5 verdades inconvenientes sobre o PlayStation 4

Ninguém é invencível. Nem o Super-Homem, nem o Papa, nem o Hulk, nem o maior recordista da história dos games. E muito menos o PS4. O console da Sony, líder mundial em vendas na atual geração, tem um status de ostentação no mercado e um desempenho inquestionável em questão de exclusivos, mas convenhamos: assim como qualquer outro sistema, não é perfeito.

Na verdade, é difícil alcançar esse patamar quando nós, jogadores, somos cada vez mais exigentes – e quer saber? Estamos certíssimos em cobrar excelência. Pagamos por isso, dedicamos tempo a isso, mobilizamos amigos para jogar com a gente e deixamos de sair para ficar na frente da TV. Portanto, nada mais justo.

Só que aí, ao olhar a concorrência, percebemos coisas que dificilmente seriam notadas a olho nu. Falhas amadoras, que demoram para vir em correções por meio de atualização… Por mais que exista um monte de benefícios numa determinada plataforma – e o PS4 tem muitos –, ela não está isenta de defeitos. O TecMundo Games mostrou que isso também acontece com o Xbox One e o Nintendo Switch.

Desculpe, Sony, mas você come poeira com os cinco seguintes quesitos no PS4:

1: Estabilidade da PSN

A PSN fica devendo muito, mas muito em estabilidade. Tornando-se, portanto, uma craque em INStabilidade. A velocidade de download chega a ser risível em alguns casos; é absolutamente comum ter que pausar e retomar o processo, cancelar e reiniciar, testar a conexão à internet para que o sistema estabeleça novos parâmetros ou até mesmo religar o console.

Não são as quedas ou manutenções que incomodam mais; a instabilidade, que frequentemente retorna erros e traz downloads lentíssimos, é a maior pedra no sapato

Sem falar nos problemas com as parties (os chats em grupo). A interface frequentemente retorna mensagens de erro com DNS e afins. Geralmente o cara se mata procurando soluções em fóruns no Google e nunca há uma resposta eficiente. Se você inserir o código de erro no site de suporte da Sony, as explicações são genéricas e óbvias, do tipo “reinicie o roteador” e por aí vai. Aliás, por falar em suporte, vamos chegar a este tópico aqui no artigo. Segurem firme.

A jogatina online – isto é, o multiplayer propriamente dito – até que não apresenta problemas. Mas após essa pequena onda de entraves, a calmaria tem que vir de alguma forma, né? O sistema melhorou consideravelmente com as constantes atualizações oferecidas pela Sony, mas reconheçamos a supremacia do adversário: a Xbox Live dá um pau quando o assunto é infraestrutura de rede.

2: Multitarefa bem fraco

Multitarefa significa a capacidade que um sistema tem de processar múltiplas instâncias simultaneamente. Na prática, representa como você consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo: abrir um jogo, pausar, voltar à interface e assistir a algum vídeo no YouTube ou rodar o aplicativo do Netflix, ou conferir sua galeria de capturas, ou abrir o navegador, ou o que quer que seja. E isso inclui o compartilhamento de arquivos, que sempre nos conduz a telas que, sem muita elegância, repousam outras atividades – se for por muito tempo, elas são completamente encerradas.

Compartilhar uma captura de tela ou um vídeo é uma opção que precisou ser trabalhada e melhorada ao longo do tempo, mas fazer isso junto com outras atividades pode ser um parto no PS4

No PS4, me desculpem, mas isso é um verdadeiro cocô. Precisamos reconhecer. Como um detentor do console da Sony, do Xbox One e do Switch, acho que só a plataforma da Nintendo fica atrás – e olha que, mesmo com a modéstia que a empresa tem no mundo online, ele é competente. Sair de um jogo e executar o Netflix ou qualquer outro app de streaming de vídeo no PS4 coloca o game em “suspensão” e te desconecta de qualquer sessão online.

A Sony mal tem o hábito de alterar a interface por meio de atualizações

E outra: o sistema não é lá tão intuitivo. Como a Sony mal tem o hábito de alterar a interface por meio de atualizações (ao contrário do que a Microsoft faz com a dashboard do Xbox One), a navegação é mais truncada naquele menu em cruz. É claro que sempre acaba caindo numa questão de gosto, de certa forma, especialmente no que diz respeito ao visual da interface, é importante reforçar isso.

No entanto, tecnicamente falando, em comparação ao momento em que foi lançado, o PS4 melhorou bastante e ao menos não exige que você encerre alguns aplicativos quando abre outros – antes, isso era obrigatório. Mas o nome do console estampa o foco único da plataforma: “PlayStation”, isto é, “Estação de Jogos”. O resto está lá e funciona meio que por obrigação.

3. Interface engessada

Este tópico já teve um teaser no ponto anterior. A Sony não tem o mesmo hábito que a Microsoft quando o assunto é fazer uma faxina na casa. Mexer na interface substancialmente, atualizá-la, não permitir que os olhos dos jogadores enjoem do que estão vendo na tela. Mais uma vez, torno a reforçar: acaba sendo uma questão pessoal. Mas é preciso observar o que o mercado está fazendo e também levar isso em consideração.

