Ransomware para Linux sequestra servidores e pede resgate de R$ 3,5 milhões

Estamos realmente passando por uma epidemia de ransomwares: depois do WannaCry se espalhar pelo mundo, forçando a Microsoft a atualizar até o Windows XP, uma empresa de hospedagem de sites da Coreia do Sul teve seus arquivos sequestrados por um malware desenvolvido para Linux. A praga afetou 153 servidores e tirou do ar mais de 3,4 mil sites de clientes.

O ransomware em questão é o Erebus, que foi originalmente criado para Windows, mas recebeu modificações para funcionar no Linux. Ele atacou a Nayana Internet no dia 12 de junho e, inicialmente, pedia 5 bilhões de wons (aproximadamente R$ 14,5 milhões) em bitcoins para recuperar os dados. Depois de negociações com os criminosos, o valor do resgate caiu para 1,2 bilhão de wons (R$ 3,5 milhões).

Não se sabe como o Erebus atacou os servidores, mas a Trend Micro especula que o ransomware se aproveitou de algum exploit no kernel, no Apache ou no PHP, que estão desatualizados na Nayana: a versão do PHP é a 5.1.4, lançada em 2006. Uma falha no kernel do Linux, conhecida como Dirty Cow, permitia que um usuário comum obtivesse permissões de root e ficou sem correção entre 2007 e 2016.

O ransomware criptografa os dados do servidor e cria um arquivo chamado _DECRYPT_FILE.txt com as instruções de recuperação e um código de identificação da máquina sequestrada. Aparentemente, a variante do Erebus foi pensada para servidores web, já que afeta o diretório /var/www (onde normalmente são guardados os arquivos dos sites) e os arquivos ibdata, do banco de dados MySQL.

O resgate será pago em três parcelas, à medida que a Nayana consegue recuperar os arquivos. Duas já foram pagas, mas a empresa ainda está tendo problemas com alguns servidores de banco de dados; a última deve ser acertada somente quando essas máquinas voltarem a funcionar. O valor pode ser um recorde: mesmo o WannaCry só arrecadou R$ 170 mil em um final de semana.

Ransomware para Linux sequestra servidores e pede resgate de R$ 3,5 milhões

via Tecnoblog

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