Dia da Orgulho Nerd: 10 coisas que todo nerd que se preze faz

Power Rangers Quadrinhos

Ser nerd virou pop. Havia um tempo em que ser rotulado como tal era motivo de vergonha e o suficiente para fazer com que você ficasse o recreio inteiro isolado no canto do pátio da escola. Andar com uma revista em quadrinhos ou discutir sobre Mario e Sonic com alguém era a porta de entrada para o mundo dos esquisitões do colégio — o que ninguém queria. Porém, o mundo mudou e os nerds deixaram de ser esses párias sociais para se tornarem nos queridinhos da sociedade.

Mas não basta apenas ser fã de cultura pop, ver os filmes da Marvel e dizer que lia Batman quando criança. O mundo nerd é bem maior do que isso e ser um nerd envolve comportamentos, gostos e manias que já fazem parte do seu jeito de ser — são coisas que, na grande maioria das vezes, acabam passando despercebidos por nós. Afinal, é algo tão natural que nem nos damos conta de que fazemos essas coisas.

Por isso, para celebrar o Dia da Orgulho Nerd — ou Dia da Toalha, se você for um pouco mais conservador —, decidimos listar algumas das coisas que todo nerd faz. Se você se enquadra nesses itens, seja bem-vindo ao clube.

Foi-se o tempo que ser nerd era ser o Peter Parker do Tobey Maguire

Dominar qualquer universo

O conhecimento sempre foi a matéria-prima de qualquer nerd. Seja com ciência, matemática ou mesmo cultura pop, o importante é dominar aquele universo e saber tudo o que for possível sobre ele. Você simplesmente não consegue pegar um gibi do Homem-Aranha e ler aquela história isolada. É preciso saber todos os arcos anteriores, as sagas e os grandes eventos que podem (ou não) influenciar na edição que você tem em mãos. Se há uma história maior por trás, você tem que conhecer.

Esse é o conceito básico por traz do nerd e, por isso, você se sente absurdamente incomodado de ler ou ver coisas pela metade. Se vai sair um novo filme ou jogo que dá sequência a uma série antiga, você tem que ver e jogar tudo antes de partir para o novo. Dessa forma, maratonas de atualização são mais do que comuns dentro do seu dia a dia. Não por acaso, você conhece os atores pelos nomes de seus personagens e não pelos seus próprios nomes.

É um refém do hype

Todo mundo já embarcou no trem do hype de Red Dead Redemption 2, por exemplo

Para dominar esse universo de conhecimento, você também precisa estar por dentro do que acontece agora. E, assim, se torna facilmente conquistado pelo infame trem do hype. Acompanhar notícias é uma maldição na sua vida que faz com que qualquer imagem, vídeo ou mesmo um mísero rumor seja motivo de comemoração. É assim com filme, jogo, série de TV e até mesmo com celular.

Vamos ser sinceros: na maioria das vezes o hype é muito mais interessante do que o produto em si. Quantas vezes você se empolgou mais em acompanhar as novidades do que com o produto final? Não por acaso, acompanhar conferência da E3 ou a San Diego Comic-Con é quase ir a um estádio de futebol — com direito até a torcida rival.

A maldição do early adopter

O nerd é um ansioso por natureza. Não há a palavra "esperar" em seu vocabulário e, por isso, ele sempre vai comprar as coisas antes de todo mundo nem que seja para se arrepender depois. Quem nunca foi enganado por uma empresa e comprou um PlayStation Move achando que aquilo seria a revolução nos controles de movimento para, depois, ser feito de trouxa novamente com o Kinect? Aquele Oculus Rift pode estar juntando poeira na sua estante, mas certamente foi a compra mais feliz da sua vida nos primeiros 15 dias.

Quem imaginaria que o Vita seria apenas um acumulador de poeira?

A ansiedade do nerd é tão grande que envolve coisas até mesmo banais, como ir ao cinema. Você nem deve se lembrar da última vez que enfrentou fila para comprar ingressos para uma sessão minutos antes de seu início. Não, você faz a compra antecipada meses antes só para garantir aquele lugar que você sabe que é o melhor da sala. Aliás, se algum infeliz foi mais rápido e você teve de comprar em outro assento, com toda a certeza você vai assistir ao filme reclamando que o lugar era horrível e vai usar isso de desculpa para ver uma segunda vez — e na sua poltrona de estimação.

Personagens são reais

Talvez esse seja o ponto que mais faz pessoas comuns — os “civis” — acreditarem que todo nerd é maluco. De um jeito ou de outro, a gente trata de personagens fictícios como se eles fossem reais.

Isso não quer dizer que você acredita que o Superman piscou para você no final da revista ou que o Hulk respondeu sua cartinha. Na verdade, o nerd é tão conhecedor e apaixonado por aquele universo que ele conhece a personalidade de cada herói e sabe como ele reagiria a cada situação.

Esse é o Superman que a DC ainda não conseguiu fazer nos cinemas

Você sabe que o Homem-Aranha é um piadista por baixo da máscara para disfarçar seu nervosismo ou mesmo que a máscara é um artifício não apenas para esconder sua identidade, mas também sua insegurança. Você discute sentimentos reais em personagens fictícios porque entende que isso nada mais é do que um reflexo da sociedade.

