Funcionários da Tesla apresentam taxas de lesão maiores que a média da indústria

Tesla Motors

De acordo com um novo relatório sobre segurança do trabalhador, os registros de ferimentos na fábrica da Tesla, em Fremont, Califórnia, foram superiores à média da indústria. Segundo os dados, os trabalhadores de Elon Musk se feriram 31% a mais em 2015.

As novas informações corroboram com as revelações de uma reportagem publicada recentemente pelo jornal The Guardian, que entrevistou funcionários e ex-funcionários da fábrica. Na ocasião, os colaboradores anunciaram o desejo de se sindicalizar, pois, segundo suas alegações, os objetivos de produção estabelecidos pelo CEO da companhia, Elon Musk, resultam em condições de trabalho perigosas.

Entre os valores analisados, o primeiro foi o total de taxa de incidência registrável (TRIR), que representa o número total de doenças e lesões num local de trabalho por 100 trabalhadores. A taxa total de incidentes da Tesla foi 15% maior do que a média da indústria em 2014 e 31% maior do que a média da indústria em 2015. Em 2016, a TRIR da Tesla foi de 8.1. O governo federal dos Estados Unidos ainda não divulgou a média da indústria para 2016, mas desde 2008 a média anual variou de 6,7 a 7,7.

A segunda métrica avaliada tem relação com as folgas, que analisa o número de dias que um trabalhador está ausente do trabalho ou restrito de suas tarefas normais devido a uma lesão. A Tesla registrou um número 69% maior do que a média da indústria em 2014 e 103% superior em 2015. Em 2016, a nota da montadora ficou em 7,3, sendo que desde 2008 a média anual da indústria variou de 3,8 a 4,2.

"Podemos ter tido alguns desafios no passado, pois estávamos aprendendo como nos tornarmos uma empresa automobilística, mas o que importa é o futuro, e, com as mudanças que fizemos, agora temos a menor taxa de lesões na indústria", disse um porta-voz da Tesla em uma declaração respondendo ao relatório. Em entrevista ao Guardian, no dia 12 de maio, Musk reconheceu que os trabalhadores da fábrica "estavam tendo dificuldades, trabalhando duro durante longas horas", mas que uma de suas principais preocupações é a segurança de seus colaboradores.

Segundo a diretoria da Tesla, os números revelados pelo relatório desta quarta-feira não refletem as operações atuais da companhia. Diante disso, a Worksafe, responsável pelo levantamento, afirmou que a melhoria de segurança em 2017 ainda não é suficiente para identificar com precisão as mudanças.

Via The Guardian

via Canaltech

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