Atualização do Chrome impede reprodução automática de vídeos em sites

Para a Google, a guerra da vez é contra o incômodo dos vídeos que começam a ser reproduzidos sozinhos. E, para isso, anunciou uma atualização de seu navegador, o Chrome, que criará uma série de regras para o autoplay como forma de reduzir incômodos aos usuários e evitar que números de visualização sejam inflados artificialmente.

A partir da próxima atualização do browser, que chega em sua versão 64, vídeos com som terão a reprodução automática impedida completamente, a não ser que o usuário mostre algum tipo de interesse na página. Isso se traduz em cliques, scrolls, navegação – mesmo que, posteriormente, a aba em questão não esteja mais sendo visualizada – ou efetiva permanência do site em questão na tela, indicando ao software que o utilizador está efetivamente disposto a acessar aquele conteúdo.

O mesmo vale para os dispositivos móveis, com apenas os sites adicionados às listas de favoritos ou que tiverem atalhos designados na tela inicial dos aparelhos tendo o autoplay permitido. De resto, nos celulares e tablets, valem as mesmas regras, com a reprodução dos vídeos sendo iniciada em segundo plano somente quando o usuário mostrar interesse pelo conteúdo.

Por outro lado, vídeos cuja reprodução automática seja iniciada sem som continuarão a rodar normalmente, como acontece hoje, mesmo que o utilizador ainda não tenha demonstrado interesse pela página ou conteúdo. É preciso, entretanto, que eles permaneçam em primeiro plano ou estejam na primeira rolagem da página, de forma a evitar que os números de visualizações sejam inflados.

Além disso, os usuários terão a opção de bloquear completamente a reprodução automática ou desativar o som de sites específicos. As preferências serão específicas de cada usuário, mas ficarão atreladas à conta do Google, permitindo, por exemplo, que elas sejam exportadas para navegadores móveis e outros computadores sem que seja preciso fazer a mesma coisa em cada um deles.

Segundo a Google, as medidas chegam para garantir que sites e produtores de conteúdo respeitem os usuários. A reprodução automática de mídia se tornou uma alternativa para criadores chamarem atenção para os próprios sites, entretanto acabam gerando incômodos para os utilizadores, com sons sendo emitidos sem que eles estejam esperando por isso – ou podendo fazer barulho.

Além disso, a empresa aponta como benefícios das regras a economia de banda e energia, recursos essenciais, principalmente, na experiência com celulares e tablets. A equipe do Chrome ainda ressalta a unificação de normas entre as usabilidades no desktop e mobile, permitindo que designers e responsáveis por páginas tenham o desenvolvimento facilitado, sem se preocuparem com exigências específicas de uma plataforma ou outra.

A primeira fase de testes do novo recurso começa ainda neste mês de setembro, com a opção de silenciar sites por completo sendo habilitada na versão Beta do navegador. Ela chega a todos os usuários em outubro. Enquanto isso, também nas edições de testes, começam a ser coletados os dados que vão levar à demonstração de interesse por parte dos usuários.

Por fim, as funcionalidades completas que restringem a reprodução automática chegam com a versão Beta do Chrome 64, que será liberada em dezembro. A previsão de lançamento para todos os utilizadores do browser é janeiro do ano que vem. A Google também indica esse como o prazo para que designers e webmasters se adequem às novas regras.

A principal recomendação é habilitar a reprodução automática de vídeos sem som como padrão das páginas, mantendo a mídia sempre em primeiro plano, com acesso fácil e descomplicado ao utilizador. Apesar das mudanças, as regras relacionadas ao Chrome não devem interferir no ranqueamento de páginas no motor de buscas da Google – pelo menos por enquanto.

via Canaltech

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