Ministério Público da Suécia arquiva investigação contra Julian Assange

O fundador do WikiLeaks Julian Assange amanheceu nesta sexta-feira (19) com uma excelência notícia: o Ministério Público da Suécia optou por interromper a investigação de estupro contra ele. A decisão foi tomada pela promotora pública Marianne Ny, que já protocolou pedido junto ao Tribunal Distrital de Estocolmo.

Pelo Twitter, o ciberativista australiano postou uma foto comemorando o fato. O advogado de Assange, Per Samuelson, celebrou o arquivamento como uma “vitória total”. Entretano, a promotora sueca afirma que o caso ainda pode ser reaberto caso Assange retorne à Suécia antes de 2020, quando o crime prescreve.

As autoridades suecas justificam a interrupção das investigações afirmando que não há mais elementos para levá-la adiante. “Um promotor é obrigado a descontinuar a investigação se todas as possibilidades forem esgotadas”, afirmou a promotoria em nota. “Para que o caso siga, Julian Assange precisa ser notificado formalmente sobre as suspeitas criminais que o envolvem. Não esperamos colaboração do Equador nessa questão”, conclui.

A citação ao Equador vem do fato de Assange estar asilado na embaixada do país sul-americano em Londres desde 2012. Apesar da suspensão das investigações pelas autoridades da Suécia, o ciberativista ainda pode ser preso pelo Reino Unido. O país europeu mantém um mandado de prisão expedido em nome do criador do WikiLeaks devido à ausência de Assange a uma audiência na Corte do Reino Unido há cinco anos.

Entenda o caso

Julian Assange foi acusado por uma mulher sueca de ter mantido com ela uma relação sexual desprotegida enquanto ela dormia na noite de 16 para 17 de agosto de 2010. Assange se defende afirmando que ela consentiu a relação e também concordou em não usar preservativo. Desde então, o australiano denuncia as acusações contra ele como uma manobra para extraditá-lo aos EUA, onde seria processado pelo vazamento de documentos diplomáticos e militares sigilosos.

Em 2010, Assange ganhou notoriedade ao colocar no ar o WikiLeaks, site por meio do qual revelou mais de 500 mil documentos classificados sobre a atuação dos EUA durante as invasões ao Iraque e ao Afeganistão. Além disso, a página publicou também mais de 250 mil comunicações diplomáticas, colaborando para revelar, por exemplo, atos de espionagem por parte do governo do país norte-americano a várias autoridades de outras nacionalidades.

Após a divulgação de que a investigação de estupro foi arquivada, a advogada da denunciante afirmou ser “um escândalo que um suposto estuprador possa escapar da justiça e evitar assim os tribunais.” A profissional informou que a sua cliente vai manter a acusação contra o ciberativista.

via Novidades do TecMundo

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