Mercado de smartphones deve crescer apenas 3% neste ano, aponta IDC

Google Pixel

Os números relacionados ao mercado de smartphones, liberados nesta terça-feira (30) pela IDC, representam os dois lados de uma mesma moeda. De um, está a expectativa modesta de um crescimento de apenas 3% no segmento, maior que os já baixos 2,5% registrados em 2016, quando o setor apresentou sua menor alta da história. A boa notícia, entretanto, é que esse aumento deve continuar consistente pelo menos ao longo dos próximos cinco anos.

A exceção a essa regra, entretanto, seria 2018, que deve apresentar um aumento de 4,5% por conta, principalmente, da chegada de novos iPhones. A IDC parece apostar nos rumores de que a Apple vai interromper seu calendário usual de lançamento para liberar uma nova edição do smartphone em 2017, quando se comemora o décimo aniversário do gadget. As boas vendas, então, devem se estender ao longo de todo o ano seguinte.

Os dados da organização levam em conta o total de smartphones disponibilizados pelas companhias nas lojas, que servem como termômetro da demanda e interesse dos usuários de tecnologia. Eles também mostram uma recuperação econômica em países emergentes, além de permitirem que quem ainda não tem um aparelho acabe comprando um.

A IDC chama atenção para o fato de que pelo menos mais da metade da população mundial ainda não possui um smartphone, com territórios como China, Oriente Médio, África e o leste da Europa sendo mercados com grande potencial de expansão. Enquanto isso, nas outras regiões, quem possui um dispositivo de baixo porte deve acabar sentindo a necessidade de adquirir um aparelho melhor e com mais recursos, movimentando ainda mais o mercado.

Apesar de essa conjuntura indicar um crescimento, principalmente nos segmentos de baixo e médio porte, a firma de consultoria e análise de mercado também acredita que os aparelhos de alto padrão continuarão tendo seu espaço. As funcionalidades de ponta, que chegam mais rápidos em tais dispositivos, devem levar os usuários contumazes a comprarem novos, principalmente quando se fala em telas maiores e tecnologias de armazenamento. A organização, entretanto, alerta que, para que isso aconteça, é essencial que as fabricantes continuem inovando.

Essa dinâmica também é sentida no campo dos sistemas operacionais, com o Android continuando a dominar o mercado. A expectativa é que, ao longo dos próximos cinco anos, a plataforma mantenha seu domínio, partindo de 85,1% de market share ao final deste ano para 85,5% em 2021. Mais uma vez, o grande motor serão os mercados emergentes, com o segmento de baixo padrão contando quase que completamente com dispositivos que rodam a plataforma.

Enquanto isso, o iOS deve apresentar declínio, não por conta de baixa nas vendas, mas sim por esse aquecimento dos dispositivos de médio e baixo padrão. A Apple deve fechar 2017 com 14,7% do mercado global de smartphones e chegar a 2021 com 14,5%. Dá para considerar a posição estável e livre de preocupações, com os usuários atuais se mantendo fiéis à marca. Estratégias de obtenção de novos clientes, por outro lado, não fariam mal a ninguém.

Ao longo dos próximos cinco anos, a IDC prevê também um declínio cada vez maior do Windows Phone, com uma queda de nada menos do que 80,9% devido à falta de aparelhos no mercado. A organização não prevê uma recuperação para a Microsoft, já que novos aparelhos não chegam ao mercado e parcerias com fabricantes não se mostram frutíferas. A própria companhia parece cada vez menos interessada no sistema operacional, uma indicação de que o market share de menos de 0,1% em 2021 é uma realidade palpável.

Fonte: IDC

via Canaltech

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