Faz quase 4 anos que estamos vendo essa mesma interface aí, enquanto a dashboard do Xbox One se liberta cada vez mais – até mesmo o Switch tem se arriscado desde o lançamento

E me perdoem pela colocação, eu adoro navegar pelos menus do meu PS4, é tudo fácil e extremamente modesto, mas… Modesto até demais. Meu Xbox One S fica ao lado do arqui-inimigo.

A interface precisa de mudanças, de mais customização, de uma personalização completa. No Xbox One eu crio minha própria bandeja de apps e deixo logo na primeira aba para acessá-las rapidamente

Quando eu o ligo e vejo aquela maravilhosa dashboard completamente customizável, com mudanças que se baseiam no feedback dos próprios usuários, me bate uma inveja. “Poxa, Sony, por que você não mexe mais na interface do PS4?”, reflito.

O resultado é um visual engessado, encalhado, que só muda um ícone aqui, outro ali, acrescenta alguma opção nas configurações, um botãozinho a mais na party… É pouco. E numa boa: tô meio cansado dessa interface. Enjoou mesmo. Precisa de mudanças, de mais customização, de uma personalização completa. No Xbox One eu crio minha própria bandeja de apps e deixo logo na primeira aba para acessá-las rapidamente. É uma filosofia bem a cara da Microsoft mesmo, oriunda do Windows. A Sony, especificamente nesse ponto, está bem atrasada. Verdade seja dita.

4. Uma conta não acessa outras regiões

Acho que o título do tópico resume maiores explicações. Eis aqui, meus irmãos e minhas irmãs, aquela que talvez seja a maior vantagem do Xbox One: navegar pelas regiões que você quiser na mesma conta, sem a necessidade de fazer outra ou algo assim. Esse bloqueio existiu antes, mas a Microsoft, muito mais liberal hoje do que em outrora, abriu a porteira. Logar numa conta e deslogar de outra: cansa. E seu cartão não é aceito em lojas de outro país.

Deslogar de uma conta e logar em outra para aproveitar promoções de férias ou quaisquer outras: cansa. E ah, seu cartão não é aceito na loja de outro país, mesmo que seja internacional

E ainda dá para usar o seu cartão de crédito brasileiro para fazer compras na Xbox Live de outros países! Usando um plástico internacional, é claro. Nem Sony e nem Nintendo oferecem essa regalia com tamanha praticidade. O Switch até saiu na frente: ele permite que você faça isso numa conta norte-americana ou canadense.

É preciso ter um cadastro para cada país na PSN – e seu cartão, seja ele Nubank, Neon ou o que for, não funciona. Só na conta brasileira (e olhe lá)…

5. Falta de um suporte decente no Brasil

A comercialização oficial do PS4 por aqui implica garantia de um ano e “total suporte da fabricante” nesse período. É aquela regra básica do acordo de cavalheiros que existe no mundo inteiro e também respaldado pela lei. No caso da Sony, é preciso admitir que esse suporte não tira nem faisquinha do serviço oferecido aos usuários do Xbox One. Nem faz cócegas.

O PS4 existe no Brasil oficialmente e é até fabricado aqui. Mas o suporte da Sony nem de longe oferece um serviço premium

Os códigos de erro que sua interface apresenta, ao serem inseridos no site da Sony, geralmente retornam orientações genéricas, raramente informam algum telefone de contato e quase nunca solucionam o problema. Se você tentar acionar a empresa pelo telefone, pode ser que tome um chá de cadeira ou não. Tenho amigos que precisaram e foram bem atendidos; conheço quem precisou e ficou na mão.

A Sony entrega um ótimo produto e cumpre seu papel dentro da lei, mas nem se compara ao suporte do concorrente

O lance é que essa estatística é absolutamente favorável pros lados do principal concorrente. Seu controle do XOnão pifou? Os caras te enviam um novo sem burocracia. O console tá “esquisito”? Ou eles te arrumam um provisório enquanto o seu é consertado ou já te dão um novo logo de cara. E tem chat no site. Existe sempre um canal mais fácil para que você seja atendido. Com o PS4, o consumidor fica a ver navios em suas procuras e tem que se “esforçar mais”.

O suporte da Microsoft é, reconhecidamente, um dos melhores do planeta, e no Brasil não é diferente. A Sony entrega um ótimo produto e cumpre seu papel dentro da lei, mas nem se compara ao suporte do concorrente – que caminha de mãos dadas com o consumidor, ao lado dele, fazendo-o sentir-se um amigo.

Os “podres” da Microsoft e da Nintendo!

Este artigo faz parte de uma tríade que postamos no site. Confira também as 5 verdades inconvenientes do Xbox One e as 5 verdades inconvenientes do Nintendo Switch.

Tem sugestões? Encontrou mais pontos negativos? Escreva aqui nos comentários e bora trocar ideia pacificamente. Também vamos preparar especiais com as vantagens de cada plataforma. Fiquem ligados!

via Novidades do TecMundo

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