Mercado brasileiro de IoT valerá US$ 3,29 bi em 2021, segundo estudo

Internet das Coisas

Um estudo conduzido pela Frost & Sullivan mostrou que, no ano passado, o Brasil movimentou US$ 1,35 bilhão no mercado da Internet da Coisas (IoT), tendo as indústrias automotiva e as verticais de manufatura como as mais relevantes. Já quanto às previsões para o ano de 2021, os especialistas acreditam que o mercado no país alcançará receitas de US$ 3,29 bi.

A pesquisa “O Mercado industrial brasileiro de Internet das Coisas, Cenário para 2021” entende como IoT objetos de uso cotidiano que são conectados à internet e também conectados uns aos outros, e a estimativa de valor considera hardware, software e serviços diretamente ligados a soluções IoT.

De acordo com Renato Pasquini, diretor de pesquisa e consultoria em transformação digital da Frost & Sullivan para América Latina, “a tecnologia começa a ser embarcada nos produtos, junto com módulos de conectividade, permitindo às empresas extrair informações sobre a experiência do consumidor, analisar e definir ações”. Ainda segundo o executivo, “é uma revolução centrada no consumidor, direcionada pela transformação digital”.

O estudo prevê que a indústria automobilística espera gastar mais em IoT já nos próximos dois anos, e que a logística e o transporte no Brasil serão baseados principalmente em rodovias, por conta da limitada rede ferroviária do país, prevendo, ainda, que roubos de veículos e cargas serão a principal preocupação. Por outro lado, há oportunidades significativas também em mercados como cidades inteligentes, utilities, agricultura e saúde.

Para Rita Ragazzi, gerente de pesquisas em saúde transformacional da empresa que conduziu o estudo, “enquanto a indústria automobilística e de manufatura estarão maduras em 2021, a expectativa é que a da saúde tenha as mais altas taxas de crescimento anual composta, gerando uma trilha reversa em outros mercados, começando por negócios B2C, e, então, envolvendo empresas”. A analista acredita, ainda, que “tecnologias voltadas aos pacientes são mais fáceis de serem adotadas, como serviços móveis, apps e dispositivos que levarão o mercado de saúde B2C a atingir a soma de US$ 610 milhões em 2020”.

O relatório, por fim, observa que o mercado de IoT no Brasil ainda é fragmentado, havendo desafios de se ampliar a capacidade de consultoria e integração para que as empresas do mercado de tecnologia brasileiro ofereçam soluções de ponta em IoT.

Fonte: IDG Now!

via Canaltech

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