Mães se infiltram em grupo de pedofilia e entregam criminosos à polícia

Na Indonésia, um grupo de mães se uniu para que, juntas, conseguissem revelar pessoas que praticam o crime da pedofilia no mundo online. Elas decidiram, no início do ano, se infiltrar em um grupo de pedofilia e desmascarar quem estava por lá.

Uma das mulheres, mãe de uma garota de sete anos e de um menino bebê, contou que o grupo em questão tinha milhares de membros, que compartilhavam fotos e vídeos de crianças sendo abusadas. Alguns dos membros alegavam eles mesmos terem produzido aquelas imagens, fotografando crianças de vizinhos e até mesmo de parentes.

Nesse grupo, as vítimas eram chamadas de "lolly", diminutivo para "lollipop", que significa pirulito em português. Chocada, a mãe alertou um grupo de amigas, que também são mães, e elas decidiram elas mesmas investigar o tal grupo do Facebook. Então elas descobriram que os criminosos falavam sobre como se aproximar de crianças por aí, como seduzir uma criança, e o que poderiam fazer para garantir que a criança não contaria nada a seus pais. As dicas também ensinavam como fazer sexo com uma criança sem causar sangramentos.

O grupo de mães começou a salvar prints das telas, incluindo conversas, links para páginas e contatos dos administradores do grupo e, então, enviou tudo para a polícia local. O grupo foi tirado do ar pelo Facebook e, em março, a polícia conseguiu prender cinco pessoas. Ainda assim, o grupo tinha mais de 7 mil pessoas, que distribuíam pelo menos 400 vídeos e 100 fotos de abusos contra crianças.

Além das cinco prisões, a polícia também trabalhou em parceria com o FBI dos Estados Unidos, sendo que "um dos suspeitos entrou em 11 grupos de WhatsApp, ligados a 11 países diferentes. Havia troca de material pornográfico entre diferentes países. A Indonésia mandava alguns (materiais) e alguém na América do Norte mandava outros, conforme revelou o porta-voz da polícia de Jakarta, Argo Yuwono.

Contudo, apesar de a ação do grupo de mães ter sido bem sucedida, o que elas fizeram é um tanto perigoso, já que elas não usaram perfis fake para se infiltrarem nos grupos. Elas revelaram suas verdadeiras identidades e poderiam ter sofrido retaliações por conta disso. De qualquer forma, as mães não estão arrependidas do que fizeram, já que, ainda que encarando um perigo, conseguiram derrubar um grande grupo de pedófilos na rede, resultando em cinco prisões.

via Canaltech

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