Processo por “discriminação de homens brancos” contra Google vai para arbitragem

Um dos mais controversos ex-funcionários da Google, James Damore, moveu seu processo contra a sua antiga empresa para um procedimento arbitral. Ele acusa a Google de tê-lo discriminado por ser homem, branco e conservador.

Em agosto de 2017, Damore foi dispensado da companhia após escrever uma carta em que criticava ações pró-diversidade da Google. Para o ex-funcionário, a justificativa da empresa ao demiti-lo foi que ele "perpetua estereótipos de gênero". Em sua carta, na época, ele defendia que há diferenças biológicas que “podem explicar por que não existe uma representação igual de mulheres (em posições) de liderança".

Por conta disso, em janeiro deste ano, ele entrou com um processo contra a Google alegando discriminação contra homens brancos e conservadores. Ele chegou a dizer que foi ridicularizado pela sua opinião dentro da empresa.

Junto com ele, um outro funcionário chamado David Gudeman se juntou no processo. Ele foi demitido no fim de 2016 depois de questionar a presença de um funcionário muçulmano em seu ambiente de trabalho, afirmando que ele deveria ser investigado pelo FBI, acusando o colega de terrorismo apenas com base em sua religião.

James Damores, ex-funcionário da Google (Foto: reprodução/Twitter)

Agora, ambos estão movendo a ação para um processo arbitral e não mais judicial. Isso significa que, agora, as duas partes assumem um acordo que estabelece quais regras serão utilizadas no processo. Provavelmente, isso significa que a Google e os ex-funcionários estão chegando a um acordo, decorrente a uma reunião prévia.

Contudo, a companhia ainda segue com outros dois cidadãos em processo contra ela. Em abril deste ano, Stephen McPherson e Michael Burns se juntaram a Damore e Gudeman contra a Google. No caso deles, não chegaram a ser nem contratados: a acusação aqui é de que eles não teriam passado na seleção da empresa por serem homens, brancos e conservadores.

Estes dois seguem o processo judiciário contra a Google.

via Canaltech

Publicado por Carlos Trentini

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