Especial fintechs: falamos com a URBE.ME, plataforma de investimento imobiliário

URBE.ME

Antigamente somente quem tinha muito dinheiro podia investir em projetos imobiliários como construções de casas, prédios e condomínios. Hoje, qualquer pessoa com R$ 1 mil pode apostar em um empreendimento e colher os lucros. Tudo isso online e em poucos minutos. Na URBE.ME, o investidor faz o cadastro no site, vê as oportunidades disponíveis, confirma o aporte em até 24 horas e pronto! Basta acompanhar as etapas da obra pela plataforma e, ao final do projeto, receber os rendimentos. 

“Vale destacar que o investidor não é avaliado e não tem nenhum custo para investir via URBE.ME. Fazemos uma rigorosa seleção dos empreendimentos. Hoje mais de 90% dos incorporadores que nos procuram não passam em algum dos critérios de avaliação, que são: saúde financeira da incorporadora, viabilidade econômica do empreendimento, análise de arquitetura e engenharia do projeto, e análise mercadológica”, explica Paulo Deitos, fundador da fintech. 

Em um bate-papo com o Canaltech, Deitos explica detalhes da operação da startup que foi uma das cinco vencedoras do Fintech Awards Latam. Confira:

Canaltech – Como surgiu a ideia de levar o conceito de crowdfunding para o mercado imobiliário?

Paulo Deitos – Eu vinha querendo desenvolver uma plataforma de crowdfunding quando conheci o Lucas, que hoje é meu sócio. Lucas é arquiteto e procurava uma maneira de fazer algo tipo compras coletivas para imóveis porque ele queria incorporar. Quando um amigo em comum nos apresentou e chegamos a conclusão que crowdfunding pro mercado imobiliário era muito interessante, principalmente porque a chance de dar errado um projeto imobiliário é muito baixo e se conta com garantia real. Além disso, brasileiro é apaixonado por imóveis e o segmento de construção é um dos maiores segmentos da economia.

CT – A Urbe.me nasceu em 2015. Como se deu a jornada até agora? Em que estágio do negócio vocês estão?

PD – A ideia nasceu em 2013, começamos a operação em 2015. Foram dois anos até conseguir criar um modelo que fosse autorizado a operar pela CVM. Hoje já estamos com 3 captações concluídas, mais de R$ 5 MM captados e com os primeiros resultados sendo apresentados aos investidores. A CVM esta criando uma nova regulação e acreditamos que isso irá desenvolver ainda mais o segmento no Brasil.

CT – Quantos projetos já foram realizados? E quantos investidores tiveram/tem?

PD – 3 captações concluidas mais de 400 pessoas já investiram em nossos projetos.

CT – Como vocês reportam os investidores sobre as remunerações? E se não há rendimentos, o que aocntece?

PD – Todo o processo de acompanhamento da obra se da pela nossa plataforma. Ao final do projeto sempre haverá rendimentos a ser distribuído.

CT – Quem pode investir? E como vocês avaliam o investidor e o projeto, já que trata-se de um mercado de risco? Como vocês se protegem?

PD – Qualquer um a partir de R$ 1 mil. O investidor não é avaliado, mas ele só é considerado um investidor quando faz o aporte. Vale destacar que o investidor não tem nenhum custo para investir via URBE.ME. Fazemos uma rigorosa seleção dos empreendimentos. Hoje mais de 90% dos incorporadores que nos procuram não passam em algum dos critérios de avaliação, que são: Saúde financeira da incorporadora, viabilidade econômica do empreendimento, analise de arquitetura e engenharia do projeto e por último analise mercadológica.

CT – Quais são os próximos planos para a Urbe.me?

PD – Desenvolver projetos de captação ainda maiores por meio de instrumentos que já existem no mercado financeiro hoje. Assim como começar a expansão para outros países.

CT – Como você vê o mercado de Fintech no Brasil? 

PD – Acredito que o mercado de fintechs no Brasil tem muito pra crescer ainda. Apesar de termos um dos mais modernos sistemas financeiros do mundo ainda existe muito espaço pra simplificar processos e reduzir custos. Entendo que cada vez mais as pessoas se preocupam com o seu dinheiro e entendem mais disso. Sou co-fundador da ABFintechs e sempre defendemos que fintechs e Instituições Financeiras devem ser grandes parceiros, pois cada parte é muito melhor do que a outra no que sabe fazer bem. Em vez de ficar lutando por desenvolver tudo próprio, se houver uma união entre empresas para melhorar o resultado dos seus clientes, todos saíram ganhando.

CT – E qual é a importância de Fintechs para o país? E também: qual é a importância de sites como a Urbe.me para os brasileiros?

PD – Fintechs trazem cada vez mais acesso a segmentos antes restritos a maioria dos brasileiros, seja de acesso a serviços financeiros (os desbancarizados) ou a investimentos que só eram acessíveis a grandes investidores. Acreditamos que o urbe.me esta executando um grande papel a população brasileira ao permitir o acesso a qualquer um a um investimento que possui a garantia e rentabilidade do investimento imobiliário e a simplificação de um investimento financeiro.

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via Canaltech

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