Por isso, quando Zack Snyder faz um Superman sem esperanças e que quebra pescoço você fica tão bravo. Aquele não é o Superman porque ele jamais faria isso. O personagem não é apenas o uniforme ou os seus poderes, mas tudo aquilo que ele representa — e isso é o mais importante para todo nerd.

O caçador de referências

Se não for para caçar referências em filmes de herói, é melhor nem nos chamar para ir ao cinema. A busca por referências e easter eggs em filmes e séries é um prazer secreto que todo nerd cultiva — e que Hollywood descobriu muito bem como utilizar para conquistar o público. Seja em uma brincadeira visual, em um nome ou mesmo em uma participação especial, assistir a um filme é buscar toda e qualquer citação existente.

As referências de Guardiões da Galáxia 2 podem ser anotadas em um caderno de 10 matérias

Quanto mais sombria e escondida for aquela referência, melhor. É algo que vai reforçar esse domínio do universo que somente o nerd tem e que vai virar uma massagem no seu ego. Afinal, é algo que você percebeu e que passou batido para os meros mortais à sua volta. E, não importa o quão óbvio aquela referência tenha sido, você vai querer explicar para os civis depois.

O código nerd

Embora não seja uma regra, é quase certo que, como nerd, você tem algumas camisetas legais em seu armário. Estampas divertidas fazendo referência a algo que você curte ou mesmo brincando com diferentes séries. E as melhores não são aqueles que trazem MARIO ou MARVEL em letras garrafais, mas que trazem essas referências de formas sutis.

Isso cria uma espécie de código secreto entre os nerds. Para o público civil, trata-se só de mais um desenho aleatório na sua roupa, mas apenas um iniciado nesse mundo oculto de quadrinhos, filmes e jogos é que vai reconhecer aquilo que você traz em seu peito. E, quando vocês se cruzarem, vão apenas trocar um rápido olhar, um sorriso de canto e um breve aceno de cabeça para indicar que todos fazem parte desse mesmo universo geek.

Compra mais do que consome

O nerd sempre foi retratado como um colecionador. Estantes cheias de livros, revistas, filme e jogos. E isso não deixa de ser verdade, já que um bom nerd que se preze é também um colecionista nato e que não consegue se desfazer de nada, nem que seja daquela maldita coleção do Homem-Aranha e a Saga do Clone. Porém, o que pouca gente sabe é que a gente compra muito mais do que consegue consumir. O resultado é aquela prateleira repleta de coisas ainda no plástico.

Se a cultura nerd fosse uma religião, o Steam seria o templo da vergonha que expõe essa mania de colecionar coisas que você não usa. Se você joga no PC, com toda certeza tem uma belíssima coleção de jogos que nunca forma abertos.

Terminei o TCC da pós, o que significa que vou poder ler e jogar tudo o que deixei na pilha de espera

Uma publicação compartilhada por Durval (@netsuke1) em Set 25, 2016 às 8:04 PDT

Isso sem falar da sua pilha de leitura que só cresce e do espaço que nunca é suficiente. Aliás, tempo e espaço são coisas que parecem estar em constante redução na vida (e na casa) de todo nerd.

Não nega uma boa promoção

Essa mania de ter mais do que consegue consumir tem uma explicação: a gente não consegue negar uma boa promoção. Aquele e-mail oferecendo descontos de 70% em seja lá o que for é um convite para a perdição. Às vezes, é uma revista que você até já tem, mas em uma edição mais simples, ou mesmo um jogo que você nem estava tão afim, porém o preço é realmente convidativo.

Assim, se você comprou aquele BioShock 2 em oferta em 2010 quando comprou um PS3 e nunca colocou o disco no videogame, não se sinta envergonhado. Você está entre iguais por aqui.

Vive pobre

Exatamente por não conseguir fugir de qualquer promoção, o nerd que se preza vive pobre. É claro que há exceções e sempre há aquela pessoa que nasceu em berço de ouro ou tem um salário realmente muito bom, mas são as exceções que confirmam a regra. Na sua grande maioria, o nerd gasta todo o seu dinheiro com jogo, gibi, filme e livro.

Como dizer não?

Isso tudo porque esses pequenos prazeres da vida são caros e as empresas sabem que a gente vai acabar pagando por isso, de uma forma ou de outra. A gente até consegue se segurar um pouco e esperar por uma promoção, mas tem vezes que não há como segurar — principalmente quando falamos de importados. Em alguns casos, o nerd calcula sua vida financeira com base naquilo que ele pretende comprar no futuro próximo. Um mês sem lançamento de jogo, por exemplo, é um mês de bonança. A não ser que a Amazon decida fazer alguma oferta-relâmpago. Aí já era mesmo.

Inclusive, que tal comemorar o Dia do Orgulho Nerd comprando presentes com desconto?

O livro é melhor

Não importa qual livro, ele é melhor. Essa é a máxima da vida nerd e que vai resumir tudo aquilo que a gente viu até aqui. Se vai sair um filme, você já foi atrás do livro, comprou mesmo sem precisar, se apaixonou pelos personagens e foi ao cinema buscando referências e comparando com aquilo que você já viu para, no fim, dizer que preferia a obra original mesmo.

Há exceções, é claro, mas isso não vai impedir que você inicie longos discursos comparativos mostrando porque isso ou aquilo faz mais sentido no livro do que na adaptação. Não adianta: o livro é mesmo muito melhor. Sempre.

via Canaltech

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