Microsoft faz sua inteligência artificial funcionar em um Raspberry Pi

Cada vez mais coisas vão ficar “inteligentes” com o passar do tempo, dando espaço para a Internet das Coisas e os algoritmos de inteligência artificial em chips de praticamente todos os dispositivos tecnológicos.

Essa é a tendências, mas nunca temos certeza do que realmente vai acontecer no futuro. Porém, se depender dos esforços da Microsoft, é exatamente isso que vamos ter: inteligência artificial em praticamente qualquer coisa, visto que a empresa, por meio do seu Microsoft Labs, com equipes em Redmond e na Índia, conseguiu implantar sua inteligência artificial em um Raspberry Pi, um computador bem simples e muito barato.

Menos e mais barato

Removendo redundâncias dos algoritmos, também foi possível rodar o sistema de detecção de imagem no Raspeberry Pi sem perda de precisão

O que isso significa? Que além de ser possível colocar os algoritmos de deep learning de IA da Microsoft em um sistema relativamente simples e pequeno, o processo é também barato o suficiente para acreditarmos que o crescimento de dispositivos com inteligência artificial seja ainda maior do que se imaginava.

Para que esse sistema fosse capaz de funcionar em um computador bem menos potente do que o normal, a equipe do Microsoft Labs comprimiu os parâmetros de rede neural para apenas alguns bits. Removendo redundâncias dos algoritmos, também foi possível rodar o sistema de detecção de imagem no Raspeberry Pi sem perda de precisão e ainda 20 vezes mais rápido.

Enfrentando desafios

Esses procedimentos, porém, não são nada fáceis de se realizar. Mais complicado ainda é o passo seguinte: tentar compactar redes neurais profundas para consumir até 10 mil vezes menos recursos. A saída é buscar outros meios de lidar com as ferramentas de deep learning, algo que vai levar tempo, visto que ainda não se compreende exatamente como elas funcionam.

No fim das contas, esses avanços merecem grandes comemorações, pois significam o primeiro passo para a democratização da inteligência artificial.

via Novidades do TecMundo

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