Estudo da NASA afirma a possibilidade de haver vida aeróbica no subsolo de Marte

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Segundo um artigo publicado nesta segunda-feira (22) na Nature Geoscience, é possível que encontremos vida aeróbica sob a superfície de Marte.

De acordo com os pesquisadores, equipe liderada por Vlada Stamenković, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL, na sigla em inglês), isso se daria devido à possibilidade de existirem lagos de água salgada subterrâneos no planeta vermelho e, caso algum deles esteja localizado sob a calota polar marciana, há grande potencial de existir oxigênio dentro dessas massas de água.

Em 2016, o rover Curiosity fez a importante descoberta que a atmosfera de Marte pode ter sido rica em oxigênio em algum momento do passado. Entretanto, a perda de seu campo magnético permitiu o escape de grande parte do oxigênio disponível. Para esperança dos pesquisadores, ainda há oxigênio dentro das formações rochosas marcianas, indicando que o subsolo pode conter quantidades significativas do precioso gás.

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Tendo em vista essas duas descobertas, a equipe do JPL questionou se a quantidade de oxigênio disponível no subsolo de Marte seria suficiente para abrigar vida aeróbia. Segundo os estudos, a conclusão é que seria totalmente possível, especialmente abaixo das calotas geladas dos polos de Marte, onde as temperaturas são mais baixas.

A existência dos lagos subterrâneos de água salobra em Marte ainda não foi comprovada, então o estudo versa mais sobre possibilidades que sobre certezas. Entretanto, é um importante passo para que pensemos como a vida aeróbia pode existir em ambientes sem fotossíntese.

“Nossas descobertas podem ajudar a explicar a formação de fases altamente oxidadas em rochas marcianas observadas com os rovers e implicam que as oportunidades de vida aeróbica podem existir em Marte e em outros corpos planetários com fontes de oxigênio independentes da fotossíntese”, diz o resumo do artigo científico, publicado nesta segunda-feira (22) no periódico Nature.

Fonte: Nature via Engadget

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via Canaltech

Publicado por Carlos Trentini

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