Alerta: temos três anos antes que seja tarde demais para salvar o planeta

Todo mundo está careca de ouvir falar a respeito de estudos e previsões sobre o futuro do nosso planeta se o aquecimento global não for controlado, certo? O problema é que a maioria das pessoas associa esse “futuro” com a ideia de algo muito distante — o que nos dá a falsa impressão de que ainda temos bastante tempo para reverter a situação e evitar os problemas que os cientistas afirmam que estão por vir. Só que a coisa não é bem assim não!

De acordo com Leanna Garfield, do site Business Insider, um grupo de respeitados cientistas lançou um alerta pra lá de assustador. Segundo esse pessoal, nós temos apenas três anos antes que seja tarde demais para salvar o planeta dos piores efeitos do aquecimento global.

Alerta preocupante

Segundo Leanna, na verdade, muitos dos efeitos devastadores do aquecimento global já estão aí, mesmo que a gente não se dê conta. De acordo com ela, nas últimas duas décadas, a taxa média de elevação do nível dos mares sofreu um aumento de 50%, e os últimos três anos foram os mais quentes de que se tem notícia. Quer um dado mais atual? Este ano, as temperaturas alcançaram os índices mais altos da história em algumas regiões do planeta — e isso que apenas passamos da metade do ano!

Estamos perto de chegar a um limite irreversível

Os cientistas que lançaram o alerta explicaram que se as emissões de gases de efeito estufa forem reduzidas permanentemente até o ano de 2020, é possível — não certeza! — que as temperaturas do planeta não atinjam o limite máximo do qual não haverá mais volta.

Caso isso não ocorra, os pesquisadores preveem uma série de impactos devastadores, como o dramático aumento de áreas desmatadas, variações climáticas imprevisíveis que poderiam arruinar cultivos pelo mundo, e enchentes provocadas pelo aumento dos níveis dos mares — que afetariam enormemente as regiões costeiras que, como você sabe, concentram a maior parte da população mundial.

Propostas

Por sorte, o grupo que lançou o alerta também propôs uma série metas que, se forem cumpridas, poderiam ajudar a reverter o quadro nos próximos três anos. Segundo divulgaram através do site Nature, Entre elas está garantir que 15% de todos os veículos comercializados globalmente sejam elétricos, e que pelo menos 30% do fornecimento de energia elétrica no mundo venha de fontes renováveis.

Os cientistas também propõem que as cidades deem andamento aos planos de descabonização, que incluem a construção de edifícios e infraestruturas com baixa emissão de poluentes até 2050 — para os quais existe um financiamento previsto em US$ 300 bilhões ao ano.

Não vai ser nada — nada — fácil!

Outras medidas seriam implementar práticas agrícolas mais sustentáveis, focadas em reduzir as emissões e aumentar o sequestro de carbono, proibir o desmatamento e promover o reflorestamento, encorajar o setor financeiro a emitir mais “títulos verdes” para ajudar nos esforços de mitigação do aquecimento global, e desenvolver planos para que a indústria aumente sua eficiência energética e reduza as emissões de gases de efeito estufa pela metade até 2050.

Você sentiu uma pontinha de pessimismo ao ler as propostas acima — ainda mais sabendo que o aquecimento global não é uma prioridade dos norte-americanos e que Trump decidiu remover os EUA do Acordo de Paris? Esse acordo, como você deve saber, se refere a metas relacionadas com a redução da emissão de poluentes que os países signatários se comprometeram a cumprir.

De acordo com Leanna, mesmo com essa imensa complicação — uma vez que os EUA estão os maiores poluidores do mundo —, os cientistas dizem que é de vital importância que todos se unam ao combate às emissões e se comprometam em cumprir as metas estabelecidas pelo acordo. E você, caro leitor, o que acha? Complicado, né?

via Novidades do TecMundo

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