Após atingir órbita, satélite brasileiro segue sob testes até julho

Processo de verificação dos sistemas do satélite deve levar cerca de 45 dias. Durante tal período, serão feitas verificações do funcionamento de todos os sistemas


Os testes para a verificação do funcionamento do satélite brasileiro para comunicação e defesa começaram no último sábado (13), quando o equipamento chegou à órbita geoestacionária. 

Segundo a Telebras, o processo de verificação dos sistemas do satélite deve levar cerca de 45 dias. Durante tal período, serão feitas verificações do funcionamento de todos os sistemas, medidas de carga útil e a constatação de que o satélite está totalmente apto para entrar em operação comercial.

Os dados emitidos e recebidos pelo satélite serão acompanhados pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), em Brasília, e pela Estação de Rádio da Marinha, no Rio de Janeiro, que serão responsáveis por controlar o satélite após o processo de calibragem, previsto para acabar em junho.

Lançado no dia 4 de maio, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) é o primeiro satélite geoestacionário 100% brasileiro de uso civil e militar dedicado exclusivamente a transmissão de dados. 

 

O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos de R$ 2,7 bilhões. 

 

A previsão é que no dia 1º de julho a Telebras comece a fazer os primeiros testes para medir a potência do satélite para a transmissão de dados em todas as regiões do país. Parte da capacidade do satélite será alugada para empresas privadas para a oferta de banda larga, especialmente em regiões remotas, e a Telebras vai ficar com a capacidade necessária para oferecer serviços de saúde, educação e serviços ao cidadão.

 

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Sua capacidade de operação é de 18 anos.

*Com informações da Agência Brasil

via IDG Now!

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