Pesquisadores criam “câmera científica” para smartphones

Os smartphones mais modernos contam com mais de um sensor em suas câmeras, sendo que o novo iPhone X traz até mesmo um sensor de reconhecimento facial acoplado à câmera frontal, que fará a leitura do rosto do usuário para autenticá-lo. Mas, se depender dessa equipe de pesquisadores, os aparelhos do futuro trarão um outro sensor, capaz de fazer diagnósticos de saúde, monitorar o ambiente ao seu redor e outras funcionalidades científicas.

Nos testes, os experimentos mostraram que um dispositivo móvel equipado com uma “câmera científica” pode fornecer medições precisas dos espectros de absorção óptica de líquidos coloridos, ou dos espectros opticamente dispersos de objetos sólidos. Traduzindo, esse aparelho poderia ler, com precisão, testes médicos que se baseiam em líquidos, quando o resultado final é interpretado com base na mudança de cor desses fluidos.

A equipe demonstrou, com sucesso, um sistema extremamente compacto e de custo acessível capaz de realizar a espectroscopia óptica, usando componentes de baixo custo e o mesmo tipo de LEDs que são usados para os flashes das câmeras de celulares. Quando adicionaram um componente específico ligado em cima de um sensor convencional de smartphone, os pesquisadores conseguiram medir a absorção de luz de líquidos e o espectro de dispersão de sólidos.

O estudo foi publicado no periódico Sensors and Actuators B, e, no texto, os autores explicam como um smartphone pode ser colocado sobre um cartucho contendo o líquido em questão para medir sua variação de cores. Os resultados poderiam, na sequência, ser enviados para um médico para que seja feito o devido diagnóstico. Mas, para que isso seja possível, os fabricantes de smartphones precisariam adicionar esse sensor à construção dos aparelhos.

Segundo os pesquisadores, a tecnologia teria um impacto específico em países em desenvolvimento, bem como em áreas rurais, onde o acesso a consultórios médicos é mais difícil. A mesma metodologia usada pela equipe na análise de líquidos pode ser útil para detectar problemas relacionados a nutrição, saúde cardíaca, cânceres, doenças infecciosas, abuso de drogas e questões hormonais, por exemplo. Além disso, a equipe prevê um uso mais divertido para uma câmera de smartphone com sensor científico, como a possibilidade de medir a cor dos objetos para combiná-las, coisa que seria bastante útil para designers gráficos, arquitetos e fotógrafos.

via Canaltech

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