Ataque WannaCry expõe desafios atuais da segurança digital nas empresas

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É um tanto quanto paradoxal afirmar mas, perdas à parte, o ataque hacker via ransomware WannaCry, que afetou recentemente os sistemas de grandes empresas em 150 países, incluindo o Brasil, por meio de uma vulnerabilidade presente em todas as versões do Windows, causou um impacto positivo ao mercado como um todo.

 No caso das empresas provedoras de soluções de segurança, a disseminação do vírus WannaCryptor no dia 12 de maio impactou positivamente os negócios, algo que já era esperado. Segundo Roberto Rebouças, diretor-geral da Kaspersky Lab Brasil, muitos projetos de segurança que estavam “na geladeira”, de repente ganharam uma grande importância. “Hoje há um maior senso de urgência na definição de assuntos relacionados a este tópico. A segurança tradicional como era feita a 10 anos atrás, não é mais suficiente”, ressalta.

O ataque global também trouxe para conhecimento público alguns conceitos antes obscuros, tais como tecnologias criptográficas, criptomoedas e a importância dos programas de defesa cibernética, como salienta Cassiano Cavalcanti, diretor de produto da Amiggo, provedora de soluções de segurança digital. “O mercado e a cultura de segurança digital, embora particularmente jovens no Brasil, tendem a expandir e amadurecer em face a estes ataques”, comenta o executivo.

De fato, as empresas de segurança reforçam que ainda estamos suscetíveis a um novo ataque desta proporção devido às suas capacidades de sofrerem mutações e se livrarem dos mecanismos de defesa clássicos, que por sua vez são amplamente presentes na maioria das organizações.

“Não há nenhuma razão para os criminosos cibernéticos diminuírem o ritmo destes ataques. Por isso, é fundamental as empresas contarem com soluções amplas e possuírem uma política de segurança da informação clara e coesa”, diz Leandro Werder, diretor de Engenharia de Sistemas da Fortinet no Brasil. Segundo estudo da companhia, mais de 4 mil ataques de ransomware acontecem diariamente no mundo, infectando uma média de 30 a 50 mil mensalmente.

Para Rita D’Andrea, country manager da F5 Networks no Brasil, a digitalização da economia faz com que os hackers tenham um campo para atuar, que não para de crescer. “A questão, portanto, é ingressar no mundo digital de olhos abertos, sabendo da importância de implementar a segurança desde o momento zero, não apenas depois do ataque ter acontecido.”

A maior lição que devemos extrair desta série de incidentes é que nenhum sistema ou organização está totalmente seguro e o combate ao cibercrime é uma atividade diária. “Quando achamos que algo está seguro, é hora de começarmos novos esforços”, finaliza Cavalcanti, da Amiggo.

via Canaltech

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