mais conhecidos é o do Google, quando a comissão aplicou multa de US$ 5 bilhões por comportamentos anticompetitivos envolvendo o Android.

Com a contratação, o Facebook parece querer mostrar que está tentando entrar no jogo de regulamentação das empresas de tecnologia. A empresa tem lutado contra as preocupações dos legisladores sobre a interferência eleitoral na Rússia, violações de dados e o escândalo da Cambrigde Analytica. Membros do Congresso dos EUA, juntamente com funcionários da União Europeia, criticaram a rede social por não fazer o suficiente para combater essas ameaças.

No início de 2018, o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia entrou em vigor, elevando significativamente os padrões de privacidade para empresas como Facebook, Twitter e Google. A chegada de Clegg aos altos escalões do Facebook poderia ajudar a empresa a entender as novas regras.

Em um editorial do iNews no ano passado, Clegg defendeu o Facebook e outros gigantes do Vale do Silício. “Dá um tempo”, escreveu Clegg. “Eu sei que Mark Zuckerberg e outros são regularmente criticados por não fazer o suficiente para impedir notícias falsas e extremismo, além de fazer muito para minerar nossos dados para o benefício dos anunciantes, mas uma ameaça à existência continuada da humanidade? Dificilmente”. 

 

via IDG Now!

Publicado por Carlos Trentini

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